- Ferreira ganha etapa e Loeb continua líder
- Schareina não se perdeu na etapa e venceu
A quarta etapa marcou o regresso a Portugal. As equipas saíram de Badajoz rumo a Loulé, com um exigente setor seletivo de 317 quilómetros a determinar mexidas na classificação. João Ferreira e Filipe Palmeiro (Toyota) foram os grandes vencedores do dia. A dupla portuguesa subiu ao terceiro lugar da geral do bp Ultimate Rally-Raid Portugal. Em segundo na etapa, a 18 segundos do português, Sébastian Loeb e Edouard Boulanger (Dacia) cimentaram a liderança, enquanto Guy Botterill e Oriol Mena (Toyota) chegaram em terceiro, a 1m18, depois de terem comandado grande parte do setor seletivo. Nas motos, o vencedor foi Tosha Schareina (Honda), com Daniel Sanders (KTM) a manter a liderança na geral e o português Bruno Santos (Husqvarna) a perder posições depois de uma queda o ter deixado sem aparelho de navegação.
No final do setor seletivo, Ferreira mostrava-se contente com a prestação, mas sem certezas quanto ao desfecho: “ganhámos a etapa e pontuámos para o campeonato. A prova só acaba amanhã e não sei como ficamos na geral. Ainda temos a etapa no Algarve, por isso vamos ver”, rematava. Em relação ao último dia de corrida, Ferreira prometeu atacar: “já corremos na zona de amanhã, mas não sei em que tipo de pistas nos vão meter. Vamos tentar atacar e levar pontos da etapa”, concluía.
Por seu lado, o líder da geral, Sébastian Loeb, mostrava-se igualmente satisfeito com a sua prestação: “foi difícil, com muita lama nas pistas e muita água, mas tive uma etapa muito boa. Tentei forçar o andamento e fazer o melhor possível. Como não tenho os tempos, não sei onde anda o Quintero, mas vamos ver”, rematava o gaulês.
Alexandre Pinto e Bernardo Oliveira (Taurus) conquistaram mais uma etapa na categoria Challenger – ficando em oitavo à geral – à frente de Charles Munster/Xavier Panseri (KTM) e dos colegas de equipa Pedro Gonçalves e Hugo Magalhães (Taurus). Em SSV, Luís Cidade e Valter Cardoso (Can-Am) invocaram o ditado popular de que não há duas sem três e ganharam a sua terceira etapa no bp Ultimate Rally-Raid Portugal. A dupla lusa liderou a armada nacional que continua a dominar a categoria. Desta feita, foram seguidos por João Monteiro e Nuno Morais (CAN-AM) e por Miguel Barbosa e Joel Lutas (Polaris), que sobem ao primeiro lugar da categoria. Quem teve um dia para esquecer foi Luís Portela Morais e David Megre (Polaris) que foram forçados a abandonar quando estavam na frente da classificação por problemas elétricos no seu carro.
Em Stock, a dupla Sara Price/Sean Berriman (Defender) repetiu a vitória, enquanto Stéphane Peterhansel e Michael Metge (Defender) mantêm a liderança apesar de ter cedido mais de três minutos para Rokas Baciuska (Defender) que é segundo.
Navegação “trama” principais candidatos
Nas motos, Adrien Van Beveren (Honda) e de Edgar Canet (KTM) tiveram dificuldades na navegação e atrasaram-se. Bruno Santos (Husqvarna) não evitou uma queda ao quilómetro 61 – que o fez perder o aparelho de navegação da moto – e também ficou arredado pela vitória da etapa.
Sem perder o azimute, Tosha Schareina (Honda) começou o dia ao ataque. O espanhol cortou a diferença para Daniel Sanders (KTM), que no final do setor cronometrado perdeu 1m29 para o espanhol, mas manteve a liderança à geral. Van Beveren foi o melhor dos azarados e chegou ao final com uma diferença de “apenas” 2m13 para o vencedor do dia.
Após a chegada ao controlo de tempo, Sanders lamentou o tempo perdido: “foi mais um dia molhado. No final cometi erros, perdi alguns waypoints e tive de voltar para trás para os encontrar. Perdi algum tempo o que certamente foi aproveitado pelo Tosha [Schareina], por isso tive de puxar nos últimos 100 [km], para ver se não me atrasava mais”, rematou. Na antevisão para o derradeiro dia, Sanders estava algo aliviado de não ser o primeiro nas pistas: “é bom não ter de abrir a pista, numa área nova para mim. Com a chuva é mais fácil ver as linhas e perceber se quem vai à frente está ou não a perder tração. Isso ajuda a perceber a velocidade a levar nas curvas e aumenta a confiança. Vou fazer um grande esforço amanhã e estou bastante entusiasmado. Tenho a certeza que vai ser até ao último quilómetro e estou pronto”, afirmou o dorsal número um.
Ao vencer pela segunda vez nesta edição, Tosha Schareina explicou, no final, o seu plano: “hoje era dia de atacar, e não foi fácil. Eu abri a pista que escorregava muito. O meu objetivo era ganhar o máximo tempo possível. Consegui quase um minuto e meio. Amanhã será sempre a fundo e depois vamos ver o que acontece”, afirmou o piloto da Honda.
O resultado de hoje praticamente arreda Santos do pódio da geral, mas ainda é suficiente para o manter na liderança da Rally2, à frente de Martim Ventura (Honda) – que venceu a etapa – e Neels Theric (Kove). Na categoria Rally3, Gonçalo Amaral (Honda) foi o vencedor do dia, à frente de Murun Purevdorj (KTM) e do irmão, Salvador Amaral (Honda). Já nos Quad, Adomas Gancierius (CFMoto) venceu a etapa e consolidou a liderança.
Derradeira etapa no Algarve promete ser disputada
A etapa de 101 quilómetros, a disputar no Algarve, promete pistas desafiantes e mexidas na classificação. O público terá várias zonas espetáculo, nas quais será possível assistir ao vivo a toda a ação. A primeira moto vai para a pista às 7h30 e o primeiro carro às 9h55. A chegada ao final do derradeiro setor seletivo está prevista para as 12h00 para as motos e para as 13h50 para os carros. Concluída a vertente competitiva do bp Ultimate Rally-Raid Portugal, realiza-se a cerimónia de pódio, na Marina de Vilamoura, a partir das 13 horas.
