Miguel Oliveira teve fim de semana “muito sólido” no Estoril

O português Miguel Oliveira considerou hoje “muito sólido” o fim de semana de competição na ronda do Mundial de Superbikes realizada no Estoril, admitindo que repetir os três pódios alcançados em Portimão seria “muito difícil”.

“A nível de resultados, foi um fim de semana muito sólido, dentro do nosso objetivo. É claro que seria já muito difícil, à partida, repetir os resultados de Portimão”, admitiu o português, na conferência de imprensa que se seguiu à última das três corridas que contemplaram a penúltima ronda do Campeonato do Mundo de motociclismo de velocidade.

A ronda do Estoril, 11.ª e penúltima da temporada, resultou num quarto lugar na primeira corrida, no sábado, e o mesmo resultado na Superpole, na manhã de domingo e um oitavo posto na segunda corrida principal, pela tarde, para o piloto português da BMW, que não se mostrou desanimado e já estendeu o seu objetivo para a última ronda do campeonato, a realizar-se em Jerez de la Frontera, em Espanha.

“Antecipando um bocadinho de Jerez, acredito que poderemos colocar a nossa moto de novo ali muito perto ou dentro do top 5. Vai ser novamente uma pista onde o trabalho no início do fim de semana vai ditar um bocadinho o nosso destino”, antecipou

Miguel Oliveira justificou de uma forma mais técnica as razões que considera terem justificado o seu desempenho nas três corridas, que se prendem com a sua moto e as atuais contingências.

“O principal problema é que eu não consigo andar como necessito de o fazer quando estamos atrás de outros. Precisamos de linhas diferentes, não podemos travar tão tarde quanto precisamos, é um pouco mais difícil”, reconheceu o representante português nas Superbikes.

Oliveira, que alcançou, até ao momento, quatro pódios, três deles logo na segunda ronda do campeonato, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, onde terminou nos três primeiros lugares em todas as corridas, lamentou não conseguir ainda ser tão competitivo quanto gostaria, admitindo necessitar de pilotar de forma menos agressiva do que a corrida exige.

“Não posso ser tão agressivo e ir de um lado para o outro, a simplesmente usar a ponta dos pneus mais cedo, para virar a moto. Tenho de ser um pouco mais cuidadoso, misturando um pouco com algumas vibrações”, comentou, ambicionando melhorar o seu desempenho na última etapa da temporada.

O Mundial de Superbikes termina no próximo fim de semana, com a prova de Jerez de la Frontera, em Espanha, de sexta-feira a 18 de outubro.

Com os oito pontos somados nesta corrida, Miguel Oliveira encerrou a ronda portuguesa com 136, mantendo o 11.º lugar do campeonato, agora a apenas um ponto do espanhol Alvaro Bautista (Ducati), 10.º.

Lusa

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