- Para além da potência: Será possível medir a experiência humana da performance? A Polestar e os investigadores da Universidade de Oxford colocaram essa questão à prova.
- Medir a resposta humana: O estudo-piloto combinou telemetria do veículo, dados fisiológicos, rastreio ocular, avaliações psicológicas e entrevistas para estabelecer a ligação entre aquilo que o automóvel faz e a forma como o condutor reage.
- Maior performance, menor esforço: Em voltas rápidas realizadas em condições equivalentes, o Polestar 4 Dual Motor com Pack Performance proporcionou uma aceleração máxima 32% superior e exigiu 15% menos esforço de direção do que a versão Single Motor (motor traseiro), apesar de ambos registarem ritmos muito semelhantes.
- A resposta humana: Os condutores descreveram a performance como algo que vai muito além da emoção física. A experiência combinou uma resposta fisiológica mais intensa com sensações de confiança, controlo e elevada concentração. O estudo sugere que a sensação de manter o controlo enquanto se exploram os próprios limites ao volante amplifica o prazer da condução, tendo vários participantes comparado a experiência a uma “montanha-russa controlada”.
Tradicionalmente, a performance tem sido medida em números: potência, aceleração, forças G em curva e tempos por volta. No entanto, à medida que os automóveis elétricos vão equilibrando cada vez mais o mercado e a proporcionar níveis extraordinários de performance, surge uma nova questão: como medir aquilo que a performance faz sentir ao ser humano ao volante?
Um novo estudo-piloto realizado por investigadores do SDG Impact Lab da Universidade de Oxford, em colaboração com a Polestar, deu um primeiro passo para responder a essa questão. O estudo combinou telemetria do veículo com monitorização da frequência cardíaca, rastreio ocular, avaliações psicológicas e entrevistas, com o objetivo de explorar a relação entre aquilo que um automóvel de performance faz e a forma como o condutor reage.
Neste estudo, doze condutores conduziram duas versões do Polestar 4: a versão Single Motor (motor traseiro) e a versão Dual Motor com Pack Performance, tanto em condições de condução calmas como dinâmicas, no circuito Gotland Ring, na Suécia.
O estudo-piloto concluiu que várias métricas foram sensíveis às alterações das condições de condução e às alterações da performance do veículo. Durante a condução mais dinâmica, os participantes pestanejaram menos, as pupilas dilataram-se mais e mantiveram o olhar fixo durante mais tempo, padrões consistentes com um nível mais profundo de concentração e de envolvimento. A telemetria do veículo foi também associada a alterações na ativação fisiológica dos condutores, permitindo aos investigadores analisar a resposta humana em simultâneo com aquilo que o automóvel estava a fazer.
A comparação entre os dois automóveis revelou também diferenças na forma como a performance é entregue. Em voltas rápidas realizadas em condições equivalentes, o Polestar 4 Dual Motor com Pack Performance tirou partido do seu aumento significativo de potência face ao Polestar 4 Single Motor (motor traseiro) (400 kW/544 cv versus 200 kW/268 cv), proporcionando um desempenho máximo superior e exigindo menos esforço de direção em pista: 32% mais aceleração máxima, requerendo simultaneamente 15% menos esforço ao volante.
O modelo gerou também maiores forças laterais em curva e um número mais elevado de eventos de aceleração forte.
As avaliações dos próprios condutores refletiram igualmente uma diferença na experiência de condução. Na escala de Desempenho/Dinâmica utilizada no estudo, a versão Performance obteve uma pontuação de 89,2 em 100, comparativamente a 67,7 para a versão com motor traseiro. Registou também uma classificação superior na qualidade global da experiência, com 93,0 pontos contra 77,9, sendo que a maioria dos participantes avaliou a versão Performance de forma mais positiva em ambas as métricas.
No entanto, as entrevistas revelaram que a perceção de performance vai além da intensidade física. Os condutores descreveram uma combinação de maior resposta fisiológica, confiança no automóvel, sensação de controlo e elevado nível de concentração e envolvimento na condução.
Vários participantes compararam, de forma independente, a experiência a uma “montanha-russa controlada”.
Um dos participantes resumiu essa sensação afirmando que o automóvel “faz-nos sentir melhores condutores do que realmente somos”.
Os investigadores verificaram que os participantes associavam de forma mais consistente a versão Performance a esta combinação de emoção, confiança e controlo.
Christian Samson, Head of Product Attributes da Polestar, afirmou:
“À medida que os automóveis elétricos redefinem o que pode ser a performance, quisemos compreender algo que não pode ser captado apenas por uma ficha técnica: a experiência humana ao volante. Trabalhar com a Universidade de Oxford permite-nos analisar a performance sob uma perspetiva diferente, ligando a engenharia do automóvel à experiência da pessoa que o conduz.”
Max Klapow, Doctoral Researcher do Oxford SDG Impact Lab, afirma:
“A performance não se resume simplesmente a ir mais depressa. Trata-se de proporcionar ao condutor uma sensação de confiança e de controlo através de respostas previsíveis do veículo. A nossa investigação representa um passo em direção à medição dessa experiência humana, ao estabelecer uma ligação entre aquilo que o automóvel faz e aquilo que acontece ao condutor.”
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