A BMW teve lucros até setembro de 4.320 milhões de euros, menos 24,4% do que no mesmo período de 2025, após a queda nas vendas, principalmente na China.
A BMW informou hoje que a faturação se reduziu no mesmo período para 92.718 milhões de euros, menos 7,3% do que um ano antes.
Da mesma forma, o lucro operacional (ebit) do grupo caiu entre janeiro e setembro em 35,2%, para 5.224 milhões de euros.
A queda foi mais acentuada na divisão de automóveis, de 43,8%, enquanto a das motos foi de apenas 3,3%.
O resultado operacional dos serviços financeiros reduziu-se nos mesmos meses em 13,2%, para 1.621 milhões de euros.
“A evolução no nosso setor exige decisões firmes e uma rápida execução. Por isso, vamos intensificar e acelerar de forma específica as medidas estruturais”, declarou hoje o CEO do grupo BMW, Milan Nedeljkovic, ao apresentar os números.
Dessa forma, Nedeljkovic quer reorientar o grupo BMW e melhorar a sua agilidade e competitividade a longo prazo.
Além disso, a transição da gama de produtos para a nova geração de veículos elétricos, denominada Nova Classe, será acelerada devido à boa procura.
Por isso, a BMW poderá retirar gradualmente e com maior antecedência as gerações anteriores de veículos e tecnologias, por exemplo, alguns modelos equipados com a tecnologia de baterias de 5.ª geração (Gen5).
A BMW espera que a Nova Classe contribua para melhorar a rentabilidade nos próximos anos graças à sua inovação e a uma maior eficiência de custos.
Ao mesmo tempo, a empresa acelerará a já anunciada simplificação das funções de gestão.
A margem de rentabilidade operacional (ebit) na divisão de automóveis caiu no terceiro trimestre 1,8 pontos percentuais, para 3,4%.
Nedeljkovic reviu em baixa as previsões de lucros para 2026.
Agora prevê um menor volume de entregas e uma margem de rentabilidade operacional (ebit) na divisão de automóveis entre -0,5% e +0,5%, contra uma margem entre 1% e 3%.
Lusa
