60 anos. 12 gerações. Um Corolla

• Mais de 57 milhões de Toyota Corolla vendidos em todo o mundo ao longo de 60 anos
• O Corolla é hoje fabricado em 14 centros de produção em 11 países
• Baseado na qualidade, versatilidade e valor, o Corolla tem-se mantido fiel à visão inicial
• Ao longo de 12 gerações, o Corolla evoluiu para responder às necessidades em constante mudança dos clientes em todo o mundo
• A gama híbrida atual do Corolla combina eficiência, segurança e conectividade digital, celebrada através de edições exclusivas do 60.º aniversário.
• Em Portugal o Corolla 60th Anniversary estará disponível na versão Hatchback e carrinha Touring Sports

Nenhum carro na história igualou o feito do Toyota Corolla, que em 60 anos acumulou mais de 57 milhões de vendas — e tem a perspetiva de muitas mais.

O nome Corolla fez a sua estreia em 1966, e hoje recebe o título de “carro mais vendido do mundo”. Essa conquista notável, geração após geração, incluiu uma grande variedade de tipos de veículos, satisfazendo os diversos gostos e preferências dos clientes em todo o mundo, desde sedans familiares e hatchback a coupés desportivos e carrinhas.

O sucesso sustentado do Corolla assenta nos princípios que a Toyota aplicou ao criar o modelo original, em 1966. A visão na altura era a de um carro versátil e de alta qualidade a um preço acessível. Hoje, 12 gerações depois, mantém-se fiel a essas qualidades, tendo-se adaptado constantemente ao longo dos anos para manter o seu lugar no centro do mercado.

A HISTÓRIA DO COROLLA, GERAÇÃO A GERAÇÃO

A história do Corolla começa
No início da década de 1960, o Japão estava em plena expansão. Era uma época de reconstrução, inovação e nova prosperidade. À medida que a população crescia para mais de 100 milhões, a sociedade tornava-se mais ambiciosa e ansiosa por adotar novas ideias e produtos.

As cidades expandiram-se com novos subúrbios, tornando a posse de um carro algo desejável e necessário para muitos. A Toyota viu uma oportunidade de desenvolver um novo tipo de carro, que não fosse apenas um meio de transporte fiável e funcional, mas que fosse confortável, agradável de conduzir, tecnologicamente avançado, bem equipado e moderno.

Este modelo inovador foi o Corolla, um exemplo perfeito do princípio duradouro da Toyota de fornecer o carro certo, no sítio certo, na altura certa.

A Toyota demonstrou o seu compromisso com o novo modelo construindo uma fábrica dedicada, a unidade de Takaoka, em Toyota City. Os procedimentos de qualidade eram rigorosos, exigindo que cada carro obtivesse uma pontuação superior à média de referência em cada fase do processo de montagem.

A supervisionar o projeto estava o engenheiro-chefe Tatsuo Hasegawa, que garantiu que a visão da Toyota se concretizasse. O cenário estava montado para o nascimento do Corolla e o início de uma lenda do automobilismo.

Primeira geração: 1966 – 1970
O Corolla original foi concebido como um “carro do povo”, mas, na verdade, oferecia muito mais do que os clientes do mercado de massas estavam habituados. Desenvolvido a partir de um conceito original de 1962, foi apresentado no Salão Automóvel de Tóquio de 1966 e lançado no Japão em novembro desse ano, entrando em produção na nova fábrica.

O seu nome foi inspirado na palavra que descreve o círculo de pétalas de uma flor. Considerado a mais bela parte da flor.

A gama original do Corolla era composta por um sedan de duas portas quando o modelo foi lançado, equipado com um motor de 1,1 litros que desenvolvia 60 hp DIN. Em 1967, a Toyota alargou a gama com um sedan de quatro portas e uma carrinha. Em 1968, a gama ganhou o coupé fastback Corolla Sprinter, de caráter mais desportivo. Entre as características inovadoras contavam-se uma caixa manual de quatro velocidades montada no piso – uma novidade para um automóvel japonês –, travões de disco, bancos de concha, cintos de segurança multiponto e limpa-vidros de duas velocidades. A Toyota já tinha ambições de exportação para o Corolla, refletidas no estilo moderno com uma linha de tejadilho semi-fastback e superfícies curvas.

