Declarações de pilotos portugueses no final da etapa nacional da 59.ª edição do Rali de Portugal, segunda ronda do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR):
– Rúben Rodrigues (Toyota): “Melhor arranque do que este é impossível, um Rali de Portugal incrível para nós, na primeira participação. Tivemos um ritmo forte, liderámos do início ao fim, fomos inteligentes, com um grande trabalho, tanto eu como a minha equipa. Levámos o Yaris em perfeitas condições a cada classificativa.
Não forçámos demasiado e não cometemos nenhum tipo de erro. O troço mais complicado foi talvez Mortágua, foi o último e queríamos levar o máximo de pontos.
[Sobre a penalização de Armindo Araújo] Nós liderámos desde o início, nunca dependemos da concorrência para ganharmos. Desde o ‘shakedown’ mostrámos a nossa velocidade. Agora, o Rali de Lisboa é mais uma estreia, será bom para ganharmos mais alguns quilómetros”.
– Gonçalo Henriques (Hyundai): “Sentimos que tínhamos andamento para vencer, mas, em Mortágua 1, no salto, aterrámos um pouco mal na barreira e tivemos problemas no braço de direção. Tivemos de fazer a manhã toda nessas condições, tentámos minimizar ao máximo e ser rápidos com essas dificuldades todas.
Na tarde, mostrámos ao que vínhamos, tentámos ir atrás do Rúben, reduzimos a diferença em 13 segundos. Se Arganil 2 não tivesse sido neutralizado, teríamos provavelmente ficado mais perto ou até conseguido. Nunca saberemos, fiquei um pouco triste com o público português, que hoje me tirou essa possibilidade.
Estou contente com a velocidade demonstrada, queremos melhorar cada vez mais. Ainda estamos um pouco longe dos pilotos mundialistas e aproximarmo-nos é um objetivo, mas estar mais rápido do que a maioria dos pilotos nacionais é já gratificante e um motivo de grande orgulho. Quer dizer que estamos no caminho certo”.
– Pedro Almeida (Toyota): “Não acho que tenha sido muito positivo, na verdade, houve momentos em que poderíamos ter estado muito melhor, alguma coisa aqui faltou. O carro esteve sempre impecável, nada a apontar. Talvez me tenha falhado a melhor mentalidade a encarar algumas das classificativas.
Arganil continua bonito, mesmo ao contrário, e também Góis. A maioria dos troços estão muito bem conseguidos. E agora vamos para Lisboa tentar fazer um trabalho diferente”.
– Armindo Araújo (Skoda): “Com a penalização, ficámos arredados de qualquer luta pela vitória. Serve-nos o consolo de constatar que, sem essa penalização, estaríamos em primeiro dentro dos portugueses. São apenas contas internas, apenas valem o que valem.
Vamos continuar nos próximos dois dias do Rali de Portugal, a recuperar da desvantagem que tivemos. Vamos tentar ser a melhor dupla portuguesa, é o único objetivo que nos sobra.
Foi um erro nosso e temos de o assumir. Nós estávamos convencidos, dentro do carro, que não seríamos penalizados, porque havia muita confusão, no troço onde tinha sido interrompido. Acho injusto, porque estávamos numa luta no pódio que terminou nesse momento”.
Lusa
