Rali de Portugal: Ogier assume desilusão e confirma presença no Japão

O piloto francês Sébastian Ogier (Toyota Yaris) assumiu hoje a desilusão por ter perdido a 59.ª edição do Rali de Portugal, após ter liderado até à penúltima classificativa, quando sofreu um furo que o relegou à sexta posição.

O campeão mundial, recordista de vitórias na prova lusa, com sete, esteve próximo de triunfar novamente, quando liderava com 17,3 segundos, antes do incidente em Vieira do Minho 2, que permitiu ao belga Thierry Neuville herdar a liderança.

“Nada de especial, como muitas vezes. Foi uma secção degradada, já apanhámos piores até, mas apanhámos uma pedra na linha de trajetória, e numa parte estreita não há escapatória. ‘Game over'”, descreveu o gaulês, numa especial onde, ainda antes, o finlandês Sami Pajari (Toyota Yaris) passou por um problema semelhante.

O piloto francês apenas saiu de Portugal com nove pontos amealhados, perfazendo 67 no WRC, muito longe dos 123 já somados pelo líder do campeonato, o britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris), que reforçou o seu distanciamento de dois para 12 relativamente a Takamoto Katsuta (Toyota Yaris), segundo.

“O que posso dizer? É o desporto automóvel. Às vezes, apanha-te desta forma. Não há muito que pudéssemos fazer diferente. Podemos manter a cabeça erguida e tentar apenas esquecer e ir ao Japão para vencer”, lamentou Ogier, em declarações aos jornalistas, à chegada ao Parque de Assistência, em Matosinhos, confirmando assim a sua presença na próxima prova do WRC, numa altura em que compete em tempo parcial.

Ainda assim, o piloto da Toyota mostrou-se satisfeito com o desempenho do carro até à segunda passagem por Vieira do Minho, retirando bons indícios para os desafios que se seguem.

“Com o tempo que tivemos foi muito desafiante, podemos estar satisfeitos porque mostrámos que tínhamos o que precisávamos para responder quando necessário e basicamente a velocidade necessária para vencer. A sorte não esteve connosco”, analisou.

Por sua vez, Evans, que terminou em terceiro lugar no Rali de Portugal, beneficiou da quinta posição de Takamoto Katsuta para consolidar-se no topo do WRC, numa altura em que estão concluídas seis das 13 provas do circuito mundial, não tendo saído, porém, totalmente satisfeito.

“Tens de ser rápido em todo o lado se queres ser campeão, sabemos isso, mas este fim de semana sinto que não conseguir tirar o máximo potencial do carro. Não foi mau, mas podia ter sido melhor”, afirmou.

Já o sueco Oliver Solberg (Toyota Yaris), apesar do furo em Cabeceiras de Basto, no sábado, concluiu o evento português na segunda posição, uma classificação que satisfaz o piloto, dadas as circunstâncias: “Quando tudo é perfeito e funciona tudo bem, ganhas ralis, mas, às vezes, não é tão bom e tens de tirar o melhor que podes”.

Na 59.ª edição do Rali de Portugal, hoje concluída, Thierry Neuville venceu pela segunda vez, com 16,3 segundos de vantagem sobre o sueco Oliver Solberg e 29,1 sobre Elfyn Evans.

O WRC regressa com o Rali do Japão, sétima ronda, disputada de 28 a 31 de maio.

Lusa

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