Rali de Portugal: Chuva de Paredes promove Solberg de quarto para primeiro

O piloto sueco Oliver Solberg (Toyota Yaris) saltou hoje de quarto para a liderança da 59.ª edição do Rali de Portugal, sexta ronda da temporada, após a realização da especial de Paredes, o primeiro troço disputado debaixo de chuva.

O piloto sueco, filho do antigo campeão mundial Peter Solberg (2003), venceu a derradeira especial desta manhã, com 16,9 quilómetros, batendo o britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris) por 7,2 segundos e o irlandês Josh Armstrong (Ford Puma) por 8,5 segundos.

Mais impressionante do que isso foram os 19,1 segundos aplicados ao anterior líder, o francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris), que entrou para este último troço da manhã deste terceiro dia de prova com 18,6 segundos de avanço para o piloto sueco.

Mas a chuva que se sentiu intensamente na região de Paredes deixou o troço bastante enlameado com os pilotos a sentirem cada vez mais dificuldades à medida que os carros passavam.

Com os concorrentes em pista pela ordem inversa da classificação, Ogier foi o último dos principais pilotos em pista. Também o belga Thierry Neuville (Hyundai i20), que saía imediatamente à frente do campeão mundial para a pista, cedeu 13,1 segundos e caiu de segundo para o terceiro lugar.

Os pilotos seguem, agora, para a assistência, na Exponor, em Matosinhos (Porto) com Solberg na liderança com apenas meio segundo de vantagem para Sébastien Ogier e 2,6 para Thierry Neuville.

“Incrível. Tentei o meu melhor mas não há tração. Não tem só a ver com riscos. Fiz o possível, para ser honesto”, dizia um incrédulo Ogier no final da especial.

Já Oliver Solberg, que ainda não sabia dos resultados quando cortou a meta do troço de Paredes, admitiu que foi uma “especial horrível”. “O ritmo foi ‘ok’ e consegui gerir a tração da traseira. Preciso de mais aderência”, dizia.

Contudo, lá deixou escapar o segredo para este resultado.

“Adoro a chuva. Por isso, vamos à luta”, sublinhou o novo comandante.

Sébastien Ogier, que saiu da Exponor com 3,7 segundos na liderança, começou o dia a perder dois segundos na primeira passagem por Felgueiras.

Neuville ainda chegou a ser líder virtual durante parte da especial seguinte, em Cabeceiras de Basto, mas o piloto francês respondeu na parte final e acabou mesmo por ganhar mais de três segundos à concorrência.

Nos 26 quilómetros de Amarante, os três primeiros classificados da especial ficaram separados por 0,9 segundos, com vantagem para o sueco Oliver Solberg, com Ogier a 0,5 e o britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris) a 0,9. Neuville voltou a ceder tempo, terminando em quinto.

Aqueles que eram os dois primeiros classificados do rali (Ogier e Neuville) chegaram à derradeira especial desta manhã, em Paredes, separados por 8,1 segundos, com vantagem para o francês nove vezes campeão mundial.

Foi quando a chuva decidiu aparecer em força, deixando o piso bastante enlameado e adaptado às afinações em que alguns pilotos apostaram para esta manhã, pois as previsões apontavam para um dia com muita água.

Solberg, que este ano já venceu o Rali de Monte Carlo com condições de aderência muito difíceis, mostrou-se uns furos acima da concorrência, venceu o troço de Paredes e saltou de quarto para primeiro.

“Honestamente, não consigo perceber”, disse Ogier, antes de arrancar rumo à assistência.

Já sem competição para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), apenas seis pilotos lusos se mantiveram em prova, com Armindo Araújo (Skoda) a liderar a classificação honorífica de melhor português.

Os pilotos seguem, agora, para o parque de assistência na Exponor, em Matosinhos, regressando à ação a partir das 14:00.

Lusa

Créditos Foto: Sapo

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