Em apenas três anos, o Corolla tornou-se o carro mais vendido do Japão. Na Europa, o Corolla foi introduzido em abril de 1967, com vendas em Portugal em 1968 após a assinatura do acordo de representação entre a Toyota e o Grupo Salvador Caetano.

Segunda geração: 1970 – 1974
O mercado automóvel japonês estava em plena expansão quando a Toyota apresentou a segunda geração do Corolla, em 1970. Isso coincidiu com o marco de um milhão de unidades vendidas do modelo desde o seu lançamento. O novo modelo demonstrou a filosofia de melhoria contínua “Kaizen” da Toyota, com foco no aumento da segurança, do conforto e da versatilidade.

Esta geração viu a adição de um coupé de duas portas e do primeiro modelo desportivo, o Levin (palavra que significa «raio») com carroçaria fastback, equipado com um motor de 1,6 litros com duplo comando de válvulas no cabeçote e 115cv.

Entre as características mais notáveis contavam-se um sistema de suspensão revisto, novos grupos motopropulsores e bancos dianteiros com encosto alto e apoios de cabeça integrados. Este foi o primeiro Corolla a ser oferecido com rádio estéreo AM/FM, ar condicionado, lava-vidros e fechos de segurança para crianças nas portas traseiras. Também vinha equipado com um depósito de combustível maior, de 45 litros, para tornar as viagens mais longas mais convenientes.

Esta geração foi um enorme sucesso, com 2,4 milhões de unidades fabricadas.

1ª Produção na Europa pela mão da Salvador Caetano
Em 1971 sai, da fábrica de Ovar, a 1ª unidade produzida na Europa. Que em 10 anos de produção nacional acumularia 52.760 unidades. Um dado curioso é que o melhor ano de sempre de vendas foi o ano de 1974, com um total de 10.699 unidades Corolla vendidas nesse ano.

Terceira geração: 1974 – 1979
Com o Corolla agora firmemente estabelecido no centro do mercado e a atingir vendas anuais para exportação de mais de 300.000 unidades, a intenção da Toyota era oferecer “o definitivo carro familiar” com a terceira geração. Maiores níveis de segurança e conforto eram as prioridades. Novas regulamentações sobre emissões exigiram o desenvolvimento de novos motores, tendo a Toyota criado um catalisador de escape para o “Toyota Total Clean System”.

Este foi o primeiro Corolla a ser concebido com base em testes em túnel de vento, o que resultou numa carroçaria mais aerodinâmica e angular.

A escolha dos clientes era maior do que nunca, com a adição de um coupé sem pilares e a disponibilidade de versões com teto rígido e semi-fastback na gama intermédia, em vez de ficarem reservadas aos modelos de topo de gama. Um novo Liftback combinava a versatilidade multifuncional com um caráter desportivo.

O habitáculo era mais silencioso, graças a melhorias no ruído e na vibração, e apresentavam comandos centralizados e painéis de instrumentos almofadados. Este foi também o primeiro Corolla a ser concebido com características de segurança passiva, incluindo uma carroçaria que absorve o impacto, zonas de deformação e cintos de segurança com bloqueio de emergência.

A produção da terceira geração ultrapassou os 3,75 milhões de unidades.

Quarta geração: 1979 – 1983
Na viragem da década, a procura do mercado era por modelos mais sofisticados, mas com uma melhor economia de combustível como prioridade, na sequência de uma crise petrolífera internacional. A Toyota respondeu com um Corolla de quarta geração que apresentava avanços em todas as áreas, em particular na condução e nos sistemas de propulsão.

