A Renault Espanha decidiu suspender a atribuição de novos veículos às suas fábricas no país, após não ter chegado a acordo com os sindicados, e colocou em cima da mesa uma nova proposta, eliminando algumas melhorias.
A empresa teve hoje a 10.º reunião de negociação com os sindicatos sobre o acordo coletivo 2026-2028, mas as duas partes não chegaram a um consenso.
Sem um acordo com os sindicatos, a administração da Renault Espanha anunciou, em comunicado, que “é obrigada a suspender a atribuição de veículos a Espanha, abrindo a possibilidade a outras localidades dentro da rede industrial global”.
A empresa disse ter apresentado aos sindicatos a “última oferta possível”, com melhorias salariais ligadas ao Índice de Preços do Consumidor (IPC), por três anos, com um adicional de 1% em 2026.
Segundo a Renault, esta proposta incluía também a reformulação do prémio de desempenho, um aumento de 15% na taxa de horas extraordinárias, um aumento no bónus de flexibilidade e um investimento anual mínimo de 300.000 euros para melhorar as condições nas fábricas e reforçar o apoio à saúde mental.
Na reunião de hoje foi ainda discutida a atribuição efetiva de três novos veículos à fábrica de Palência, em Espanha, e a continuidade da atribuição de dois veículos híbridos à fábrica de Valladolid.
Como não foi possível alcançar um acordo, a empresa apresentou uma nova proposta negocial, com condições menos favoráveis.
A nova proposta elimina a alocação de novos modelos e reduz as melhorias económicas, apesar de manter os aumentos ligados exclusivamente ao IPC.
Lusa
Créditos Foto: Renault
