Miguel Oliveira garante terceiro lugar da BMW entre construtores de Superbikes

O português Miguel Oliveira garantiu hoje o terceiro lugar da BMW no Mundial de construtores de Superbikes, ao terminar em 10.º a última corrida da temporada, numa jornada marcada pela despedida do italiano Danilo Petrucci da equipa.

Os pontos conquistados por Oliveira na segunda corrida de Jerez de la Frontera permitiram assegurar aquela posição, no encerramento de uma época em que a marca ficou aquém do objetivo de vencer corridas.

“Saímos de Jerez com uma nota positiva, porque experimentámos hoje algo que foi muito positivo para a segunda corrida”, afirmou o piloto português, citado pela equipa bávara.

Oliveira explicou que as dificuldades começaram na qualificação, impedindo-o de alcançar uma posição mais favorável na grelha. No sábado, abandonou a primeira corrida devido a um problema técnico, antes de terminar a corrida Superpole de domingo em 11.º.

“Não terminar ontem também foi frustrante. Mas hoje melhorámos e estou satisfeito com isso”, acrescentou.

O português, que concluiu a temporada de estreia no 11.º lugar do campeonato, com 142 pontos e quatro pódios, mostrou-se entusiasmado com o início da preparação para 2027.

“Mal posso esperar por voltar à moto e começar novamente a trabalhar com a equipa para a próxima temporada”, declarou.

Oliveira continuará na estrutura oficial da BMW, tendo como novo companheiro o sul-africano Brad Binder, que substituirá Petrucci.

O italiano disputou em Jerez as últimas corridas pela equipa, terminando em 17.º no sábado, 19.º na corrida Superpole e 20.º na segunda corrida principal.

No sábado à noite, Petrucci foi homenageado pela equipa e pelos adeptos no palco do WorldSBK Paddock Show, numa despedida marcada pela emoção.

“Foi um sonho competir pelo maior construtor da Europa. O resultado não foi tão bom como todos esperávamos, mas todos deram o seu melhor”, afirmou o italiano.

Oliveira também agradeceu o contributo do companheiro de equipa, descrevendo-o como “um grande colega e uma grande pessoa”.

O responsável da BMW Motorrad Motorsport, Sven Blusch, considerou que a temporada foi uma “montanha-russa emocional”, com pódios, mas também lesões graves de Oliveira e Petrucci, que condicionaram os resultados.

“É uma pena não termos tido tanto sucesso juntos em Superbikes como esperávamos”, reconheceu, elogiando o empenho do italiano até ao final.

Por sua vez, o diretor técnico Christian Gonschor admitiu que a equipa não concretizou o objetivo de vencer corridas, embora tenha defendido que o rendimento foi frequentemente superior ao demonstrado pelos resultados.

“Em muitas corridas fomos mais rápidos do que em 2025”, salientou, ressalvando que a velocidade, por si só, não chega.

Lusa

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