Este foi o primeiro Corolla a incluir direção de cremalheira e pinhão e a substituir as molas de lâmina traseiras por um novo sistema multibraço com molas helicoidais. Foi também o primeiro a adotar um motor a gasóleo, uma unidade de 1,8 litros com elevada eficiência térmica e economia de combustível, que se juntou à gama em 1982. Em termos de estilo, o novo modelo destacava-se pelas suas linhas elegantes, pelo capot inclinado e pela traseira elevada. No habitáculo, foram utilizados materiais de maior qualidade e a comodidade foi melhorada com a introdução de bancos traseiros rebatíveis separadamente nas versões coupé e liftback.

Quinta geração: 1983 – 1987
Lançada em maio de 1983, a quinta geração visava uma geração mais jovem de condutores e representou a mudança de modelo mais abrangente da história do Corolla. Pela primeira vez, a Toyota utilizou técnicas informáticas para conceber o exterior e desenvolver os sistemas de propulsão e de controlo.

Pela primeira vez, o Corolla estava disponível com tração dianteira, o que permitiu otimizar o espaço e o conforto no habitáculo. As versões com tração traseira mantiveram-se na gama para quem procurava uma condução mais desportiva. O habitáculo foi concebido para acomodar cinco adultos com conforto, com espaço ganho ao baixar o piso, deslocar o volante para a frente e instalar uma janela traseira mais vertical. Estava disponível direção assistida, juntamente com fecho centralizado, vidros elétricos e teto de abrir.

A quinta geração incluiu o lendário coupé AE86, o último Corolla com motor à frente e tração traseira – mais detalhes num capítulo dedicado abaixo.

Sexta geração: 1987 – 1991
À medida que os clientes procuravam uma qualidade cada vez maior, a sexta geração do Corolla propôs-se a superar as expectativas mais do que qualquer geração anterior. Todos os aspetos do carro foram redesenhados para elevar os padrões de luxo, conforto e qualidade. Os elementos-chave foram uma variedade de estilos de carroçaria com personalidade, para se adequarem a diferentes perfis de clientes; um desempenho que proporciona prazer ao conduzir; e uma qualidade que cativa todos os sentidos.

Externamente, o tema do design era “largo e baixo”, com as linhas retas das gerações anteriores substituídas por um visual mais arredondado. No interior, o veludo agradável ao toque e o material dos estofos espessos elevaram o nível de conforto, enquanto a ergonomia foi tida em conta na definição da forma, localização e sensação de manuseamento dos comandos.

A otimização digital da carroçaria reduziu o ruído e a vibração, enquanto o sistema de ventilação regulava tanto a qualidade do ar no habitáculo como a temperatura. Entre as novas funcionalidades contavam-se um volante com inclinação ajustável, cintos de segurança ajustáveis em altura e apoio lombar no banco do condutor. Uma gama extensa abrangia desde sedans, um coupé e hatchbacks até uma carrinha e um furgão. Todos tinham tração dianteira, e surgiram as primeiras versões de tração às quatro rodas. A escolha de motores era inigualável – seis a gasolina e um a gasóleo, com uma gama de potências entre 64 e 145cv.

Sétima geração: 1992 – 1995
A Toyota procurou consolidar os pontos fortes do Corolla com um modelo da sétima geração que beneficiou de melhorias em todos os aspetos. Era maior, mais rápido, mais seguro e mais silencioso do que os seus antecessores e foi o primeiro a ser influenciado pelas qualidades de prestígio da Lexus, a marca de luxo da Toyota que tinha sido lançada em 1989.

Pela primeira vez, as equipas de desenvolvimento da suspensão e do sistema de propulsão foram integradas e realizaram-se testes específicos em pista para alcançar um comportamento dinâmico ao estilo europeu. A carroçaria era mais curvilínea do que nunca, com o design da berlina inspirado na limusina Lexus LS 400. A carroçaria utilizava menos painéis, com menos soldaduras e folgas mais reduzidas, enquanto o interior oferecia mais espaço em todas as zonas e um aspeto harmonioso. A suspensão foi reformulada para ter em conta as dimensões maiores do carro, e o diâmetro das rodas foi aumentado para 14 polegadas. A partir de setembro de 1994, o airbag do condutor passou a ser equipamento de série, à medida que a Toyota procurava garantir maiores níveis de segurança.

