O grupo francês Renault registou um volume de negócios de 12.530 milhões de euros no primeiro trimestre, um aumento homólogo absoluto de 7,3% apesar dos problemas de produção na fábrica em Marrocos, anunciou hoje o grupo.
As vendas totais da Renault a nível mundial diminuíram 3,3%, para 546.183 unidades, devido à queda de 16,3% da Dacia, que ficou em 145.333 veículos.
As matrículas da marca Renault registaram um aumento de 2,2%, para 397.602 veículos, graças ao bom desempenho dos veículos elétricos e híbridos no mercado europeu.
Na Europa, as vendas de automóveis da marca aumentaram 3,8%, para 255.200.
As vendas de veículos elétricos de todas as marcas do fabricante registaram um aumento de 20,9% e representaram 17% do total no primeiro trimestre, enquanto as vendas de híbridos representaram 35,3%, mais 5,1 pontos percentuais do que entre janeiro e março de 2025.
A empresa justificou o resultado com as más condições meteorológicas em janeiro no estreito de Gibraltar que causaram uma perda de produção de “vários milhares de unidades” na fábrica de Tânger.
As tempestades que assolaram o estreito de Gibraltar em janeiro impediram, durante cerca de dez dias, a circulação de navios entre a Europa e o porto de Tânger.
Além disso, as instalações da Renault naquela localidade sofreram inundações que impediram a atividade durante vários dias.
Às falhas no abastecimento devido ao encerramento do estreito, juntou-se a impossibilidade de fabricar os modelos da Dacia, montados nessa fábrica. Também deixou de se fabricar em Tânger peças para outros veículos que são montados na fábrica que a Renault possui em Pitesti, na Roménia.
O grupo francês espera recuperar o tempo perdido com a produção no segundo trimestre e sublinhou que não há problemas com as encomendas, que representam dois meses de vendas futuras.
O diretor financeiro do grupo francês, Duncan Minto, salientou que, neste primeiro trimestre, “apesar de um início de ano difícil em termos de matrículas devido a fatores não recorrentes para a Dacia”, o grupo beneficiou de uma forte dinâmica em todas as marcas.
O diretor financeiro confirmou as perspetivas financeiras da empresa para o conjunto do ano, em que a empresa espera uma margem operacional em torno dos 5,5%, superior no segundo semestre.
Lusa
Créditos Foto : Renault
