Renault passa de prejuízo a lucro de 705 ME no 1.º semestre

O grupo Renault registou lucros de 705 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, após ter registado prejuízos de 11.185 milhões de euros no período homólogo devido à mudança no tratamento contabilístico da sua participação na Nissan.

O CEO da Renault, François Provost, explicou hoje, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do primeiro semestre, que este resultado representa um aumento de 50% face ao período homólogo, excluindo o impacto da Nissan, segundo a agência EFE.

O resultado operacional, que também tinha sido negativo em 8.404 milhões de euros entre janeiro e junho de 2025, também passou para positivo, alcançando os 1.126 milhões de euros, segundo indicou a fabricante automóvel francesa, em comunicado.

A receita do segmento automóvel aumentou 9,3% (10,2% em termos comparáveis), atingindo os 26.806 milhões de euros, enquanto o segmento financeiro registou um aumento de 11% (11,5% a taxas de câmbio constantes), atingindo os 3.400 milhões de euros.

O CEO realçou que a estratégia do grupo está focada sobretudo na eletrificação e salientou que, no primeiro semestre do ano, dois terços dos veículos Renault vendidos na Europa eram elétricos ou híbridos.

Em todo o grupo, os veículos puramente elétricos representaram 18,8% do total de matrículas no primeiro semestre, mais 6,5 pontos percentuais do que no mesmo período de 2025, com um aumento de 47,6% nas vendas.

Os veículos híbridos, por sua vez, representaram um terço das matrículas, mais 1,6 pontos percentuais do que nos primeiros seis meses do ano passado.

A margem operacional da empresa caiu para 1.567 milhões de euros, o que compara com os 1.653 milhões de euros no primeiro semestre de 2025, representando 5,2% do volume de negócios.

No segmento automóvel, a margem operacional caiu para 814 milhões de euros (contra 985 milhões de euros).

Este recuo deve-se principalmente ao aumento dos custos regulamentares, especialmente na Europa, e à crescente participação dos veículos elétricos, segundo a EFE.

O impacto das flutuações cambiais, principalmente a desvalorização da lira turca, da libra esterlina e do peso argentino face ao euro, também afetou negativamente a margem operacional.

Para 2026, a Renault espera atingir uma margem operacional de cerca de 5,5% da receita e um ‘free cash flow’ do negócio automóvel de aproximadamente 1.000 milhões de euros.

O CEO da Renault disse ainda acreditar, que, face à crescente pressão, principalmente por parte dos fabricantes chineses, a eletrificação deve continuar a crescer.

No entanto, a União Europeia deve dar aos fabricantes a flexibilidade necessária para se adaptarem e, sobretudo, congelar as regulamentações “durante dez anos” para evitar alterações constantes e permitir-lhes passar as reduções de preço para os consumidores, defendeu.

Também se mostrou favorável a um acordo entre europeus e chineses no setor automóvel, salientando que “quanto mais depressa, melhor”.

Lusa

Enviar Comentário

Scroll to Top

Newsletter

Subscreva a Nossa Newsletter e fique a par de todas as notícias, sobre o desporto motorizado.

Newsletter