Oitava geração: 1995 – 2000
A Toyota fez uma mudança estratégica com o carro da oitava geração, deixando de o desenvolver como um modelo global para passar a produzir versões concebidas especificamente para o mercado europeu, com contributo direto das equipas de design europeias. Isto também marcou o início da produção local em grande escala do Corolla na Europa, no Reino Unido e na Turquia (mais detalhes no capítulo abaixo).

O desenvolvimento do modelo foi influenciado pelas crescentes preocupações ambientais e pela necessidade de reduzir o peso e alcançar níveis mais elevados de eficiência em termos de consumo de combustível e emissões. A redução de peso foi facilitada pela introdução de aço de alta resistência, mas leve, na estrutura do carro. Os custos de manutenção foram outro fator-chave, pelo que a Toyota tornou o carro mais simples de manter e reparar. Este foi o primeiro Corolla a disponibilizar a navegação por satélite como opção.

Nona geração: 2000 – 2006
Com a nona geração do Corolla, a Toyota marcou uma rutura com o passado, criando um carro que estabelecia novos padrões para o novo milénio. A Europa era um mercado-alvo e o design exterior do carro foi desenvolvido lá, com um tema de design «jovem e refinado». Os elementos-chave incluíam uma nova plataforma e a integração perfeita dos vidros, pilares e teto para criar um aspeto premium que fosse também aerodinamicamente eficiente. Entre os detalhes de qualidade destacavam-se os instrumentos Optitron, tal como utilizados nos modelos Lexus.

A gama europeia incluía hatchbacks de três e cinco portas fabricados no Reino Unido e um sedan e um monovolume – o Corolla Verso – fabricados na Turquia. Foram produzidas nove motorizações, incluindo um motor diesel D-4D common rail e um motor a gasolina VVT-i de 1,8 litros no hatchback desportivo, o T Sport.

Décima geração: 2007 – 2012
O modelo da 10.ª geração recebeu nomes diferentes em mercados distintos: embora fosse conhecido como Corolla em algumas partes do mundo, foi lançado no Japão e na Europa como o Auris, em versões hatchback de três e cinco portas (o sedan continuou a chamar-se Corolla).

A Toyota criou o que chamou de design “de dentro para fora”, no qual se deu prioridade ao espaço interior. A gama inicial de motores incluía unidades de 1,4 e 1,6 litros VVT-i, enquanto o modelo topo de gama era equipado com um motor diesel D-4D de 2,2 litros e utilizava um sistema de suspensão traseira multibraço feito à medida. Os níveis de segurança eram mais elevados do que nunca, incluindo a introdução de um airbag para os joelhos do condutor. Ar condicionado, bancos traseiros reclináveis e uma nova direção assistida elétrica faziam parte do equipamento de série. Os clientes podiam optar por uma nova transmissão multimodo em certas versões, com seleção manual das mudanças através de patilhas no volante.

Em 2010, a Toyota lançou o Auris Hybrid hatchback, o primeiro modelo híbrido a ser produzido em série fora do Japão. Fabricado pela Toyota Motor Manufacturing UK, introduziu o sistema de propulsão silencioso, refinado e altamente eficiente da Toyota no coração do mercado automóvel europeu e estabeleceu o modelo a seguir para a implementação da propulsão híbrida em toda a gama de modelos da Toyota.

11.ª geração: 2013 – 2018
A marca Auris continuou com a 11.ªgeração, mas o modelo sofreu uma reformulação completa. O desenvolvimento centrou-se em aperfeiçoar a dinâmica de condução através de uma melhor gestão do peso e afinação do chassis, criando um carro que proporcionava uma resposta mais gratificante ao condutor. Concebida principalmente na Europa para os clientes europeus, a nova gama incluiu uma carrinha – a Touring Sports – pela primeira vez desde a oitava geração do Corolla.

