Pequim afirmou hoje que exige às empresas chinesas o cumprimento da lei, após acusações contra a BYD no Brasil por alegadas condições laborais análogas à escravatura, sublinhando que as companhias devem operar segundo a legislação vigente.
Questionada sobre a inclusão da empresa numa “lista suja” elaborada pelas autoridades brasileiras após uma inspeção laboral num dos seus projetos, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Mao Ning indicou que o Governo chinês “atribui grande importância à proteção dos direitos e interesses legítimos dos trabalhadores” e reiterou que exige às empresas chinesas no estrangeiro o cumprimento da legislação em vigor.
Segundo órgãos de comunicação brasileiros, a decisão surge na sequência de uma investigação à construção de uma fábrica da BYD no estado da Baía, onde trabalhadores terão sido sujeitos a jornadas prolongadas, retenção de salários e condições de alojamento inadequadas.
As autoridades brasileiras incluíram a BYD, maior fabricante mundial de veículos elétricos, na chamada “lista suja” de trabalho escravo, um registo oficial destinado a expor infrações laborais e que pode limitar o acesso a financiamento.
O caso remonta a uma inspeção realizada em 2024, na qual foram resgatados mais de uma centena de trabalhadores ligados a uma empresa subcontratada, num contexto em que o Ministério Público do Trabalho mantém ações judiciais contra a BYD e outras empresas envolvidas por alegadas irregularidades laborais.
Lusa
Créditos Foto : BYD
