Estudo Mobilidade 2026: elétricos representam 81% dos perfis mais competitivos em custo total de utilização

  • Os 100% elétricos apresentam uma poupança média de 19% face às restantes motorizações na matriz de TCO da Ayvens
  • Os BEV atingem 23,2% de quota de mercado em Portugal, um crescimento de 17% face a 2025;
  • 91% dos perfis com menor custo no segmento de veículos de passageiros correspondem a motorizações eletrificadas.
  • A rede pública de carregamento em Portugal regista 24 veículos por carregador, o dobro da média europeia (12);

A Ayvens divulgou o Estudo Mobilidade 2026, que confirma a tendência estrutural de eletrificação das frotas empresariais e reforça que os veículos 100% elétricos (BEV) e híbridos plug-in (PHEV) continuam a ser a opção mais competitiva em termos de custo total de utilização (TCO). De acordo com o estudo, as motorizações eletrificadas representam 81% dos perfis mais competitivos da matriz de TCO da Ayvens, mantendo-se acima dos 80% pelo quarto ano consecutivo, para os perfis e pressupostos considerados.

No segmento dos veículos de passageiros, a tendência é ainda mais expressiva, sendo que 91% dos perfis com menor TCO correspondem a motorizações eletrificadas, restando apenas cinco perfis onde a gasolina se mantém como a opção mais competitiva. Na quilometragem de referência para frotas (30.000 km/ano), os BEV destacam-se como a solução mais competitiva em todos os oito segmentos analisados de veículos de passageiros. Embora esta tendência se verifique desde 2023, em 2026 os veículos 100% elétricos apresentam uma poupança média de 19% face ao TCO das restantes motorizações, recuperando face a 2025, ano em que essa poupança se situava nos 16%.

Num cenário em que o condutor depende exclusivamente da rede pública de carregamento, a competitividade dos BEV mantém-se robusta, embora desça de 48 para 39 perfis na matriz, ou seja, de 76% para 62%. Neste contexto, bastante realista para muitos utilizadores, a gasolina ganha relevância nos dois segmentos de entrada (utilitário e utilitário SUV), onde a sensibilidade ao custo energético é maior. Ainda assim, 67% dos perfis continuam a favorecer motorizações eletrificadas, evidenciando a sua resiliência mesmo em condições menos favoráveis.

O Estudo Mobilidade 2026 evidencia também o impacto da fiscalidade e dos modelos de utilização. Em cenários de utilização mista, por exemplo, no caso de uma empresa atribuir um veículo elétrico a um colaborador cuja utilização seja 50% profissional e 50% particular, a dedução de apenas 50% do IVA da locação não retira a competitividade das motorizações eletrificadas, que continuam a dominar a matriz de TCO em 73% dos perfis analisados. Face à matriz base, verifica-se apenas um recuo de 8 pontos percentuais na competitividade dos BEV e PHEV.

Os resultados do estudo confirmam que, atualmente, a eletrificação das frotas empresariais é mais do que uma tendência e constitui uma realidade consolidada em termos de competitividade. Os veículos eletrificados apresentam vantagens consistentes ao nível do TCO, reforçando o seu papel como solução preferencial na gestão de frotas. A sua plena adoção dependerá da capacidade de adaptação da infraestrutura às exigências crescentes da mobilidade elétrica. Na Ayvens, continuaremos a manter o compromisso de disponibilizar soluções que apoiem as empresas nesta evolução.”, destaca António Oliveira Martins, Diretor-geral da Ayvens Portugal.

No panorama europeu, as vendas de BEV cresceram cerca de 30% em 2025, face ao ano anterior, atingindo 17,4% do mercado total e ultrapassando definitivamente o diesel, cuja quota caiu para 8,9%, de acordo com os dados de mercado referidos no estudo. Já em Portugal, os BEV alcançaram 23,2% de quota de mercado, representando um crescimento de 17% face ao ano anterior.

Apesar desta evolução, o estudo assinala uma desaceleração do crescimento dos BEV no renting em 2025 (-0,6 p.p. face a 2024). Esta evolução é explicada pela chegada tardia de modelos do segmento B, prevista para 2026, com preços mais competitivos e autonomias mais ajustadas às necessidades das frotas, bem como pelas limitações da rede pública de carregamento, sobretudo para utilizadores sem acesso a infraestrutura privada.

A Ayvens sublinha ainda que, atualmente, cerca de 40% da oferta de veículos de passageiros já é eletrificada, incluindo 28% de BEV. Em contrapartida, a oferta diesel caiu 36% desde 2020, representando hoje apenas 18% do mercado, sendo praticamente inexistente nos segmentos B e C. A eletrificação é particularmente expressiva nos segmentos D e E, onde atinge uma média de 84%.

O estudo destaca ainda a rede pública de carregamento como um dos principais desafios à transição. Portugal regista cerca de 24 veículos por carregador, o dobro da média europeia (12), evidenciando um desfasamento entre o crescimento da frota elétrica e a expansão da infraestrutura. A velocidade de crescimento do parque de elétricos é muito superior à velocidade de crescimento da rede de carregamento. O resultado é uma discrepância crescente entre a oferta e a procura de pontos de carregamento, traduzida não apenas em dificuldades para os utilizadores, mas também num ambiente concorrencial menos dinâmico no mercado de carregamento.

Para a Ayvens, o Estudo Mobilidade 2026 reforça a importância de uma abordagem estratégica à transição energética nas frotas, destacando não apenas a competitividade económica dos elétricos, mas também os desafios associados à infraestrutura e à adequação da oferta às necessidades reais das empresas. O estudo foi desenvolvido com o objetivo de apoiar gestores de frota e decisores estratégicos na tomada de decisões informadas, num contexto de rápida transformação da mobilidade empresarial.

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