As vendas da B-Parts aumentaram 51%, para um recorde de 65 milhões de euros, em 2025 face a 2024, impulsionadas pelos mercados europeu e norte-americano, que a empresa acredita que pode equiparar a Europa em três a cinco anos.
“Acreditamos que a operação nos EUA tem potencial de alcançar a dimensão da B-Parts Europa nos próximos três a cinco anos”, avançou o fundador e administrador da empresa de venda de peças automóvel usadas em entrevista à agência Lusa.
Segundo Manuel Araújo Monteiro, a B-Parts – que tem sede no Porto e integra o grupo Stellantis – tem vindo nos últimos anos “a analisar quais os mercados que fazem mais sentido para o negócio, quer na vertente cliente, quer na vertente de ‘sourcing’ [fornecedores]”.
“Neste momento estamos focados na preparação da entrada no mercado polaco, em clientes e em fornecedores”, revelou, considerando que “este alargamento europeu faz todo o sentido”.
Paralelamente, destacou o “plano ambicioso de duplicar os números em 2026 quanto ao volume de negócios e ao inventário disponível para o mercado dos EUA”.
O reforço do peso das exportações no volume de negócios é, aliás, assumido pelo responsável como um dos “principais objetivos para este ano”.
“Somos uma empresa fundada e sediada em Portugal, mas já assumimos o estatuto de líder europeia no comércio eletrónico de peças automóvel usadas, originais e certificadas e ambicionamos tornar-nos numa marca global de referência neste setor. Para isso, a nossa estratégia de negócio assenta sobretudo na expansão e internacionalização para novos mercados onde identificamos um forte potencial de crescimento”, enfatizou.
Só na Europa, a expectativa da B-Parts para este ano é que o volume de negócios registe um crescimento acima dos 20%.
“Além de impulsionar os resultados através das vendas, pretendemos manter o foco na eficiência e na rentabilidade, tendo como meta clara melhorar novamente este ano o EBITDA [resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações], para consolidar a sustentabilidade financeira de toda a operação”, afirmou Manuel Araújo Monteiro.
Depois de em 2025 ter aumentado a faturação em 51%, para 65 milhões de euros, a B-Parts salienta ter já multiplicado por 13 o volume de negócios desde 2020, “evidenciando a consistência e a escala da trajetória de expansão e consolidação internacional da empresa”, que acaba de completar um ano de operação nos EUA e entrou recentemente no Reino Unido.
Segundo o fundador e administrador da B-Parts, a suportar a evolução em 2025 esteve “um robusto crescimento” das vendas na Europa e nos EUA, de 43% e de 285% respetivamente, “num contexto de maior procura por soluções mais sustentáveis no setor automóvel”.
O responsável destaca ainda ter aumentado a rede global de fornecedores em cerca de 25%, maioritariamente na Europa e nos EUA: “Através da integração de fornecedores em novas geografias, como o Reino Unido, conseguimos alargar significativamente a nossa oferta disponível, com uma gama de modelos que a Europa continental não dispõe atualmente”, enfatizou.
A expansão dos centros de abate parceiros permitiu à empresa voltar a ultrapassar o seu ‘stock global’, com mais de 15 milhões de peças disponíveis.
Quanto ao mercado português, nos últimos cinco anos “manteve sempre um forte crescimento”, mas não chegou a ultrapassar 25% do volume europeu do negócio da B-Parts.
“Por termos uma oferta com os mesmos níveis de serviço em todos os mercados da Europa continental e, claro, por haver mercados de maior expressão, o volume nacional tenderá a ser sempre percentualmente menor quando comparado com os principais mercados para os quais exportamos, como é o caso de França, Espanha, Alemanha, Bélgica, Itália ou Países Baixos”, justifica Manuel Araújo Monteiro.
Com operações em mais de 180 países, a empresa do grupo Stellantis diz ainda ter vindo a adaptar o modelo de negócio e a expandir o catálogo de peças num contexto de crescente eletrificação da frota automóvel.
Lusa
Créditos Foto: B – Parts
