Rali de Portugal: Ogier tenta alargar recorde

O britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris) chega à 59.ª edição do Rali de Portugal, sexta ronda do Campeonato do Mundo (WRC), na liderança do Mundial, mas o principal favorito à vitória é o francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris).

O piloto francês é o atual recordista de triunfos (sete) em Portugal, mais dois do que o finlandês Markku Allen, e vem de uma vitória no Rali das Canárias, há duas semanas, além de ser o vigente campeão do mundo.

Um título conquistado em 2025, o nono da sua carreira (igualando o compatriota Sébastien Loeb), apesar de ter participado no campeonato a tempo parcial.

“Foi uma sensação fantástica vencer nas Canárias e um resultado desses traz sempre um pouco mais de confiança para o rali seguinte. Portugal tem sido um lugar especial na minha carreira e é sempre um rali de que gosto muito. Os adeptos criam um ambiente muito agradável e será um prazer regressar”, antevê Ogier.

O piloto francês sublinha que vai tentar alargar o recorde de triunfos na prova lusa.

“Temos tido um excelente historial neste evento e o objetivo será, naturalmente, tentar continuar a série de vitórias que alcançámos. A nossa posição na estrada poderá ser benéfica, mas este é um rali em que nunca se pode ter certezas quanto às condições, até porque já enfrentámos chuva intensa anteriormente”, sublinhou.

O primeiro em pista será Elfyn Evans, que já venceu em Portugal em 2021.

“Normalmente, esta é uma prova em que a posição na estrada tem influência, mas já abrimos a estrada em Portugal por várias vezes nos últimos anos, por isso é algo a que estamos habituados e para o qual estamos preparados”, frisou.

O campeonato de 2026 tem sido dominado pela Toyota, mesmo com a saída do finlandês Kalle Rovanperä, campeão em 2022 e 2023, que rumou ao campeonato japonês de monolugares.

O bicampeão foi substituído pelo sueco Oliver Solberg (Toyota Yaris), que deslumbrou logo na prova de abertura, no Mónaco.

No entanto, já cometeu erros que o afastaram da vitória no Quénia e nas Canárias.

“É uma grande prova, com um ambiente fantástico e adeptos muito apaixonados, por isso, é sempre um rali que aguardo com entusiasmo. Tivemos uma excelente prestação no ano passado com o Rally2, mas esta será a primeira vez que faço um rali europeu de terra tão duro com este carro Rally1”, frisou Solberg.

O japonês Takamoto Katsuta tem sido, habitualmente, um dos animadores da prova portuguesa. Este ano chega com a confiança de ter conquistado já duas vitórias no Campeonato do Mundo, as primeiras da carreira, no Quénia e na Croácia.

“Portugal é um rali de que gosto muito: o ambiente é sempre incrível, as classificativas adaptam-se bastante bem ao meu estilo e já alcançámos bons resultados lá no passado. Este ano, acredito que também vai ser uma prova muito dura”, apontou.

A fechar a armada da Toyota está o finlandês Sami Pajari, que tem feito provas consistentes ao longo do ano.

A Hyundai e a Ford têm tido muitas dificuldades para fazer frente à marca nipónica. À marca norte-americana tem faltado investimento na estrutura semi-oficial, gerida por Malcolm Wilson.

Os irlandeses Jon Armstrong e Joshua MCerlean terão a companhia de Martin Sesks aos comandos do Ford Puma da M-Sport.

Quanto à Hyundai, continua a ter no belga Thierry Neuville, campeão em 2024, o chefe de fila. Mas o piloto belga enfrenta uma crise de confiança, agudizada pelo despiste no último troço do Rali da Croácia, quando liderava com mais de um minuto de vantagem.

“É uma prova difícil. O mais complicado é gerir as diferenças nos perfis das classificativas ao longo dos três ou quatro dias. Há troços mais abrasivos e duros, mas também outros mais suaves e arenosos. Este ano, haverá uma combinação completa de ambos em todos os dias, algo novo neste traçado”, frisou.

A edição deste ano estende-se por mais um dia do que o habitual. O shakedown, o troço que serve de teste aos pilotos para as últimas afinações, foi antecipado para quarta-feira.

Para dar resposta às novas orientações da Federação Internacional do Automóvel (FIA) sobre a quilometragem total de um dia de competição, foram integradas duas especiais no dia de quinta-feira (Sever e Albergaria), às quais se junta à já tradicional superespecial da Figueira da Foz.

Na sexta-feira, a prova mantém-se pelo centro do país, com classificativas em Mortágua, Lousã, Góis e Arganil.

O dia de sábado marca o regresso ao norte, com os troços de Felgueiras, Cabeceiras de Basto, Amarante e Paredes (antecipado de domingo para sábado), com o dia a fechar com a tradicional superespecial de Lousada.

Para domingo, estão reservadas duplas passagens por Vieira do Minho e Fafe, este a servir de ‘power stage’ final.

Lusa

Créditos Foto : WRC

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