Três comissões do Parlamento Europeia (PE) aprovaram hoje medidas para apoiar a transição verde na indústria automóvel, incluindo a criação da categoria veículos elétricos pequenos fabricados na União Europeia (UE) e de um mecanismo de alerta para crianças.
A proposta, aprovada por 105 votos a favor, 39 contra e 21 abstenções, quer facilitar a adoção de veículos elétricos pequenos e eficientes fabricados na UE, introduzir novos elementos de segurança para os utilizadores dos veículos, especialmente para crianças e estimular poupanças anuais estimadas em 706 milhões de euros para a indústria, cidadãos e autoridades governamentais.
As Comissões do Ambiente, do Mercado Interno e dos Transportes do Parlamento Europeu concordaram em introduzir uma nova categoria de “veículos elétricos pequenos” — automóveis de passageiros com um comprimento máximo de 4,2 metros e fabricados na UE.
Querem igualmente introduzir definições de veículo elétrico altamente eficiente — automóveis fabricados na UE que cumpram limiares estritos de consumo de energia elétrica – e de furgões de emissões zero fabricados na UE.
As comissões do PE introduziram também novos requisitos de segurança em comparação com a proposta da Comissão, como – para os automóveis de passageiros e furgões até 3,5 toneladas – um sistema de deteção de presença de crianças para funcionar após o veículo ser desligado ou trancado.
Por outro lado, as comissões europarlamentares dos Transportes e Ambiente aprovaram, por 89 votos favoráveis, 29 contra e quatro abstenções, o estabelecimento de metas e planos nacionais para estimular o crescimento dos automóveis de baixas emissões até 2035, incluindo apoio financeiro exclusivo para veículos empresariais de emissões nulas ou baixas fabricados na UE.
O PE destaca que 58% dos automóveis novos e 9% das carrinhas são veículos empresariais matriculados por pessoas coletivas.
Esta proposta abrange os automóveis e carrinhas de empresa matriculados por grandes empresas nos países da UE, com mais de 250 colaboradores e um volume de negócios superior a 50 milhões de euros.
Para diminuir a dependência dos combustíveis fósseis e impulsionar a competitividade, os eurodeputados pretendem que o regulamento estabeleça metas ambiciosas para cada Estado-membro da UE relativamente à percentagem de veículos com emissões nulas ou baixas nos registos de veículos novos das empresas, que deverão ser atingidas até 2030 e 2035 — variando entre 67% e 95%.
Lusa
