A Câmara de Sever do Vouga decidiu suspender a atividade florestal em determinados troços, devido ao Rali de Portugal, o que foi hoje contestado pela empresa Unimadeiras.
A suspensão abrange os percursos entre Alombada e Alto do Roçário e entre Braçal e Alto da Serra, sendo válida até ao dia 07 de maio.
Aquela empresa, que se dedica ao comércio de madeira em bruto e derivados, emitiu hoje um comunicado em que contesta a decisão da Câmara de Sever do Vouga de suspender a atividade florestal para a passagem do Rali de Portugal.
No comunicado da Unimadeiras, o diretor de sustentabilidade da empresa, Nuno Pinto, advoga que “a interrupção da operação fragiliza o sistema, num momento de pressão crescente, devido a eventos climáticos e risco de incêndio”.
“As tempestades de fevereiro provocaram a queda de mais de dois milhões de toneladas de madeira, com impacto logístico e económico na região centro”, argumenta.
A Câmara de Sever do Vouga publicou terça-feira um aviso em que, além de interditar a atividade florestal nos troços de passagem do Rali de Portugal, determina ainda a limpeza das bermas e a “remoção urgente” de todas as pilhas de troncos, ao longo dos percursos.
Na reação ao aviso municipal, a empresa defende que “a relevância do evento desportivo não pode anular setores que garantem a resiliência do território”.
Nuno Pinto salienta que “a gestão da floresta é uma atividade económica estruturante” e reclama “maior equilíbrio entre eventos mediáticos e a economia real”.
O Rali de Portugal vai decorrer entre 07 e 10 de maio e terá este ano 23 especiais e 345 quilómetros cronometrados, de um total de 1.862 quilómetros previstos para a sexta ronda do Campeonato do Mundo (WRC).
O arranque competitivo da edição de 2026 é antecedido, na quarta-feira, dia 06 de maio, pelo ‘shakedown, em Baltar, um dia antes do que vinha acontecendo.
O primeiro troço disputa-se na região de Águeda e Sever do Vouga enquanto a segunda parte de Sever do Vouga e segue até Albergaria-a-Velha.
Lusa
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