Declarações de pilotos do Rali de Portugal, no final do segundo dia, após o fim da primeira etapa da 59.ª edição do Rali de Portugal, sexta ronda do Campeonato do Mundo (WRC):
– Sébastien Ogier, Fra (Toyota): “Fizemos uma grande tarde, depois das dificuldades que tive na parte da manhã. No serviço do meio-dia, deu para afinar um pouco e começámos a sentir-nos melhor. Durante a tarde, conseguimos ser muito mais rápidos e assim chegar à liderança. Foi um bom arranque do Rali de Portugal.
Amanhã [sábado] vem aí a chuva, com maior intensidade durante a tarde, e aí ficará ainda mais difícil. Continua tudo muito ‘colado’ ao nível das diferenças de tempos e teremos de continuar a dar tudo o que temos.
O público não esteve mal, mas, por vezes, algumas pessoas estão em locais indevidos. Apelo a que estejam dentro da zona de segurança para desfrutar do espetáculo”.
– Thierry Neuville, Bel (Hyundai): “Queria há muito voltar aos lugares do topo e à discussão com os pilotos mais rápidos. Foi um começo de prova muito bom, com uma excelente velocidade.
Hoje, foi um dia em que fui melhorando, mas ainda não exatamente no lugar que quero. É necessário olhar já para o trajeto de amanhã [sábado], porque sabemos que o tempo será hostil e teremos de saber também ser competitivos nesse tipo de condições”.
– Sami Pajari, Fin (Toyota): “Nunca é bom quando se perde tempo [durante a tarde], mas tenho de estar feliz com o dia. Ontem (quinta-feira), estava a passar por mais dificuldades e ajustámos algumas coisas. Fico satisfeito, principalmente pela parte da manhã.
Estou contente com este terceiro lugar, porque estou apenas a 15 segundos do primeiro [Sébastien Ogier] e tudo ainda pode acontecer. A minha primeira vitória no Campeonato do Mundo é algo que tem estado na palma da mão, mas ainda não consegui agarrar e nunca será fácil frente a estes competidores”.
– Elfyn Evans, GB (Toyota): “As condições não ajudaram muito e algumas especiais foram piores do que outras, mas, no geral, até foram melhores do que no ano passado. Podia ter sido ser pior.
[Sobre a presença do reboque em Arganil 2] Não consigo explicar o que aconteceu, apenas posso dar a minha perspetiva. Inicialmente, vi muito pó e depois nem queria acreditar no que ia à minha frente, ainda não tenho explicação para isto. O tempo foi ajustado, pelo menos isso é bom, mas isto não pode acontecer em nenhum contexto, seja a este nível ou a um nível mais baixo.
Amanhã [sábado] veremos como estará o tempo, o momento em que irá chover e em que quantidade. A incerteza quanto ao estado do tempo mantém tudo em aberto, o que, pelo menos, torna as coisas interessantes”.
Lusa