As opções de motorização incluíam o híbrido completo, o diesel e a gasolina. Mais uma vez, a economia de combustível e o desempenho em termos de emissões foram melhorados através do ajuste do motor, da redução de peso e de melhorias aerodinâmicas. O novo híbrido alcançou valores deCO₂ líderes na sua classe, de apenas 87 g/km. O Auris também chegou aos EUA, onde foi comercializado como Scion iM (mais tarde, Corolla M) e recebeu um perfil desportivo marcante, com suspensão rebaixada e um kit de carroçaria completo.

12.ª geração: 2019 até hoje
A marca Corolla foi recuperada na Europa para a 12.ªgeração, com os modelos hatchback, Touring Sports e sedan a continuarem a ser produzidos no Reino Unido e na Turquia. Construído com base na plataforma C da Toyota New Global Architecture (TNGA), o Corolla beneficiou de um centro de gravidade mais baixo e de uma maior rigidez da carroçaria, melhorando significativamente a agilidade de condução, a capacidade de resposta e o conforto de condução. Também introduziu uma nova estratégia híbrida dupla, dando aos clientes dos modelos hatchback e Touring Sports a opção de escolher entre sistemas de 1,8 e 2,0 litros, de acordo com as suas preferências por uma eficiência ideal ou um desempenho superior. Desde o lançamento, este Corolla foi exclusivamente um modelo híbrido na Europa.

O programa de design criou um visual mais dinâmico para as versões hatchback e Touring Sports, enquanto a berlina apresentava um visual mais prestigiado. Este foi o primeiro Corolla a oferecer a versão de equipamento GR Sport, conferindo ao carro um visual desportivo mais marcante, inspirado na GAZOO Racing, a divisão internacional de desportos motorizados da Toyota, vencedora de vários campeonatos. Desde o lançamento em 2019, a família Corolla europeia cresceu e passou a incluir o SUV Corolla Cross.

O COROLLA AE86: O “DRIVERS CAR” QUE SE TORNOU UM ÍCONE CULTURAL
• Venerado como um carro acessível e extremamente gratificante para o condutor
• Configuração clássica de motor à frente e tração traseira, com um motor de 1,6 litros multiválvulas de altas rotações
• A lenda do «Hachi-Roku» manteve-se viva na cultura popular através da série de anime «Initial D» e da série de manga

Entre as centenas de modelos diferentes do Corolla produzidos nos últimos 60 anos, o AE86 destaca-se como um modelo aclamado por ser um carro excecional para quem gosta de conduzir. Mais do que isso, a sua fama espalhou-se para além do mundo automóvel graças à sua presença nas séries de anime e manga «Initial D», elevando-o ao estatuto de ícone cultural japonês moderno.

O modelo fez parte da quinta geração da série Corolla, entre 1983 e 1987, sendo apresentado nas versões desportivas liftback Levin e Trueno e como um coupé notchback. Na Europa, foi comercializado como Corolla GT e GTi. O design elegante e em forma de cunha do carro, a posição de condução rebaixada e a condução divertida tornaram-no um sucesso de popularidade.

O AE86 tinha a clássica configuração de carro desportivo com motor à frente e tração traseira, pesava menos de 1000 kg e apresentava um equilíbrio ideal de peso entre a dianteira e a traseira. O seu motor de 1,6 litros 4A-GE, de quatro cilindros em linha com duas árvores de cames à cabeça, estava equipado com injeção eletrónica de combustível e desenvolvia uma potência máxima de 130cv e 149 Nm de binário. Esta unidade de altas rotações conseguia acelerar o carro dos 0 aos 100 km/h em cerca de 8,3 segundos, com a aceleração acompanhada por um som estridente do escape. Os travões de disco ventilados com servoassistência garantiam uma potência de travagem adequada à sua velocidade; um diferencial de deslizamento limitado estava disponível como opção.

Como era de esperar, o AE86 revelou-se um carro super competente no desporto motorizado, tanto em ralis como em competições em pista. Também se tornou um modelo icónico no mundo das competições de drifting. A sua reputação foi reforçada pela sua aparição na série «Initial D», de 1995, onde a personagem principal conduzia um AE86 como veículo de entrega de tofu durante o dia e como máquina de drifting à noite.

