Miguel Oliveira regressa ao Estoril com mais público e expectativa de recorde

O regresso do piloto português Miguel Oliveira ao circuito do Estoril, em etapa do Mundial de Superbikes, foi hoje acompanhado com maior assistência do que em anos anteriores e expectativa de recorde nos dias seguintes.

A presença de Oliveira a correr em solo lusitano motivou uma presença maior do que o habitual num primeiro dia de competição, em função de ter lugar a um dia útil, uma sexta-feira, muito embora não tenha ultrapassado as poucas centenas de pessoas, um número que a organização espera ver multiplicado nos próximos dias.

Essa perspetiva foi também partilhada pelo público presente, mais concretamente Vítor Morais, que se mostrou convicto de que as corridas de sábado e domingo registarão uma assistência nunca antes vista no autódromo do Estoril numa competição de Superbikes.

“Com certeza que sim, é o que senti e sentimo-lo todos, pois já hoje, sexta-feira, se sentiu mais gente [comparativamente a anos anteriores]. No ano passado batemos aqui o recorde e acho que este ano ainda vamos superá-lo, porque já se sente mais gente à sexta-feira”, transmitiu o espectador, um dos presentes no ‘Paddock Show’, situado no centro do ‘paddock’ do circuito.

Relativamente ao compatriota Miguel Oliveira, Vítor Morais confessou-se crente de que irá obter “o melhor resultado da temporada” nas três corridas que se irão realizar nos próximos dois dias e antecipou uma tarefa complicada para o piloto luso em função das dificuldades que a BMW tem sentido, mas também evolução na próxima temporada, face ao seu valor.

“Sou um bocadinho suspeito, porque acho que neste momento e para o futuro, quem tem uma Ducati consegue andar na frente. A BMW, se analisarmos desde a sua entrada [nas Superbikes] e até este dia, só conseguiu andar no topo quando lá estava o Toprak [Razgatlioglu, que transitou em 2026 para o MotoGP]. O Miguel tem trazido um bocadinho de ritmo, mas não tem nada a ver”, analisou o adepto, natural da área da Grande Lisboa e ávido seguidor de desporto motorizado.

Vítor Morais confessou-se expectante quanto ao futuro da equipa que Miguel Oliveira, no qual considera fundamental aproximar o nível relativamente à concorrente Ducati, que tem dominado o campeonato e que conta com o já coroado campeão do mundo, o italiano Nicolò Bulega, e o espanhol Iker Lecuona, vice-campeão.

“Acho que se o Miguel estivesse numa Ducati, ele era piloto para andar na frente e disputar sempre os primeiros lugares. Numa BMW tem tudo a ver com a evolução e com o que eles [equipa] vão fazer para o ano, para ‘trancar’ as Ducatis ou não, porque se não as trancarem, não haverá outro campeonato a não ser Ducati. Pela maneira como as coisas estão, os outros podem fazer o que quiserem que não conseguirão”, antecipou, prometendo marcar presença nos dois dias seguintes e na próxima ronda de Portimão, em 2027.

Miguel Oliveira disputa no Estoril a segunda ronda portuguesa da sua temporada de estreia nas Superbikes, depois de ter conseguido em Portimão, em março, três terceiros lugares, naquela que foi a sua melhor jornada do ano.

O português chega à penúltima ronda do campeonato após ter mostrado maior competitividade em Cremona, Itália, onde uma queda na segunda corrida principal, quando era quinto, o impediu de concretizar um resultado entre os primeiros classificados.

No sábado, a qualificação para a Superpole está marcada para as 11:15 e a primeira corrida para as 15:30. No domingo, a corrida Superpole começa às 11:10, seguindo-se a segunda corrida principal às 15:30.

Lusa

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