João Rodrigues e Bruno Carvalho foram os claros dominadores do primeiro dia do Rally de Lisboa, nas contas da PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL 2026. Impondo-se aos seus adversários em quatro dos cinco troços do dia, num total de 48,72 km cronometrados, a dupla do PEUGEOT 208 Rally4 n.º 14 atingiu o Parque Fechado com uma vantagem de 19,5 segundos sobre Iago Gabeiras / Ian Quintana e de 26,4 segundos sobre Danny Carreira / Marco Vilas Boas, eles que estão separados por praticamente sete segundos.
Em contrapartida, aziago foi o início de prova de Pedro Câmara e João Câmara, vencedores do Rali Terras d’Aboboreira, a primeira prova do troféu nacional, ao capotarem logo na primeira especial, inviabilizando qualquer resultado de relevo.
Para o segundo dia desta segunda prova da PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL 2026, as equipas dos competitivos PEUGEOT 208 Rally4 terão pela frente mais 58,23 km ao cronómetro, de um conjunto de cinco especiais, repetindo-se as quatro desta 1.ª Etapa, havendo mais um troço que servirá de Power Stage, com pontos extra para os três mais rápidos a cumpri-lo.
A fechar a jornada, mas já sem contar para a classificação do rali organizado pelo CPKA – Clube de Promoção de Karting e Automobilismo, disputar-se-á a City Stage Marina de Cascais, um troço-espetáculo de 1,37 km, para gáudio do muito público que acompanha esta segunda prova do troféu organizado pela PEUGEOT Portugal, com o apoio logístico da Sports & You.
PRIMEIRA ETAPA DE REGULARIDADE NO TOP-3
Segunda ronda do calendário de 2026 da PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL (de um total de cinco ralis), o Rally de Lisboa contou com duas cerimónias de partida, qualquer delas testemunhada por muito público: uma simbólica junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, e outra oficial, em Mafra, antecedendo uma 1.ª Etapa que se correu no final da tarde e início da noite desta sexta-feira.
Quatro especiais tradicionais, mais uma curta, mas disputada, Super Especial, em Mafra, esperavam as onze equipas que alinharam à partida da prova organizada pelo CPKA, aos comandos de outros tantos PEUGEOT 208 Rally4 preparados pelas respetivas estruturas técnicas. Foi um dia em que, curiosamente, os três mais rápidos nos quatro troços iniciais foram os mesmos e sempre pela mesma ordem. Excetuou-se a Super Especial, onde, pelas suas características, alguns preferiram não arriscar tanto.
As batalhas começaram nos 16,27 km de Tapada de Mafra 1, onde se contaram duas histórias opostas. Por um lado, o andamento endiabrado de um top-3 encabeçado por João Rodrigues e Bruno Carvalho, os mais rápidos numa especial onde o equilíbrio foi nota dominante, deixando Iago Gabeiras e Ian Quintana Fernández a apenas 0,6 segundos e Danny Carreira e Marco Vilas Boas a 2,3 segundos. Atrás deles, acentuava-se, desde logo, a diferença para a restante concorrência, então composta por Gonçalo Rego / Pedro Castro, os quartos mais rápidos, mas já a mais de 21 segundos da referência, batendo Hélder Miranda / Mariana Machado e Nuno Coelho / Ricardo Cunha.
A segunda história decorre do capotamento dos madeirenses Pedro Câmara / João Câmara, que assim inviabilizaram o potencial resultado que poderiam aqui obter, depois da merecida vitória no primeiro rali da época, o Rali Terras d’Aboboreira.
Seguiu-se Sobral de Monte Agraço 1, com 8,04 km, onde João Rodrigues ganhou mais 1,9 segundos a Iago Gabeiras, com Danny Carreira a ficar a 5,4 segundos do melhor crono. Se o top-3 não teve alterações, o quarto melhor tempo ficou para Nuno Coelho, a quatro décimos do seu adversário mais direto, fechando-se o top-5 com Hélder Miranda.
O domínio de João Rodrigues voltou a sentir-se nos 7,43 km de Vila Franca de Xira 1, palco onde ganhou 1 segundo a Iago Gabeiras e 2,5 segundos ao igualmente regular Danny Carreira. Hélder Miranda e Nuno Coelho mantinham a sua luta particular pela quarta posição no troféu, estando separados por apenas 4 décimos.
Num forcing final antes da Super Especial de Mafra, João Rodrigues ganhou mais 77 segundos a Iago Gabeiras e 11,7 segundos a Danny Carreira, nos 15,35 km de Alenquer 1, a última especial de estrada deste primeiro dia. De igual modo, Nuno Coelho dilatou a sua vantagem em mais 8 segundos para Hélder Miranda.
SUPERESPECIAL DE MAFRA COM INVEJÁVEL MOLDURA HUMANA
Após o reagrupamento no Parque Desportivo de Mafra, as atividades deste primeiro dia encerraram-se com a Super Especial de Mafra, um percurso de 1,63 km desenhado pelo centro da histórica vila, testemunhada por uma assinalável moldura humana, sublinhando a importância de haver um rali do CPR bem perto da capital, trazendo à memória tempos em que por aqui se recebia a nata dos ralis mundiais.
Em termos competitivos e tendo em conta o que ainda há por cumprir amanhã (sábado) na 2.ª e última Etapa do rali, os riscos assumidos pelas duplas dos PEUGEOT 208 Rally4 foram bastante reduzidos – há quase sempre mais a perder do que a ganhar nestas especiais curtinhas, entre passeios, rotundas e baias limitadoras – pelo que o top-3 dos mais rápidos ficou por esta ordem: João Rodrigues, que assim sendo fez o pleno de vitórias em especiais no dia de hoje, Danny Carreira e Nuno Coelho.
Finda a 1.ª Etapa deste Rally de Lisboa, segunda prova da PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL 2026, a liderança pertence, neste momento, a João Rodrigues / Bruno Carvalho, detendo uma vantagem de 19,5 segundos sobre Iago Gabeiras / Ian Quintana e de 26,4 segundos sobre Danny Carreira e Marco Vilas Boas. Atrás de si vêm Nuno Coelho / Ricardo Cunha e Hélder Miranda / Mariana Machado, ambos já a mais de um minuto do lugar de topo e separados por 10,9 segundos entre si.
Estão classificadas mais quatro equipas, que em conjunto com as acima irão enfrentar os restantes 58,23 km cronometrados do rali. Do lote já não fazem parte três equipas das inicialmente inscritas, uma por não ter alinhado à partida, outra por despiste no shakedown e a terceira dos vencedores do Terras d’Aboboreira, que abandonaram logo no primeiro troço do rali. O alinhamento contempla a repetição dos quatro primeiros troços do dia de hoje, somando-se-lhes a especial de Sintra/Almargem do Bispo (11,14 km), que como Power Stage atribuirá pontos extra aos três mais rápidos a cumpri-la.
A fechar o programa desta sexta edição do rali do CPKA, realizar-se-á uma especial-espetáculo – a City Stage Marina de Cascais (1,37 km) – obrigatória para todas as equipas que atingirem o controlo final da prova, mas não contando para as classificações e categorias. Seguir-se-á a cerimónia de pódio e a consagração de vencedores e dos demais participantes.
Coorganizados pela PEUGEOT Portugal e PEUGEOT Espanha, com a gestão logística a cargo da Sports&You, os três troféus ibéricos de ralis – PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL e DESAFÍO PEUGEOT – contam com a PIRELLI no fornecimento e assistência de pneus, contando ainda com o apoio do ACP, RACC, SPARCO, GUPE e RACE FOR GOOD.
