O Campeonato Nacional de Velocidade e o Campeonato Nacional de Mini Velocidade, agora com maior integração entre si de modo a permitirem uma evolução mais sustentada, apresentam várias novidades de monta para a próxima época!
Para a época de 2026, há várias novidades a anunciar, para além dos calendários provisórios de seis rondas, tanto para o Campeonato Nacional de Mini Velocidade (CNMV), como para o Campeonato Nacional de Velocidade (CNV), com os mais jovens a anteciparem-se nos semáforos de partida antes do CNV, que só iniciará as corridas em maio, tal como anunciado na última ronda da época finda e poderão verificar nos calendários publicados mais abaixo.
As provas do CNV e do CNMV seguirão horários idênticos aos da época de 2025, com as jornadas do CNV a integrarem os treinos oficiais de sexta-feira aos preços especiais, sobre a base de €170, ajustados em função do tipo de inscrição e da data da concretização da inscrição – serão mais baratos para os que se inscreverem à época mais cedo, tal como já aconteceu em 2025.
Complementarmente, a FMP pretende promover uma sessão de treinos oficiais do CNMV no KIRO – Kartódromo do Bombarral, em março, onde serão aceites também os licenciados para o CNV e de outras modalidades da FMP, numa festa alargada a fazer-se o que mais se gosta no sítio certo.
Treinos FMP de captação de novos pilotos
No quadro do CNV, em conjunto com os seus habituais clubes associados, irão ser promovidos os Treinos FMP a realizar sobretudo no Estoril, mas também em Portimão, num formato em tudo semelhante aos treinos oficiais de sexta-feira das provas do CNV, incluindo os preços, mas onde irão ser aceites aspirantes ao CNV que participarão com licenças especiais – a emitir tanto na sede da FMP como no local -, como forma de atrair e captar mais pilotos para as grelhas do CNV.
A estes aspirantes a pilotos serão oferecidas lições teóricas de mecânica básica de competição, de condução em pista e de nutrição. Todas as motos estarão limitadas aos níveis sonoros estipulados pelo RNV (Regulamento Nacional de Velocidade) e deverão cumprir com as ETGCM (Especificações Técnicas Gerais Comuns a todas as Motos), simplificadas no caso dos aspirantes ao CNV. À priori, sujeitos ainda a confirmação e a começar também em março, haverá três Treinos FMP a realizar no Estoril antes do início da época do CNV.
Novidades no CNMV e classe CNV Jr em ambos os campeonatos
No que se refere ao CNMV, a estrutura das provas será essencialmente a mesma, incluindo as classes, com a novidade a centrar-se na introdução da classe CNV Jr, que será a classe de transição para as motos com roda de 17”, categoria esta que integrará também o CNV elegendo dois campeões (no CNV e no CNMV) e um Vencedor Absoluto. O Vencedor absoluto será aquele que somar mais pontos entre as rondas do CNMV e do CNV pois, como não haverá coincidência entre as datas de ambos os campeonatos, os participantes nesta classe terão, à partida, 24 oportunidades de pontuar entre as duplas corridas das seis jornadas por campeonato a realizar entre kartódromos e circuitos.
Para além desta novidade, a classe das Minimotos 4.2 é renomeada como simplesmente Minimotos e alinhará o seu regulamento técnico pelo equivalente adotado em Espanha, passando a eleger um Campeão e facilitando a evolução dos pilotos ao facilitar a participação entre “cá e lá”.
A classe MiniGP110 continuará como até aqui, bem como a FIM MiniGP 160 – que vê o seu nome e imagem alterados seguindo o novo caminho para o MotoGP e denominar-se-á ‘MotoMini Portugal 160cc’ utilizando o logo seguinte:

A mesma imagem se aplicará à classe ‘MotoMini Portugal 190cc, que continuará no mesmo formato e será uma alternativa muito apelativa de transição para o CNV, pois, tal como a classe 160cc, permitirá o acesso às finais mundiais de MotoMini a realizar em Valência a par da última ronda do MotoGP. Ambas continuarão a contar com o apoio à presença dos nossos dois melhores pilotos de cada uma das categorias – o Campeão e o Vice-Campeão das 160cc e das 190cc. Este apoio será, para 2026, reforçado com o apoio à realização de um estágio intensivo em Benidorm, antes da presença nas finais mundiais, por forma a assegurar a maior competitividade possível dos nossos representantes.
Adicionalmente, está previsto o lançamento da classe MiniGP160, onde serão utilizadas motos com motores 160 4T ou equivalentes, mas obrigatoriamente com jante de 12″, com o objetivo de facilitar a transição dos jovens pilotos para motos cada vez mais exigentes dinamicamente.
A classe das IMR 90 e Malcor 90 passa a denominar-se simplesmente ‘Pitbikes 90’ e manter-se-á como troféu e como ponte preferencial com a modalidade de Supermoto, através do seu também Troféu Minicup, podendo os pilotos aproveitar para participarem num e noutro troféu e serem vencedores numa e noutra modalidade com a mesma moto.
