O RallySpirit 2026 terminou hoje, encerrando a sua 11.ª edição com a confirmação plena de um percurso de afirmação que faz do evento uma celebração muito própria da história e da cultura dos ralis.
Mais do que uma prova, o RallySpirit voltou a assumir-se como uma experiência emocional, construída sobre a memória, a paixão e a capacidade única de aproximar diferentes gerações em torno de carros, sons, protagonistas e imagens que continuam a ocupar um lugar especial no imaginário dos adeptos.
Promovido pela XRacing e organizado pelo Clube Automóvel de Santo Tirso, o evento reafirmou um dos traços mais distintivos da sua identidade: a capacidade de proporcionar ao público uma verdadeira viagem no tempo, evocando os ralis de outros tempos e, ao mesmo tempo, a herança viva de diferentes épocas da modalidade. Essa ligação afetiva, profundamente enraizada na cultura do desporto automóvel, continua a ser uma das razões centrais da força e da singularidade do RallySpirit.
Ao longo de três dias, o Norte do país voltou a ser palco de uma celebração intensa, vivida num ambiente particularmente caloroso, espontâneo e cativante. Essa atmosfera de grande proximidade entre público, equipas e convidados ajudou a tornar a edição de 2026 especialmente marcante e reforçou um modelo de evento onde a emoção se vive tanto na estrada como fora dela.
A presença de Stig Blomqvist e Nicky Grist conferiu a esta edição um brilho ainda mais especial, sublinhando a crescente capacidade do RallySpirit para reunir nomes vocação além-fronteiras voltou, de resto, a afirmar-se como uma das marcas fortes do evento.
Com mais de 100 equipas, cerca de metade estrangeiras, o RallySpirit confirmou o crescimento da sua projeção internacional e a notoriedade crescente no contexto europeu dos Rally Legends e do Slowly Sideways Europe, no qual tem vindo a consolidar o seu espaço maiores da história dos ralis e reforçando o peso internacional desta 11.ª edição.
O parque automóvel do RallySpirit 2026 voltou a colocar o evento num plano de exceção, com destaque para o raríssimo Ford RS200 S, único protótipo de Grupo S desenvolvido pela Ford e uma peça mítica da história dos ralis. A seu lado marcaram presença alguns dos mais impressionantes “Super” Grupo B, como o Audi Sport Quattro S1 E2, o MG Metro 6R4, o Renault 5 Turbo e Maxi Turbo e o Toyota Celica Turbo, bem como referências incontornáveis do Grupo A, entre elas o Lancia Delta Integrale, o BMW M3, o Volkswagen Golf GTI 16V Safari e vários exemplares do icónico Subaru Impreza, cuja forte presença deu expressão especial à homenagem prestada à marca nipónica nesta edição de 2026.
O percurso desta edição voltou também a ser um dos elementos marcantes da prova. A partida simbólica no Porto, rodeada por muito público, ofereceu desde logo uma imagem forte do entusiasmo em torno do evento.
Depois, o RallySpirit levou a sua caravana a diferentes pontos do território, passando por Santo Tirso, Vila Verde, Esposende e por classificativas com enquadramentos naturais de grande beleza, como as de Terras de Bouro, que deram ao rali uma moldura particularmente expressiva. Mas foi Barcelos que voltou a afirmar-se como o verdadeiro coração do evento, acolhendo-o com enorme entusiasmo e tornando-se, uma vez mais, no centro emocional e operacional do RallySpirit.
No final de mais uma edição memorável, o RallySpirit volta a afirmar-se como muito mais do que um desfile de máquinas lendárias ou um encontro de nomes ilustres. O que o torna verdadeiramente especial é a forma como transforma a paixão pelos ralis numa experiência partilhada, autêntica e intemporal, onde o passado continua a emocionar o presente e onde cada edição reforça a promessa de futuro.
