Škoda Auto deixa China face ao crescimento das marcas locais de veículos elétricos

A construtora automóvel checa Škoda Auto, do grupo Volkswagen, vai abandonar o mercado chinês a partir de meados do ano, face à transição para veículos elétricos, que alterou significativamente as condições para marcas estrangeiras.

“A Škoda Auto realizou uma revisão detalhada da sua estratégia futura de internacionalização, da posição da sua marca na China e da possível evolução das suas atividades na região. Com base nesta análise, a Škoda decidiu reforçar a presença da sua marca, em particular na Índia e no Sudeste Asiático”, indicou a empresa num comunicado.

A empresa, com sede em Mladá Boleslav, vai assim “continuar a vender modelos Škoda no mercado chinês em colaboração com um parceiro regional até meados de 2026”. Depois disso, continuará a assegurar serviços pós-venda para os seus veículos “em conformidade com os requisitos legais do mercado chinês”, acrescentou.

A Škoda, uma das fabricantes automóveis mais antigas da Europa, entrou no mercado chinês em 2005 através de uma empresa conjunta com a estatal SAIC Motor, parceira da Volkswagen, tendo lançado em 2007 o seu primeiro modelo produzido localmente, o Octavia.

Em 2018, a China tornou-se o principal mercado da marca, com cerca de 341.000 veículos vendidos e mais de 500 concessionários, mas as vendas caíram para pouco mais de 15.000 unidades no ano passado, apesar de descontos agressivos no contexto da guerra de preços no setor, segundo a imprensa local.

Esta quebra alimentou, nos últimos anos, rumores sobre a saída da marca do país. Em 2022, o diretor executivo da empresa, Klaus Zellmer, afirmou que a concorrência no mercado chinês era “demasiado intensa”.

A eletrificação do parque automóvel chinês, aliada a incentivos tanto para fabricantes locais, como a BYD ou a Geely, como para consumidores, impulsionou o rápido crescimento das marcas nacionais, em detrimento das estrangeiras, que anteriormente tinham feito deste mercado uma aposta estratégica.

A saída da Škoda da China ocorre menos de um ano após a japonesa Mitsubishi Motors ter posto fim a 40 anos de presença no país.

Lusa

Créditos Foto : Škoda

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