O regresso de Diana Martins ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group ficou marcado por um fim de semana muito positivo na 7.ª Rampa Capital do Móvel. Aos comandos do Peugeot 208 VTi R2 da FM Competition, a jovem piloto famalicense cumpriu plenamente os objetivos definidos para esta participação: recuperar sensações, ganhar confiança e, acima de tudo, voltar a divertir-se ao volante.
Depois de nove meses afastada da competição, Diana Martins adotou uma abordagem prudente e progressiva ao exigente traçado de 4.100 metros da Serra da Agrela. A “Crazy Mountain Girl” apresentou uma condução segura ao longo dos dois dias.
A evolução registada nos tempos demonstra bem o trabalho realizado. Na primeira subida de treinos, Diana Martins completou o percurso em 2:47.184, terminando o fim de semana com a melhor marca de 2:33.330. Em apenas seis subidas, conseguiu retirar praticamente 14 segundos ao seu registo inicial, um progresso particularmente significativo tendo em conta o longo período sem competir. E, mesmo não sendo a busca de resultados o foco deste regresso, saiu de Paços de Ferreira com um lugar no Top 10 da Divisão Turismo 3.
O fim de semana serviu igualmente para comprovar a excelente fiabilidade do Peugeot 208 VTi R2, que respondeu sem problemas às exigências da prova da FM Competition.
Um recomeço carregado de emoção
No final da competição, Diana Martins não escondeu a satisfação pelo regresso e pela evolução conseguida ao longo do fim de semana: “Foi um fim de semana positivo. Consegui melhorar subida após subida e ganhar cada vez mais confiança. Sabia o carro que conduzia, mas foram nove meses parada e, mesmo parecendo que não, foi muito tempo sem correr”, começou por explicar.
A piloto famalicense reconheceu que este regresso representou praticamente um novo começo, obrigando-a a recuperar automatismos, referências e sensações que apenas a competição proporciona: “Agora percebo realmente o meu pai e todas as pessoas que me diziam que, quando se para, voltar é sempre difícil. É quase como começar do zero. No fundo, senti que isto foi exatamente isso: um recomeço. Voltar ao carro, voltar ao lado direito, voltar a vestir o equipamento.”
Apesar de ter realizado anteriormente algumas passagens pelo traçado, a experiência ao volante de competição revelou-se naturalmente distinta: “Andar ao lado não é nada igual a conduzir. Já tinha feito a rampa este ano num troço de rali com o meu pai, mas este é um traçado técnico e exigente. Eu bem tentei entrar da mesma maneira que o ‘Pai Lipe’ entrou no Rali de Santo Tirso, mas não foi fácil”, comentou, com a irreverência e boa disposição que lhe são características.
Mais importante do que qualquer resultado, Diana Martins concretizou os dois objetivos que havia estabelecido antes da prova. “Cumpri o objetivo. Diverti-me, e muito, e trouxe de volta à Montanha a minha boa disposição e alegria. Foram muitas as pessoas que me acariciaram e vieram ter comigo porque estavam realmente felizes por eu estar de volta. A frase que mais ouvi foi: ‘Fazes falta à família da Montanha’.”
O carinho recebido ao longo do fim de semana tornou este regresso ainda mais especial, num ambiente onde Diana Martins voltou a sentir-se verdadeiramente em casa: “Foi muito bom estar de volta. A Rampa foi fantástica, com um público incrível e uma organização de grande nível. Acima de tudo, foi gratificante ver o orgulho nos olhos dos meus por eu ter regressado ao lugar onde sou feliz.”
Diana Martins terminou assim a Rampa Capital do Móvel com uma prestação em claro crescendo, muitos sorrisos e a certeza de que a “Crazy Mountain Girl” continua a ocupar um lugar muito especial no coração da família da Montanha.