Naturalmente, todas as classes obrigarão à participação mínima de 4 pilotos para haver pódios e, para haver Campeão, a média mínima acima de 3 pilotos no final da época. Regra que é extensível a todas as classes do CNV.
Por fim, os preços de inscrição no CNMV irão sofrer um aumento para 30€ que, mesmo assim, os posicionará muito aquém dos valores praticados no campeonato equivalente ‘aqui do lado’.
Replicando o que se passa no CNV, as equipas licenciadas também terão o seu Campeonato de Equipas, mas num formato adequado ao contexto – não estarão associadas a uma classe em particular, mas a todas as classes que elegem Campeões Nacionais, somando os pontos de todos os pilotos sob a sua alçada para se determinar a equipa campeã do CNMV.
Várias novidades nas classes do CNV
No CNV estrear-se-á a Classe CNV Jr ,como já referido antes – que, na prática, reúne as antigas Moto5. Por seu lado, as antigas PréMoto3 serão agora renomeadas como Moto4, também em linha com as alterações introduzidas pelo novo ‘Caminho para o MotoGP’, onde foi criada a classe Moto4 que agora engloba as antigas ETC (European Talent Cup) assentes nas Honda NSF250R. Nesta nova classe Moto 4, em particular nas Honda NSF250R, serão obrigatórias a centralina e cablagem única da marca Athena – como, aliás, é pratica no ESBK -, mais uma vez com o intuito adicional de facilitar as participações ‘entre cá e lá’.
A classe de Moto4 no CNV adotará uma imagem inspirada na imagem do Mundial e incorporará, pelo último ano, as antigas PréMoto3, que serão consideradas Troféu para eleger e reconhecer como vencedor o melhor de entre estes, complementarmente à luta pelo Campeonato de Moto4. Esta classe aceitará as Ohvale GP7 equipadas com motor Honda 250, para as quais se espera o anúncio de um troféu pelo representante local, tal como anunciado na reunião de 21 de novembro.
Também nessa reunião, foi anunciado um futuro troféu assente na CFMoto 675 SR-R a lançar pela Quaresma Motos na nova classe de SportBikes (SPB). Esta nova classe nacional irá aceitar as motos homologadas pela FIM para a classe, exceto as que utilizam arquiteturas de motor de 4 cilindros em linha, e centrar-se-á nas Aprilia RS660 Factory, CFMoto 675 SR-R, Suzuki GSX-8R, Triumph Daytona 660, Yamaha YZF R7, nas suas versões stock em termos de motor, pois não será adotado, por motivos óbvios, o sistema BoP (Balance of Performance) desenvolvido para o Mundial, embora seja permitida a aplicação dos kits e acessórios racing oferecidos originalmente e vendidos pelas marcas. Esta classe partilhará a grelha com as SuperSport 300, que continuarão tal qual como em 2025, apesar de já não terem reflexo no Mundial de Superbike e, como tal, não darem mais oportunidades de wild cards, que agora se limitarão às World SportBikes (WorldSPB), World SuperSport (WorldSSP) e às World Women’s Circuit Racing (World WCR).
Motos ‘New Generation’ em SSP e as 1100 em SBK
A antiga classe de Superstock 600 evolui para SuperSport (SSP), sendo que a renomeação traz consigo alterações técnicas que irão permitir a participação das motos aceites nas WorldSSP, tais como as Ducati Panigale V2, MV Agusta F3 800RR, Suzuki GSX 750 (modelos de 2022 em diante), Triumph Street Triple 765 RS (a moto idêntica à aceite nas Naked Bikes 2), a Yamaha YZF-R9 e, naturalmente, as 600 com 4 cilindros em linha, como a Kawasaki ZX-6R 636, a Honda CBR600RR, a Suzuki GSX-R600 (modelos de 2022 em diante) e a Yamaha YZF-R6, nas suas versões oferecidas pelas marcas, sobretudo em termos de motor, pois também aqui não será adotado o sistema BoP desenvolvido para o Mundial.
Também nas SBK haverá evoluções técnicas em linha do que já se pratica no FIM EWC, que permitirá às Aprilia RSV4 1100 e Ducati Panigale V4 e V4 S (também 1100) estarem presentes nas grelhas do CNV a par das BMW S/M1000RR, Ducati Panigale V4 R, Honda CBR1000RR-R Fireblade, Kawasaki ZX-10R, Suzuki GSX-R1000R (modelo de 2019 em diante) e Yamaha YZF-R1M.
A partilhar a grelha das SSP e SBK estarão as motos da Copa Dunlop Motoval nas categorias CDM 1 e CDM2, que terão os seus formatos revistos para melhor se enquadrarem com a nova realidade, tanto da sua evolução histórica como do CNV e, tal como os outros troféus em vias de serem anunciados pelos respetivos promotores, poderão eleger Vencedores e Campeões em simultâneo – os participantes nos troféus serão também candidatos aos Campeonatos das classes que integram, permitindo a coincidência na premissa de que os troféus serão sempre mais acessíveis em termos técnicos e de custos.
