O presidente da Câmara de Fafe, Antero Barbosa, disse hoje ter recebido com tristeza a notícia de que o Rali de Portugal não integrará o Mundial em 2027, desejando que o regresso aconteça em 2028.
Em declarações à Lusa, o autarca do distrito de Braga disse ter recebido a informação a meio da tarde, argumentando que o Rali de Portugal e as provas em Fafe “fazem falta ao Campeonato do Mundo de Rali (WRC)”.
“Ainda não falei com os responsáveis, não sei bem os motivos e as causas que presidiram a esta alteração. O que eu desejo é que sejam envidados todos os esforços para que o possamos voltar a ter em 2028”, continuou Antero Barbosa.
Questionado sobre os efeitos da ausência da prova portuguesa do circuito mundial de ralis, o autarca afirmou que o “rali faz falta ao norte do país”, lembrando que nos dias da prova “confluíam ao território milhares de pessoas para assistir” e que “era uma aposta que o município fazia na dinamização da economia local”, situação de que “ficarão privados em 2027”.
“Temos outras provas, inclusive a contar para o Campeonato Europeu [de Ralis], mas, digamos, nada se sobrepõe ou nada substitui esta prova”, assinalou Antero Barbosa, que afirmou “não conseguir contabilizar” o volume de perdas em Fafe pela ausência do WRC na região, admitindo, todavia tratar-se de “uma perda grande para a economia local”.
Realizado pela primeira vez em 1967, o Rali de Portugal integrou o WRC desde a sua criação, em 1973, ano em que foi a terceira prova do calendário.
Ao longo das décadas, afirmou-se como um dos eventos mais reconhecidos da modalidade, tendo sido eleito por cinco vezes como o melhor rali do mundo.
Entre 2002 e 2006 esteve ausente do WRC, regressando em 2007 com uma edição disputada no Algarve. Desde 2009, mantém-se de forma ininterrupta no calendário mundial, sob organização do ACP.
Lusa
