CPT4x4 2026 – Memorável arranque do Trial 4×4 em Valongo

  • CPT4x4 2026 – Valongo afirma-se como Capital do Trial 4×4
  • Espetáculo com chuva e Sol no Trial de Valongo

O arranque do Campeonato Portugal Trial, ficou marcado por chuva, lama, sol e muita adrenalina. Uma dupla jornada de Trial4x4, recheada de muitos aficionados da modalidade a deslocarem-se à cidade de Valongo, para presenciar uma prova duríssima, onde as condições climatéricas adversas e as características de uma pista 100% natural ditaram o ritmo e a sobrevivência das equipas.

Para quem tinha saudades de um bom trial, Valongo correspondeu às expectativas, numa organização do Clube Trilhos do Norte, com o apoio do município. A chuva deu o toque essencial para a lama fazer parte da primeira prova do ano e os desafios serem ainda maiores neste arranque de temporada.

O dia de sábado foi profundamente marcado por chuva, o que tornou o terreno, já de si repleto de pedras e socalcos, extremamente escorregadio e difícil de ultrapassar. À medida que os concorrentes iam progredindo, a degradação da pista tornava os obstáculos cada vez mais imprevisíveis. No domingo, apesar de o tempo ter ajudado a secar algumas zonas, a mistura do sol com a humidade remanescente criou uma lama persistente que dificultou ainda mais a limpeza dos pneus e a aderência à rocha, tornando o percurso, na opinião de alguns pilotos, ainda mais escorregadio e perigoso do que no dia anterior…, mas muito apetecível! A opinião foi praticamente generalizada: “a organização esta de parabéns por proporcionar uma prova de verdadeiro trial 4×4…”, alguns dos participantes, acrescentavam: “já tinha saudades de uma prova assim, muito bem conseguida, uma prova bem pensada com classes bem definidas”. Na sua maioria, as equipas participantes destacaram-se na adaptação a este cenário.

A persistência, e eficácia dos participantes levaram às vitórias, estratégias, mecânicas ao limite e muita resiliência. As avarias foram uma constante e obrigaram a esforços hercúleos durante o período de pausa e na noite que antecedeu a segunda etapa. Os incidentes e capotamentos: as famosas “cambalhotas”, também fizeram parte do espetáculo.

O papel vital dos navegadores, neste tipo de provas é de extrema importância, levando-os ao limite físico, tendo de dar indicações precisas, gerir as temperaturas e os níveis do carro, andar aos trambolhões nas pedras escorregadias e puxar constantemente o cabo do guincho. No final, apesar da dureza e do desgaste mecânicos, o sentimento partilhado pelas equipas foi de grande satisfação por um verdadeiro e puro fim de semana de trial4x4.

Desportivamente, esta ronda proporcionou um grande espetáculo com a competitividade a esgotar-se apenas no culminar do tempo máximo para a conclusão da resistência, numa pista bem pensada para a competição e com uma grande diversidade de obstáculos. A vontade de vencer e a dureza do percurso levou a que algumas equipas fossem surpreendidas por alguns problemas mecânicos nas viaturas ao longo das duas etapas de prova, verificando-se constantes alterações na liderança das Classes em competição, num verdadeiro teste à resistência e perícia dos pilotos e navegadores.

Esta ronda de abertura comportou uma pista, com um total de sete triais: três na zona mais distante do centro nevrálgico – monte; e quatro na zona de espetáculo junto às box’s. Destes, dois foram colocados após a reta da meta e outros tantos à chegada à zona espetáculo. Ao longo do percurso de cada uma das duas etapas, foram criadas zonas de espetáculo para o público.

A próxima etapa do Campeonato Portugal Trial 4×4 já está no horizonte, e promete dar continuidade a um arranque de época verdadeiramente memorável. A freguesia de Moimenta em Cinfães recebe a segunda ronda da competição nos dias 11 e 12 de abril numa estreia absoluta da caravana do CPTrial 4×4, integrada na sub-região Tâmega e Sousa da região Norte.

Unlimited: Emanuel Costa #77 de fio a pavio

Com o roncar dos motores, as máquinas iniciaram mais uma temporada de Trial 4×4, com muita vontade de vencer e proporcionar espetáculo e muita competitividade. Após as verificações administrativas e técnicas, que decorreram durante a manhã de sábado, pilotos e navegadores partiram para uma primeira etapa de três horas de resistência, com quatro “novas” classes em competição. O dia de domingo reservou uma nova passagem pelo traçado, concluído desta forma a segunda etapa. Na Unlimited, Emanuel Costa e Ricardo Silva (EC #77 Racing Team) dominaram por completo ambas as etapas com um ritmo forte e eficaz, na mais recente classe da competição: Unlimited (Petro).

Emanuel Costa: “Correu tudo bem, apenas desanimei um pouco quando comecei a ver viaturas avariadas ao longo do percurso e outras nas boxes. Gosto de correr com um grande número de carros. Ganhar sem adversários não faz muito sentido. Apenas tivemos um furo no sábado que gerou algum percalço. O Ricardo esteve ao mais alto nível, o carro é bom, eu conduzo e a equipa prepara muito bem o carro. No domingo mantivemos o objetivo que tínhamos para esta prova; vencer. Acabamos por gerir um pouco a vantagem que íamos amealhando. O terreno de hoje esteve um pouco mais difícil, o maior obstáculo foi mesmo os caros que iam mais lentos e bloqueavam as passagens. Vamos participar na próxima prova em Moimenta/Cinfães e depois vamos ficar por aqui, poderemos vir a fazer a última em Paredes”, afirmou no final do evento Emanuel Costa

Valclima e Ziggaworks repartem triunfo na Unlimited Diesel

Na “Diesel”, triunfos repartidos pela “Valclima” na 1ª etapa com a dupla António Moreira/Mário Brandão; na 2ª etapa a vitória foi para a equipa “Ziggaworks” com Cristiano Afonso e Miguel Baptista.

