- Novo estudo do Standvirtual sobre os hábitos de mobilidade e compra de automóveis
- Preço, autonomia e falta de infraestruturas continuam a travar a adoção da mobilidade elétrica.
Esta realidade deverá manter-se no futuro, uma vez que 83,04% dos participantes prevê continuar a depender do carro próprio. Já os transportes públicos e outras alternativas permanecem com uma expressão residual.
A importância do automóvel é visível ainda na perceção dos consumidores. 79,55% dos portugueses discorda da ideia de que o carro já não é essencial para a sua mobilidade, sublinhando a sua centralidade independentemente da idade.
“Os dados revelam que, mesmo com a crescente visibilidade dos veículos elétricos, o mercado automóvel em Portugal continua fortemente assente no automóvel tradicional e numa lógica de decisão cautelosa, especialmente quando envolve investimentos mais elevados como os carros elétricos”, refere Miguel Lucas, Head of Go-To-Market Product do Standvirtual.
As diferenças entre gerações são evidentes na forma como os portugueses pesquisam, avaliam e planeiam a compra de automóveis. Embora o carro seja fulcral na mobilidade para todas as idades, os critérios de decisão e os canais preferidos variam significativamente conforme a faixa etária.
Entre os 18 e os 27 anos, o custo total de utilização é o principal fator de decisão no momento da compra, apontado por 94,74%, enquanto os custos elevados de aquisição (73,57%) e a dúvida sobre o tipo de veículo (33,42%) são as maiores barreiras. Embora os stands físicos sejam o canal preferido de compra (47,37%), esta faixa etária mostra maior abertura para os stands online, que representam 31,58%.
Os consumidores entre os 28 e os 43 anos apresentam um comportamento híbrido, combinando o físico com o digital. Esta é a faixa etária que mais recorre a stands online (23,77%) e utiliza marketplaces (20,63%). Mais de metade (50,97%) planeia trocar de carro no futuro, evidenciando uma clara preocupação com os custos mensais associados (72,20%).
Entre os 44 e os 59 anos, a experiência presencial é determinante: os stands físicos são preferidos por 52,50% dos inquiridos, apesar de 20,63% já integrarem o digital no processo de pesquisa e comparação. Este grupo regista também a maior intenção de troca no curto prazo, com 25% a pensar trocar de carro nos próximos 12 meses.
Embora exista abertura à mobilidade elétrica, a análise por faixa etária mostra que o mercado continua numa fase de transição. O preço destaca-se não só como principal barreira aos elétricos, mas também como o principal critério de decisão na compra automóvel, referido por 85,04% dos participantes, seguido pelos custos mensais – consumo, seguro, inspeção, entre outros (67,83%).
Adicionalmente, a incerteza continua presente: 26,43% dos consumidores admite não saber ainda qual será a motorização do seu próximo carro, superando mesmo a escolha por veículos elétricos (23,19%).
Por fim, o estudo confirma ainda a elevada notoriedade do Standvirtual junto dos portugueses, com 93,02% dos 401 entrevistados a conhecerem a plataforma e quase 69% a afirmarem tê-la utilizado ou visitado várias vezes.