As Naked Bikes nas suas categorias NB1, NB2 e NB3 continuarão tal qual como até aqui, com as principais diferenças a centrarem-se no preço de inscrição das NB3 que será ajustado aos valores das classes equivalentes e ao calendário, que terá uma ronda a mais que as restantes classes do CNV, pois a presença destas na ronda de Jerez da Copa de España, no fim‑de‑semana anterior a prova do Estoril II, já está assegurada.
Marcas oferecem ‘preços-competição’
Entretanto, pode já ser adiantado o novo compromisso com o CNV por parte de várias marcas, que irão oferecer preços-competição nas motos novas elegíveis nas classes do CNV, como contrapartida de inscrições Epc (inscrições à época) nessas classes.
Nesse sentido, e naturalmente sempre limitado ao stock existente de cada marca, a Aprilia Portugal irá oferecer preços competição para as MY25 RSV4 Factory, RS660 Factory, Tuono 1100V4 e Tuono 660, a Honda Portugal irá fazer o mesmo para as CBR1000RR-R Fireblade, CBR 600RR, Hornet 1000 e 750 e a Yamaha Portugal irá também oferecer preços competição para as YZF-R1 (Race e/ou GYTR), YZF-R9, YZF-R7, YZF-R6 (Race e/ou GYTR), MT-10, MT-09 e MT-07, com a FMP, por seu lado a facilitar o acesso a estes preços especiais, aceitando, já a partir de 2 de janeiro, inscrições Epc ao preço das rondas Epc de 2025, assumindo 6 rondas (as Naked Bikes assumirão 7 rondas), e até ao final de janeiro.
A partir de fevereiro, as inscrições Epc serão aumentadas em cerca de 2% para o universo CNV, valor que se manterá até à primeira ronda em maio. A partir da primeira ronda, só serão aceites inscrições do tipo PaP (Prova-a-Prova), que sofrerão idêntico ajuste para €250 (SBK, SSP, NB1, NB2, CDM2 e CDM1) e €190 (SPB, SSP300, Moto4, CNV Jr e NB3), deixando de haver a possibilidade de acesso aos preços competição praticados pelas marcas.
Os valores dos treinos oficiais de sexta-feira, serão ajustados igualmente, embora mantendo os valores de 2025 (€65) para os Epc até final de janeiro, passando para €70 para os Epc até fim de fevereiro, €120 para os Epc até fim de março e €170 para todos de abril em diante.
Capacetes com homologação FIM e mais pontos na última ronda
Por fim, mas não menos importante, no capítulo da segurança dos pilotos do CNV, e em linha com as práticas dos Campeonatos Internacionais e de outros países, os capacetes permitidos para os circuitos terão de cumprir com a homologação FIM, fase 01 e fase 02.
Adicionalmente, em termos desportivos e tendo em conta o histórico sobre a última ronda do CNV, para além de outros incentivos a anunciar, a pontuação a atribuir nas corridas desta última prova do campeonato, será superior em 5 pontos, mantendo-se os intervalos principais entre os 5 primeiros colocados (5, 4 ,3 e 2 pontos).
Com a antecipação da publicação do calendário face ao que tem sido norma, esperando que a disponibilidade em apoiar a realização do CNV e do CNMV, tanto de Circuitos como dos Kartódromos, continue como até aqui, e agradecendo e aplaudindo o esforço e o maior envolvimento da Aprilia Portugal, da Honda Portugal e da Yamaha Portugal no CNV, a Comissão de Velocidade, com todas estas novidades e outras ainda por anunciar, nomeadamente no que aos pneus se refere, acredita dinamizar tanto o CNMV como o CNV, acreditando que as grelhas irão crescer e o espetáculo em pista aumentar.
Votos de um bom Ano Novo sempre a fundo nas pistas deste mundo!
Calendários 2026
Campeonato Nacional de Velocidade
15/17 de maio – Estoril I
29/31 de maio – Jerez (apenas Naked Bikes)
5/7 de junho – Estoril II
Julho – data e circuito a anunciar
4/6 de setembro – Estoril III
18/20 de setembro – Portimão
2/4 de outubro – Estoril IV
Campeonato Nacional de Mini Velocidade
11/12 de abril – KIA, Portimão
23/24 de maio – KIRO, Bombarral
27/28 de junho – FunPark, Fátima
Julho – data e kartódromo a anunciar
26/27 de setembro – KCB, Castelo Branco
17/18 de outubro – KIB, Braga
Provas internacionais
27/29 de março – WSBK, Portimão
12/14 de junho – FIM MotoJunior, Estoril
19/21 de junho – ESBK, Estoril
9/11 de outubro – WSBK, Estoril
13/15 de novembro – MotoGP, Portimão
16/20 de novembro – Final MotoMini World Series, Valência