António Moreira: “O carro esteve bom neste arranque de campeonato. O conhecimento do traçado trazido do ano passado também ajudou a uma melhor leitura do terreno. Foi um bom arranque de campeonato, ficamos privados da viatura em boas condições no domingo devido aos problemas que não conseguimos recuperar durante a noite. Apesar da vitória no primeiro dia, o desgaste acumulado e a falta de tempo para reparações noturnas resultaram numa avaria mecânica no domingo. Mesmo com a desistência final, o balanço é positivo devido aos pontos conquistados para o campeonato”, salientou o piloto da equipa Valclima.

Cristiano Afonso

A etapa de domingo foi bem melhor do que a de sábado! Iniciamos a etapa de hoje bem mais atras devido aos problemas da etapa de ontem, mas felizmente não tivemos avarias. Conseguimos saltar para o primeiro lugar logo na volta inicial. Tivemos alguns azares, capotamos duas vezes, mas conseguimos endireitar. O Miguel hoje fartou-se de puxar a corda. A pista era bastante dura, principalmente por causa da chuva, no sábado estava difícil, mas hoje (domingo) estava mais difícil ainda, muito escorregadia. É o trial, é este o verdadeiro trial. Eh, ter as A organização esteve muito bem ao criar as duas classes Unlimited (Diesel e Petrol), dando a possibilidade às duas subclasses andarem separadas em competição, assim faz todo o sentido”, salientou o piloto da Ziggaworks.

X-Treme: Domínio absoluto da Inferninho Team

Na classe X-Treme, a “Inferninho Team” apareceu cheia de força. Amadeu Teixeira e Daniel Vieram subiram ao lugar mais alto do pódio por duas vezes. Posições idênticas em ambas as etapas tive a dupla César Marques/César Tadeu da “Sonmovingui #76”.

Amadeu Teixeira:  “O primeiro dia foi muito duro, os obstáculos estavam difíceis devido às condições atmosféricas, mas hoje não estavam muito melhores, devido às sucessivas passagens e desgaste dos mesmos, muito imprevisíveis. Já estava muito tempo sem conduzir, queríamos muito vencer. Somos uma equipa, que funciona como uma família, cada um ajuda o outro sem qualquer proveito. Um agradecimento muito especial a todo este grupo. Representamos não apenas a nossa equipa – Inferninho, mas o concelho de Torre de Moncorvo que muito nos orgulha”, salientou o piloto da região do Nordeste Transmontano.

Promoção: Sucatas Fernando sucede à Inferninho

Na classe Promoção, o primeiro lugar na 1ª tapa de sábado foi entregue à dupla João Teixeira/Nuno Gomes (Inferninho Team JR). Já no domingo o triunfo foi para a “Sucatas Fernando” com a dupla Fernando Ferreira/Rui Martins.

João Teixeira: “Conseguimos um bom resultado no sábado, mesmo com as condições climatéricas não serem as melhores. É sempre difícil andar à chuva, ainda por cima com terreno com tanta pedra, mas conseguimos trazer o carro até ao fim e conseguimos ganhar. É sempre importante bom começar o campeonato com o pé direito. Ainda tivemos um pequeno incidente devido a uma pedra, mas conseguimos a vitória. No domingo tiveram alguns percalços, que não nos permitiu manter um reto elevado, ainda assim foi um fim de semana positivo, queríamos muito vencer ambas as etapas, mas temos que aceitar os imprevistos. Temos muito campeonato para disputar e vamos a ele”, relatou o piloto da equipa “Inferninho Team JR.

Fernando Ferreira: “O dia de domingo foi bem mais positivo que o de sábado, saímos vencedor desta segunda 2ª etapa. No sábado foi de facto muito difícil devido as condições atmosféricas, o terreno estava muito difícil, muito escorregadio e traiçoeiro, eu só não queria captar porque capotar. Depois de partir a embraiagem no sábado, trabalhamos toda a noite para conseguir pôr o carro operacional para hoje. Fizemos o máximo que pudemos, queríamos muito recuperar e vencer esta etapa. Ainda apanhamos um susto ao ficar-mos sem óleo na embraiagem… desligava o carro, engatava com os dois bloqueios e conseguíamos desta forma acabar. Hoje ainda tive tempo de ajudar outras equipas, estive algum tempo a ajudamos equipas bloqueadas. Foi muito bom chegar ao fim”, contou Fernando Ferreira da Sucatas.

Stock SSV:

Na renovada classe Stock SSV, Carlos Martins e João Pinto (Reciclopeças) começaram o campeonato com novo triunfo duplo, no sábado sentiram dificuldades no CAN-AM Maverick R, mas domingo foi dia de desbravar terreno.

Carlos Martins: “foi uma jornada muito divertida com obstáculo naturais, numa região que conhecemos bem o terreno. Depois da chuva de ontem, hoje tivemos melhor tempo com o sol a aparecer. Sabíamos que não ia ser fácil, mas acabou por ser divertido e com pistas naturais 100% é outra coisa. Hoje estávamos mais integrados com a pista em si, e começamos a gerir. Tentamos fazer o mais voltas possíveis, inclusive a última volta tentamos fazê-la mais rápida e tivemos um percalço: demos umas cambalhotas, complicado, mas divertido. Mesmo às cambalhotas continuamos a divertirmo-nos. A pista estava excelente, dou os parabéns à organização. Foi mais uma aventura”, contou no final Carlos Martins da Reciclopeças.

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