O significado de AE86 e Hachi-Roku
AE86 é um código da Toyota: o A indica a série do motor e o E86 a versão dentro da oitava geração da série Corolla. No Japão, o carro ficou conhecido simplesmente como «Hachi-Roku» (86), o início de uma referência aos modelos desportivos da Toyota que foi revivida com o lançamento dos coupés GT86 e GR86 mais de três décadas depois.

O AE86 hoje
Reconhecendo a importância e a popularidade duradouras do AE86, a GAZOO Racing fabrica réplicas de peças clássicas para ajudar os proprietários a manter os seus carros na estrada, incluindo eixos de transmissão, diferenciais e blocos de cilindros.

Quarenta anos após o lançamento do modelo original, a GAZOO Racing apresentou transformações técnicas radicais do coupé original no Salão Automóvel de Tóquio de 2023. O Projeto AE86 Carbon Neutral equipou dois coupés com novos sistemas de propulsão: o AE86 H2 Concept com um motor a hidrogénio e o AE86 BEV Concept com um sistema elétrico a bateria e caixa manual, demonstrando como as novas tecnologias de emissão zero podem ser adotadas, mantendo ao mesmo tempo as tradicionais sensações de condução.

DA AUTOESTRADA ÀS ETAPAS DE RALI E ÀS PISTAS DE CORRIDA: O COROLLA NO DESPORTO MOTORIZADO
• Sucesso com títulos em competições de corrida e rali
• O Corolla conquistou para a Toyota o título de construtores do Campeonato Mundial de Ralis de 1999
• A Toyota utiliza o Corolla em corridas de resistência japonesas para testar a nova tecnologia de motores a hidrogénio

Embora não seja definido como um modelo desportivo, o Corolla tem tido sucesso no desporto motorizado a nível mundial, sobretudo com a Toyota Team Europe (TTE), sob a liderança da lenda sueca do rali, Ove Andersson.

Antes da fundação da TTE em 1975, foi um Corolla que conquistou a primeira vitória da Toyota no Campeonato Mundial de Ralis (WRC). Um Corolla de segunda geração, baseado no modelo de estrada 1600 SR, participou e venceu o Press-on-Regardless Rally nos EUA.

Um Corolla inscrito pela TTE começou a ter sucesso em provas locais europeias em 1975, antes de conquistar a primeira vitória da equipa no WRC no Rali dos mil lagos, o precursor do atual Rally da Finlândia. O carro vencedor foi um Corolla Levin de 1,6 litros conduzido por Hannu Mikkola, que se impôs numa disputa renhida com rivais da Ford e da Saab.

As regras internacionais do desporto motorizado não favoreciam o Corolla como uma opção viável para o WRC, pelo que foram os sucessivos modelos Celica que conquistaram a glória. Um ponto de viragem ocorreu em 1997, quando novas regras permitiram que as equipas instalassem motores que não fossem utilizados nas versões de série dos seus carros. Assim, o Corolla AE111 europeu foi equipado com um motor de 2,0 litros e acabou por vencer três provas em 1998 e conquistar o título de construtores do WRC para a Toyota em 1999.

O Corolla também provou a sua qualidade como carro de corrida, competindo em campeonatos nacionais, europeus e mundiais de carros de turismo. De destacar que o Corolla AE86 (GT) venceu duas edições consecutivas do Campeonato Britânico de Carros de Turismo (BTCC) em 1986 e 1987. Um Corolla atual compete no BTCC desde 2019.

Desde 2021, a Toyota e a ROOKIE Racing têm competido com um Corolla Sport movido a hidrogénio na série de corridas de resistência Super Taikyu, no Japão. Esta competição está a ajudar a Toyota a desenvolver uma tecnologia de motor de combustão a hidrogénio, e é capaz de preservar os sons tradicionais, a potência e a experiência de condução dos motores de alto desempenho, com emissões de carbono quase nulas.

