O piloto belga Thierry Neuville assumiu hoje que continua “em dificuldades” com o Hyundai i20, após ter sido o mais rápido no ‘shakedown’ de Baltar, evento de aquecimento para as classificativas do Rali de Portugal.
Sétimo classificado do Campeonato do Mundo à partida para a sexta ronda da época, com 35 pontos, a 66 do líder, o galês Elfyn Evans (Toyota Yaris), Neuville completou os 5,72 quilómetros no autódromo do concelho de Paredes em 3.51,2 minutos, mas considerou prematuro antecipar uma prova a rodar entre os melhores.
“O carro precisa de melhorias. Demos alguns passos, mas continuamos em dificuldades. Ainda não tem os requisitos para me deixar mais confortável para ir o mais rápido possível. Não sinto a aderência, nem o limite do carro”, admitiu, em declarações à Lusa, na Exponor, recinto em Matosinhos que constitui o centro logístico da 59.ª edição do Rali de Portugal.
Ao volante de um carro que ora “está bom”, ora “está mesmo mau”, o piloto, de 37 anos, reconheceu que ainda não alcançou “a mesma sensação” que teve com o Hyundai i20 de 2024, época em que se sagrou campeão mundial pela primeira e, até agora, única vez, e com o bólide de 2025, ano em que foi quinto classificado.
Incapaz de melhor do que a quinta posição no Rali de Monte Carlo, prova inaugural da temporada em curso, o belga, que tem como copiloto o compatriota Martijn Wydaeghe, crê que é possível aproximar-se dos pilotos que conduzem os Toyota Yaris, marca nos quatro primeiros lugares da tabela, mas não ser “mais rápido de forma consistente”.
“Temos um longo caminho a percorrer. Acredito que estaremos melhores em ralis posteriores”, disse, expressando o desejo de voltar “a estabelecer os tempos mais rápidos e a correr na frente”, algo que não tem conseguido, à exceção do Rali da Croácia, quarta etapa do WRC 2026, em que viria a abandonar.
Quanto aos 14 pilotos portugueses em prova, Rúben Rodrigues (Toyota Yaris) foi o mais rápido, com um tempo de 4.09,5 minutos, o 30.º tempo entre os 70 pilotos presentes em Baltar, à frente de Armindo Araújo (Skoda Fabia), por 0,8 segundos, e de Pedro Almeida (Toyota Yaris), por 2,5 segundos.
Líder do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), após o segundo lugar na prova inaugural, o Rali Terras d’Aboboreira, vencido pelo japonês Takumi Matsushita, o açoriano espera ser rápido no seio do contingente luso, embora vá percorrer pela primeira vez as classificativas pontuáveis para o CPR, na quinta-feira e na sexta-feira.
“Fizemos um bom tempo. Fomos os melhores a nível do CPR. Vamos tentar dar continuidade ao trabalho que temos vindo a fazer. As classificativas são novas para nós. Os nossos adversários têm um conhecimento profundo das classificativas, nós não. Vamos tentar eliminar esse fator para levar daqui um bom resultado”, adiantou à Lusa.
A 59.ª edição do Rali de Portugal, sexta etapa do WRC de 2026, decorre entre quinta-feira e domingo, ao longo de 344,91 quilómetros cronometrados, distribuídos por 23 classificativas, a começar em Águeda e a terminar em Fafe, num itinerário que abrange o norte e o centro do país.
Lusa
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