O grupo Audi registou um lucro líquido de 1.123 milhões de euros no primeiro semestre, menos 16,6% do que no mesmo período de 2025, devido aos direitos aduaneiros norte-americanos e à forte concorrência na China.
O grupo automóvel, que inclui as marcas Audi, Bentley, Lamborghini e Ducati, informou hoje que o resultado operacional subiu, entre janeiro e junho, para 1.122 milhões de euros, um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior.
O volume de negócios diminuiu no mesmo período 10,4%, para 29.177 milhões de euros, devido principalmente a um menor volume de vendas de veículos, especialmente na China e nos Estados Unidos da América (EUA).
Nos EUA as vendas caíram 17% devido aos direitos aduaneiros e à fraca procura de veículos elétricos após a eliminação dos subsídios, enquanto na China a queda foi de 19,3% devido à incerteza macroeconómica, à forte concorrência e ao fim das isenções fiscais.
Em sentido inverso, na Europa, as vendas aumentaram 5,2% nos primeiros seis meses do ano, comparativamente com o mesmo período de 2025.
Ainda assim, as vendas de veículos totalmente elétricos da Audi registaram uma queda de 6,3% no primeiro trimestre.
Tendo em conta a incerteza no Médio Oriente e a concorrência no mercado chinês, o grupo Audi reviu em baixa as previsões de faturação para 2026, que agora se situam entre 58.000 e 63.000 milhões de euros (em comparação com os 63.000 a 68.000 milhões anteriormente estimados).
Além disso, a margem operacional sobre as vendas situa-se agora entre 5% e 7% (relativamente ao intervalo previsto de 6% a 8%).
Lusa
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