UM MODELO CHAVE PARA A TOYOTA NA EUROPA
• Produção em grande escala do Corolla na Europa desde 1994
• A Toyota Motor Manufacturing UK é o centro europeu de produção do Corolla hatchback e do Touring Sports
• Produção do Corolla Sedan pela Toyota Motor Manufacturing Turkey
• Quase 9,5 milhões de Corolla vendidos na Europa até à data

A Europa foi reconhecida como um mercado potencialmente valioso para o Corolla desde a fase inicial de desenvolvimento do carro, e os primeiros modelos foram enviados para a região em abril de 1967. A partir de 1971, o Corolla passou a ser produzido em CKD (complete knock-down) pela Salvador Caetano, a primeira fábrica Toyota na Europa. Durante 10 anos o modelo foi produzido na fábrica de Ovar, que atualmente produz para exportação o Land Cruiser 70.

Ao longo das décadas de 1970 e 1980, foram concebidos e desenvolvidos novos modelos do Corolla para se adaptarem melhor às condições de condução e às preferências do mercado europeu. As exportações cresceram de forma constante à medida que o Corolla evoluía, o que levou ao lançamento da produção europeia em grande escala na Turquia, em 1994, fiel à filosofia da Toyota de fabricar carros localmente nos mercados onde serão vendidos e conduzidos.

O investimento da Toyota na Europa ajudou a impulsionar as vendas do Corolla na região para um total de quase 9,5 milhões até à data – cerca de um em cada seis de todos os modelos Corolla vendidos em todo o mundo.

Hoje, a Toyota Motor Manufacturing UK (TMUK) é o centro europeu de produção do Corolla Hatchback e do Touring Sports. Também fabrica uma versão local adaptada para carrinha – o Corolla Commercial – e o GR Corolla de alto desempenho para exportação para a América do Norte.

A fábrica de automóveis de Burnaston, em Derbyshire, começou a fabricar o Corolla com os modelos liftback e hatchback de três portas da oitava geração a partir de 1998, passando para a nona geração a partir de 2001. A produção do Auris teve início em 2007 e, em 2010, a TMUK teve a distinção de se tornar o primeiro centro europeu da Toyota para a produção de veículos híbridos.

A Toyota Motor Manufacturing Turkey (TMMT) começou a fabricar a sétima geração do Corolla na sua fábrica da em Adapazari, Sakarya, a partir de 1994, e continuou com a produção da oitava e nona gerações (incluindo a carrinha e o Corolla Verso), bem como da 11.ªe da geração atual.

Hoje, a produção do Corolla na TMMT centra-se no Sedan, fabricado a par do Toyota C-HR.

O COROLLA HOJE: EDIÇÕES ESPECIAIS DO 60.º ANIVERSÁRIO
• A Toyota celebra o 60.ºaniversário do Corolla com modelos de edição limitada
• Modelos Hatchback, Touring Sports fabricados na Europa (Em Portugal não haverá a versão Sedan), com elementos de estilo exclusivos, especificações de equipamento de série melhoradas e emblemas comemorativos
• O design dos modelos globais foi criado na Europa, no estúdio de design da Toyota em Bruxelas

Para assinalar o 60.º aniversário do Corolla, a Toyota está a produzir versões de edição especial dos modelos Hatchback, Touring Sports, com elementos de estilo exclusivos, emblemas comemorativos e especificações de equipamento de série melhoradas.

As versões do 60.º aniversário dos modelos Hatchback e Touring Sports, fabricadas no Reino Unido pela Toyota Motor Manufacturing UK, distinguem-se imediatamente dos outros modelos Corolla pela sua exclusiva pintura metálica Novo azul Mineral, apresentada numa versão de dois tons com o tejadilho e os pilares na cor preta Night Sky. O seu estatuto especial também se reflete nas jantes de liga leve de 17 polegadas com 10 raios e novo design, com um acabamento contrastante mate e maquinado e fêmeas de jante cromadas a preto.

