O fabricante norte-americano General Motors (GM) obteve um lucro líquido de 2.627 milhões de dólares (2.248 milhões de euros) no primeiro trimestre, menos 5,7% que no mesmo período de 2025, foi hoje anunciado.
Apesar da queda do lucro no primeiro trimestre, a General Motors melhorou as previsões anuais graças à recuperação de cerca de 500 milhões de dólares por impostos pagos em 2025.
A queda nos lucros trimestrais foi influenciada pela reorganização da estratégia de veículos elétricos, onde registou 1.077 milhões de dólares em ajustamentos devido ao realinhamento da capacidade.
A companhia informou que as receitas se cifraram em 43.624 milhões de dólares entre janeiro e março (menos 0,9% que no ano anterior), enquanto o resultado operacional ajustado (EBIT) cresceu 21,9%, para 4.253 milhões de dólares, impulsionado pelo desempenho do negócio principal e efeitos favoráveis da taxa de câmbio.
Do resultado operacional de 4.253 milhões de dólares, 3.661 milhões de dólares corresponderam à América do Norte, 123 milhões de dólares às operações no resto do mundo e 688 milhões de dólares à GM Financial, o braço financeiro da companhia.
A presidente e CEO da GM, Mary Barra, explicou numa carta aos acionistas que o EBIT ajustado superou as expectativas da companhia, “mesmo excluindo os 500 milhões do ajustamento fiscal”, e que o grupo obteve o sexto trimestre consecutivo de lucros na China.
A GM explicou que reviu em alta as previsões para 2026 depois da decisão do Supremo Tribunal dos EUA sobre determinadas tarifas aplicadas sob a Lei de Poderes Económicos de Emergência Internacional (IEEPA), que reduzirá o impacto estimado dessas tarifas.
A empresa espera agora custos tarifários entre 2.500 e 3.500 milhões de dólares, em comparação com uma faixa entre 3.000 e 4.000 milhões, prevista anteriormente.
Como consequência, o grupo subiu a previsão de EBIT ajustado anual para uma faixa entre 13.500 e 15.500 milhões de dólares e o lucro por ação ajustado para entre 11,50 e 13,50 dólares.
Precisamente, o impacto das tarifas impostas pela Administração do Presidente dos EUA, Donald Trump, é a principal razão pela qual o lucro líquido do primeiro trimestre do ano foi quase 6% inferior ao do mesmo período de 2025.
No trimestre, a margem operacional ajustada da GM na América do Norte alcançou 10,1%. A empresa, além disso, destacou a liderança em vendas nos Estados Unidos, com 626.429 veículos entregues.
No entanto, o lucro líquido foi pressionado por maiores custos, especialmente tarifários e logísticos, assim como por uma diminuição no volume de vendas por grosso.
A empresa também anunciou o pagamento de um dividendo trimestral de 0,18 dólares por ação.
A GM sublinhou que mantém uma perspetiva positiva para o conjunto do exercício, apesar da incerteza macroeconómica, apoiada no desempenho operacional, na recuperação de mercados internacionais como o Brasil e na melhoria da rentabilidade na China.
Em todo o mundo, a GM vendeu no primeiro trimestre 1.295.000 veículos.
Lusa
Cr+editos Foto : GM
