- A percentagem de eletrificação das frotas de passageiros triplicou, passando de 13% em 2022 para 40% em 2025;
- A duração média dos contratos aumentou para 51 meses, face aos 47 meses registados em 2022, sendo que 31% das organizações já contratam por cinco anos ou mais, face a apenas 9% em 2022;
- 83% das empresas utilizam o TCO como critério de decisão na gestão das suas frotas;
- 96% das empresas já possuem políticas de frota formalizadas.
O Car Policy Benchmark 2025, promovido pela Ayvens, revela que a percentagem de veículos de passageiros eletrificados (100% elétricos e híbridos plug-in) triplicou, passando de 13% em 2022 para 40% em 2025. Este valor significa que, dos cerca de 10 mil veículos de passageiros analisados no estudo, num universo total de 12 mil veículos, aproximadamente 4 mil já são eletrificados.
Nos veículos de mercadorias, a evolução também é significativa, de 1% em 2022 para 10% em 2025. Os resultados evidenciam uma evolução significativa na maturidade das políticas de frota, com maior foco em métricas económicas, como o custo total de utilização (TCO), e uma crescente padronização das práticas de gestão.
O estudo analisou as políticas e práticas de cerca de 400 empresas, de 11 setores de atividade, que representam uma frota aproximada de 12 mil veículos, responsáveis por mais de 425 milhões de quilómetros percorridos anualmente. A principal novidade desta edição é a inclusão de um novo capítulo dedicado à experiência da transição elétrica. Os dados demonstram que a gestão de frotas é hoje uma área amplamente estruturada, com mais de 96% das empresas a disporem de políticas de frota formalizadas, com um grau médio de integralidade e abrangência de 75%.
Entre 2022 e 2025, registou-se um crescimento significativo na utilização do TCO como critério de decisão nas políticas de frota, passando de 73% para 83% das empresas. A adoção desta metodologia é mais expressiva em frotas de maior dimensão, embora 80% das frotas mais pequenas já recorram ao TCO. No que diz respeito aos procedimentos e responsabilidades dos colaboradores, observa-se uma tendência crescente de corresponsabilização nos custos com seguros, com o índice a aumentar de 29% em 2022 para 33% em 2025.
Paralelamente, verifica-se uma alteração relevante na definição dos plafonds. Em 2025, 82% das empresas utilizaram plafonds de renda, substituindo progressivamente os plafonds de aquisição, quando, em 2022, ambos coexistiam de forma equilibrada. Nos últimos três anos, os plafonds de renda aumentaram, em média, 11%, com maior impacto nas equipas comerciais (+16%) e nas chefias intermédias (+13%).
“Num contexto empresarial cada vez mais orientado para a sustentabilidade e para a eficiência, o Car Policy Benchmark 2025 reforça a importância estratégica da gestão da frota. Este estudo mostra um mercado em clara evolução, mais profissional, mais estruturado e mais preparado para a transição elétrica. A Ayvens continuará empenhada em apoiar as empresas com soluções que aceleram esta transformação e contribuem para uma mobilidade mais inteligente e responsável”, destaca António Oliveira Martins, Diretor-geral da Ayvens Portugal.
Ao nível da utilização dos veículos, a duração média dos contratos aumentou para 51 meses, face aos 47 meses registados em 2022. A contratação de prazos mais longos permite às empresas aceder a rendas mais competitivas, sendo que 31% das organizações já contratam por cinco anos ou mais, face a apenas 9% em 2022. O renting continua a alargar o conjunto de serviços incluídos. Desde 2022, a concentração média de serviços aumentou de 78% para 81%, com destaque para a subscrição de veículos de substituição, seguros e seguros de recondicionamento.
A eletrificação das frotas mantém também uma trajetória de crescimento consistente. O índice de eletrificação subiu 7 pontos percentuais, de 45% em 2022 para 52% em 2025. As empresas revelam maior preparação para a transição e maior consciência das oportunidades associadas à mobilidade elétrica. A dimensão mais valorizada foi a das considerações de custos (74%), enquanto o impacto da transição nos condutores continua a ser o aspeto menos pontuado (32%).
O inquérito a condutores contou com a participação de mais de 3 mil colaboradores, que percorrem, em média, menos de 28 mil quilómetros por ano. Atualmente, 38% já conduzem veículos eletrificados (face a 17% em 2022), dos quais 25% são 100% elétricos e 13% híbridos plug-in. Os principais obstáculos apontados à transição incluem a autonomia dos veículos elétricos (31%), a insuficiência da rede pública de carregamento (26%), a necessidade de maior planeamento de viagens longas (23%) e o investimento inicial mais elevado (14%). Apesar dos desafios identificados, 50% dos condutores afirma estar disponível para transitar já para veículos 100% elétricos, e 25% para híbridos plug-in, o que representa um potencial de transição adicional de quase 40%.
A edição de 2025 confirma, assim, uma evolução clara da gestão de frotas em Portugal. A política de frota afirma-se como uma ferramenta estratégica de gestão integrada, onde convergem objetivos económicos, de responsabilidade ambiental e de valorização das pessoas. Num contexto marcado pela maturidade tecnológica dos veículos elétricos e por pressões externas, como a inflação energética e a regulação ambiental, as empresas são hoje chamadas a adotar políticas de frota cada vez mais equilibradas, sustentáveis e orientadas para o futuro.