O estilo desportivo do Corolla é realçado por novos acabamentos em prateado mate na parte inferior do pára-choques dianteiro e nas soleiras laterais, bem como por ornamentos escurecidos nos faróis de nevoeiro e nos acabamentos dos cantos das portas traseiras e do pára-choques traseiro. O Touring Sports acrescenta um detalhe extra em prateado mate na parte inferior do pára-choques traseiro. Externamente, o toque final é dado pelos elegantes autocolantes do 60.º Aniversário na borda inferior das portas traseiras.

No interior do carro, há elegantes soleiras em prateado mate com o logótipo do 60.º Aniversário e tapetes dianteiros e traseiros em tecido preto com inserções em prateado mate a condizer.

Os clientes têm ainda mais opções de cores de pintura para os modelos do 60.º Aniversário – o acabamento premium “Branco Platina” e o “Cinza Ash” metálico.

O sistema híbrido do Corolla oferece um desempenho caracteristicamente silencioso, suave e altamente eficiente. Os clientes das versões Hatchback e Touring Sports têm à escolha as opções de motorização híbrida de 1,8 e 2,0.

O elevado nível de equipamento da mais recente gama Corolla proporciona, de série, uma experiência de utilização totalmente digital, com um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas e o sistema multimédia Toyota Smart Connect+ com ecrã multimédia de 10,5 polegadas. Nas versões mais equipadas, o pacote multimédia inclui acesso à navegação baseada na nuvem, que te dá acesso a informações de trânsito em tempo real, juntamente com um sistema integrado de planeamento de percursos.

Um pacote abrangente de sistemas de segurança ativa e de assistência à condução Toyota T-Mate também é fornecido de série. Isto inclui funcionalidades do Toyota Safety Sense concebidas para reconhecer e reagir a uma vasta gama de cenários comuns de risco de acidente, alertando o condutor e ajudando-o a evitar ou a mitigar as consequências de um impacto. As funções incluem um Sistema de Pré-Colisão com Prevenção de Colisões em Cruzamentos, Controlo de Velocidade Adaptativo Inteligente, Alerta de Saída da Faixa de Rodagem e Assistência à Manutenção da Faixa de Rodagem, Assistência à Direção de Emergência e Assistência à Identificação de Sinais de Trânsito. As funções de segurança e multimédia novas e melhoradas são disponibilizadas de forma integrada através de atualizações over-the-air.

As novas versões Corolla do 60.º Aniversário ficarão disponíveis no mercado nacional durante o último trimestre de 2026.

TOYOTA COROLLA CONCEPT
• Toyota Corolla Concept revelado no Japan Mobility Show 2025
• Conceito concebido para acomodar várias opções de motorização
• Design orientado pelos temas «Max Vision» e «Max Space»

A história do Corolla vai continuar, com a Toyota a explorar ideias radicais sobre como o modelo poderá evoluir no futuro, com a apresentação do Toyota Corolla Concept no Japan Mobility Show de 2025.

Ao falar na apresentação do conceito, Koji Sato, então presidente da Toyota Motor Corporation, explicou como o Corolla sempre foi a representação perfeita do espírito de fabrico da Toyota centrado nas pessoas – em japonês, o seu «Monozukuri».

Ele disse: «Independentemente do seu aspeto ou tipo de carroçaria, sempre foi o Corolla. É por isso que o Corolla sempre foi “um carro para todos”.»

As ideias-chave que orientaram a criação do conceito foram «max vision» e «max space», o desenvolvimento de um veículo que, apesar de compacto, transmita uma sensação de espaço; altamente arquitetónico, mas acolhedor e caseiro; e minimalista, mas cheio de personalidade, com objetos que criam valor emocional, quase como uma sala de estar ou um pequeno estúdio – refletidas num design exterior marcante, com um para-brisas grande e fortemente inclinado, e num interior espaçoso com um painel de instrumentos baixo.

Enviar Comentário

Scroll to Top

Newsletter

Subscreva a Nossa Newsletter e fique a par de todas as notícias, sobre o desporto motorizado.

Newsletter