O piloto belga Thierry Neuville (Hyundai i20), que venceu hoje a 59.ª edição do Rali de Portugal, mostrou-se satisfeito pelo ritmo que conseguiu impor, admitindo a possibilidade de ter sido a última vez que disputou a prova.
Oito anos após ter vencido pela primeira vez, o campeão mundial de 2024 capitalizou da melhor forma o furo do francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris), até então líder, na penúltima classificativa, para manter o primeiro lugar e ‘bisar’ em território luso.
“Dois minutos antes de terminar, tudo podia acontecer. Isso aumentou a pressão ainda mais para o nosso lado, na penúltima classificativa, quando o Ogier teve problemas. Conseguimos manter a liderança e trazer a vitória para casa”, relatou aos jornalistas, à chegada ao Parque de Assistência, na Exponor, em Matosinhos.
À sexta ronda do Campeonato do Mundo (WRC), trata-se da primeira vitória da temporada para Neuville, mas também para a Hyundai, que conseguiu aproximar-se da Toyota no Mundial de Construtores (tem 218 pontos, contra os 311 da concorrente).
“É um aumento de motivação e energia para a equipa. Temos muitas pessoas cansadas, a trabalhar no duro, e espero que isto seja um pouco de luz no fundo do túnel para alguma desta gente. No final, os deuses do clima e os deuses do Rali estiveram do nosso lado”, expressou.
Para o belga, o triunfo foi decidido pela sua consistência ao longo de todo o Rali, um indicador que traz confiança para as próximas provas do WRC, a começar pelo Rali do Japão, sétima ronda, disputada de 28 a 31 de maio.
“A vitória é muito importante, não apenas pela vitória em si, mas também por vermos que mantivemos a velocidade durante todo o fim de semana. Às vezes, faltou-nos um pouco, mas o desempenho esteve sempre lá, sempre rápido, sem erros, a puxar pelo carro quando necessário”, avaliou.
Aos 37 anos, numa altura em que tem dúvidas sobre a sua continuidade enquanto piloto na próxima temporada, assumiu, à agência Lusa, que poderá ter sido o seu último Rali de Portugal: “Honestamente, não sei, é cedo para saber. Há muitas perguntas em aberto neste momento, mas não lhes posso dar já uma resposta”.
Além das duas vitórias, em território luso, Neuville já fez dois segundos lugares, em 2017 e 2019, e dois terceiros, em 2024 e 2025, assumindo uma estima particular pela sexta ronda do circuito mundial.
“Eu diria que o Rali de Portugal é um dos melhores, com a melhor atmosfera. Aqui as pessoas gostam do Rali da mesma forma que outros países seguem o futebol. Toda a gente nos apoia, a organização é ótima. É um evento maravilhoso do qual gosto de fazer parte”, concluiu.
Lusa
