bp Ultimate Rally-Raid Portugal 2026 : Loeb perde tempo mas mantém a liderança

  • Lucas Moraes ganha a sua primeira etapa em Portugal
  • Sanders volta a demonstrar o porquê de ser número um

Furos, avarias mecânicas e erros de navegação. Foi assim o quarto dia do bp Ultimate Rally-Raid Portugal, com a dupla Lucas Moraes/Dennis Zenz (Dacia) a levar a melhor sobre a concorrência e a subir ao último lugar do pódio na geral. Sébastian Loeb/Edouard Boulanger (Dacia) perde tempo mas mantém primeiro posto. Tem, agora, 1m27s de vantagem sobre Seth Quintero/Andrew Short (Toyota). Nas motos Bruno Santos (Husqvarna) voltou a estar aguerrido, mas foi Daniel Sanders (KTM) quem levou de vencida a etapa e, assim, consolidou o primeiro lugar. Nasser Al Attiyah (Dacia), com problemas mecânicos, e Henk Lategan (Toyota), que sofreu um acidente,atrasaram-se bastante, mas podem retomar as pistas no dia de amanhã.

Com a derrota do dia anterior ainda a pesar, os pilotos da Toyota saíram para as pistas com o propósito de atacar a liderança. Porém, vários furos atrasaram Quintero e Ferreira. Além disso, uma penalização de dois minutos por excesso de velocidade atribuída ao português, atrasou-o ainda mais. Sem problemas, Lucas Moraes impôs o seu ritmo nas pistas rápidas da Extremadura espanhola e assegurou a vitória na etapa.

À chegada – e ainda antes de saber da penalização sofrida – Ferreira era o porta-voz do desalento da equipa: “furámos perto do final e tivemos de mudar o pneu. Vínhamos a impor um ritmo forte e se fizemos o segundo melhor tempo com o furo, admito que pudéssemos ganhar a etapa, mas é o que é”, declarou. Já o vencedor não escondia a satisfação: “fizemos uma boa prova, limpa. O Dennis navegou super bem, mas foi muito difícil [com a pista] muito estreita para o nosso carro e lisa”, declarou de sorriso aberto o brasileiro.

Loeb mantinha o pragmatismo que lhe é reconhecido, depois de também ele ter sofrido um furo nos derradeiros quilómetros do setor seletivo: “vínhamos bem no início, mas tivemos um furo no final, na mesma pedra do ano passado, no mesmo sítio, e não vi. Furámos e tivemos de mudar o pneu, o que nos fez perder tempo. Depois optei por ser mais cauteloso, já que o trilho começou a ficar um pouco mais escorregadio”, concluiu.

Alexandre Pinto imparável na sua categoria

Entre os Challenger, a dupla Alexandre Pinto/Bernardo Oliveira (Taurus) voltou a ganhar a etapa e saltou para a liderança, à frente de Charles Munster/Xavier Panseri (KTM) e Puck Klaassen/Augusto Sanz (KTM). O andamento da dupla portuguesa tem sido muito alto nos últimos dois dias. Depois de perder quase 15 minutos na primeira etapa, recuperou a desvantagem e, neste momento, estão na frente da classificação com 4m14s sobre os segundo classificados.

Na categoria SSV, a disputa foi ao segundo, com os cinco primeiros de faca nos dentes. Dispostos a redimir-se dos problemas mecânicos do dia anterior, Luís Cidade e Valter Cardoso (Can-Am) trocaram várias vezes de posição na frente com Luís Portela Morais/David Megre (Polaris), Andrea Deldossi/Jeremy Tricaud (Can-Am), Miguel Barbosa/Joel Lutas (Polaris) e João Monteiro/Nuno Morais (Can-Am). Mas, no final, foi Cidade a levar a melhor sobre Barbosa e Portela Morais. Neste momento,  as duas equipas estão separadas por 1m43s, com vantagem para a formação do carro 408.

Em Stock foi a vez da dupla Stéphane Peterhansel/ Michael Metge (Defender) vencer a etapa. Com este triunfo, assumiu, também, a liderança da categoria com quase sete minutos de vantagem sobre Rokas Baciuska.

Daniel Sanders repete triunfo em etapa

Num dia em que a escolha de pneus desempenhou um papel relevante, dadas as características das pistas e pela chuva que caiu, Bruno Santos (Husqvarna) voltou à carga. Mas foi Sanders que arrecadou a vitória no setor seletivo, com o português a ficar em segundo, a apenas 59 segundos. Após a terceira etapa, Tosha Schareina (Honda) é segundo e Santos é terceiro, com o mesmo tempo de Adrien Van Beveren (Honda), quarto classificado, após mais de sete horas de prova.

Na zona final de cronometragem, Sanders revelava a estratégia seguida: “foi mais um dia complicado, a escorregar de um lado para o outro, mas foi divertido. Ontem fui demasiado lento, mas hoje puxei um pouco mais”, confessou o australiano. Acerca da escolha de pneus, Sanders detalhava um pouco mais o raciocínio seguido: “acho que todos, à exceção dos meus companheiros de equipa, escolheram pneus macios, por isso sabíamos que iriam puxar o máximo possível. Esta foi a etapa onde, no ano passado, destruí [o pneu], mas desta vez todos estavam com o mesmo pneu por isso foi justo. Foi apenas uma questão de escorregar de um lado para o outro e seguir”, destacou Sanders.

Após liderar por momentos o setor seletivo, Bruno Santos chegava em segundo e mostrava-se conformado: “foi bom a chuva ter caído, o terreno estava muito bom, com zonas de muita tração e pistas muito rápidas, outras mais lentas e técnicas pelo meio dos olivais. Senti-me bem na moto, mas no final já estava a ficar um pouco cansado”, confessou.

A liderança de Bruno Santos em Rally2 cresceu, com Martim Ventura (Honda) a mais de 12 minutos na classificação e Neels Theric (Kove) a 14 minutos. Em Rally3, a grande surpresa foi a vitória do mongol Murun Purevdorj, que aproveitou os azares dos irmãos Amaral para vencer uma etapa pela primeira vez no W2RC. Gonçalo Amaral (Honda) mantém, ainda assim, o primeiro lugar da categoria. Nos Quad, o vencedor foi Antanas Kanopkinas (CFMoto) e Adomas Gancierius (CFMoto) continua na liderança da categoria.

De regresso a Portugal com o Estádio do Algarve à vista 

Dia 21 marca o regresso a Portugal, com um extenso setor seletivo de 315 quilómetros que irá levar os concorrentes até Loulé. A primeira moto vai para a pista às 7h e o primeiro carro às 9h30. A chegada a Loulé está prevista para as 11h49 para as motos e 14h44 para os carros. Para o público, o acesso gratuito ao bivouac é entre as 18 e as 22 horas.

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