As vendas de automóveis novos na União Europeia (UE) aumentaram 4% até maio, em comparação com o mesmo período de 2025, com Portugal a crescer 9,8%, de acordo com dados hoje divulgados pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA).
Num comunicado, a associação disse que estes valores apontam um início de ano “forte”, num contexto de “dificuldades geopolíticas persistentes”.
Em maio, Portugal registou um crescimento de 6,5%, face ao mesmo mês de 2025, e de 9,8%, em termos acumulados, indicam os mesmos dados.
No conjunto da União Europeia, os veículos totalmente elétricos aumentaram a sua quota de mercado acumulada para 20%, face aos 15,3% do ano anterior, enquanto os veículos híbridos elétricos continuaram a ser a opção preferida dos compradores, representando 37,8% do mercado.
Da mesma forma, a quota de mercado conjunta dos automóveis a gasolina e a gasóleo desceu para 30,1%, face aos 38% anteriores.
Os benefícios fiscais e os programas de incentivos ajudaram a consolidar a procura de veículos eletrificados (elétricos e híbridos plug-in) nos principais mercados europeus, precisou a ACEA.
Nos primeiros cinco meses de 2026, foram matriculados 950.521 novos automóveis elétricos a bateria.
Registaram um forte crescimento, sobretudo em Itália (com um aumento de 75,7%), França (55,4%) e Alemanha (40,9%), enquanto na Bélgica o aumento foi moderado (2,8%). Estes quatro países representaram 63% dos registos destes veículos.
Por seu lado, as matrículas de automóveis híbridos elétricos novos na UE atingiram 1.795.071 unidades, impulsionadas pelo crescimento na Itália (24,5%) e em Espanha (19,5%), com contribuições positivas também da Alemanha (5,4%) e de França (2,2%).
Além disso, registaram-se 460.217 matrículas de automóveis híbridos recarregáveis até maio, impulsionadas por Itália (onde cresceram 84,9%), Espanha (46,5%) e Alemanha (16,1%). No seu conjunto, representam 9,7% dos registos na UE, contra os 8,3% registados em maio de 2025.
No final de maio, os registos de automóveis a gasolina diminuíram 18,2%, registando-se quedas em todos os principais mercados.
França registou a queda mais acentuada, atingindo os 36,8%, enquanto outros mercados-chave também registaram recuos de dois dígitos, em particular a Espanha (20,3%), a Alemanha (18,5%) e a Itália (17,3%).
Com 1.065.071 automóveis novos matriculados nos últimos cinco meses, a quota de mercado dos veículos a gasolina caiu para 22,4%, face aos 28,5% registados no mesmo período de 2025.
Por outro lado, o mercado dos automóveis a gasóleo continuou a sua tendência de descida, embora a um ritmo mais lento: as matrículas diminuíram 16,6%, situando-se em 7,6% do total de novas matrículas, face aos 9,5% anteriores.
Por fabricantes, o grupo Volkswagen manteve a liderança no conjunto da UE, Reino Unido e da EFTA, entre janeiro e maio, com uma quota de 25,8%, seguido pela Stellantis (15,5%) e pelo grupo Renault (9,2%).
Entre as marcas com maior crescimento, destacaram-se vários fabricantes chineses.
A BYD disparou as suas matrículas em 145,2% na UE, para 135.307 unidades, e atingiu uma quota de mercado de 2,3%, enquanto a Chery registou um aumento de 316%, para 122 843 veículos e 2,1% do mercado.
A Tesla também aumentou as suas vendas em 57,2%, para 118.068 unidades, com uma quota de 2%.
Da mesma forma, o grupo chinês Geely, que inclui também marcas como a Volvo, a Polestar, a Lotus, a Lynk & Co ou a Smart, aumentou as suas matrículas em 6,5%, para 176.676 unidades, com uma quota de mercado de 3%.
Lusa
