LAMBORGHINI MIURA: O PRIMEIRO SUPERDESPORTIVO DA HISTÓRIA

Automobili Lamborghini comemora um aniversário extraordinário: 60 anos do Lamborghini Miura

Quando a Lamborghini apresentou o Miura, no Salão Automóvel de Genebra, a 10 de março de 1966, a empresa fez muito mais do que desvendar um novo automóvel. Redefiniu o que poderia ser um veículo de estrada de altas prestações. O Miura contava com um motor V12 montado transversalmente atrás do condutor, uma disposição inspirada na conceção dos veículos de competição. Tratava-se de una arquitetura radical, que rompia com a tradição dos GT. O Miura oferecia prestações que, para a época, pareciam surreais. A forma do automóvel, criada pela lendária empresa de design Bertone, tornou-se, imediatamente, num ícone, e assim se mantém até hoje.

O Miura não era, simplesmente, mais um Lamborghini; era uma declaração de intenções da, então, jovem empresa. Lançado apenas três anos após a fundação da Automobili Lamborghini, o Miura foi o terceiro modelo a ser revelado, e estabeleceu valores fundamentais da marca que perduraram durante décadas. Coragem acima das convenções; inovação sem concessões; design e engenharia levados ao limite.

Com o Miura, a Lamborghini criou um segmento de veículos completamente novo, e deu origem ao superdesportivo moderno com motor central. Seis décadas depois da sua estreia, o Miura continua a ser, hoje, um ícone do radicalismo técnico, da engenharia visionaria, e do design intemporal. A sua história é marcada pela ambição de uma marca jovem, e pela audácia da engenharia.

O, agora lendário, motor debitava, na sua derradeira versão, uma impressionante potência de até 380 cv, capaz de levar o Miura até uma velocidade máxima de 290 km/h, dele fazendo, efetivamente, o automóvel de produção em série mais rápido do mundo. A história do Miura tem um impacto cultural que vai muito para além do mundo automóvel, do cinema à música, do desporto motorizado à cultura pop.

Em 2026, a Automobili Lamborghini celebra este extraordinário ícone, revisitando as suas origens, a sua evolução, e as características que fizeram do Miura o primeiro verdadeiro superdesportivo da história. Uma viagem pela génese, pelo design, pela performance, e pelo legado, e um tributo ao automóvel que transformou sonhos em realidade, e escreveu o primeiro capítulo da lenda da Lamborghini. Ao longo do ano, a Automobili Lamborghini também levará a cabo uma série de celebrações em todo o mundo, incluindo um Lamborghini Polo Storico Tour, organizado pelo departamento Heritage da marca, e exclusivamente dedicado ao Miura, que terá lugar de 6 a 10 de maio, no norte de Itália.

“O Lamborghini Miura, para mim, não é, seguramente, um automóvel de sonho apenas pelas suas prestações, pelo seu design, ou pelo seu estatuo de objeto de culto”, afirma Stephan Winkelmann, presidente e CEO de Automobili Lamborghini S.p.A. “O Miura fez mais do que introduzir um novo modelo – mudou o curso da história do automóvel. Com a sua arquitetura revolucionária, o seu design de tirar a respiração, e a sua performance sem compromissos, definiu o próprio conceito de superdesportivo, e colocou a Lamborghini na senda da inovação destemida. O Miura encarna o nosso ADN: audaz, visionário, e sempre à frente do seu tempo. Ao comemorarmos este aniversário, prestamos homenagem a uma obra-prima que continua a inspirar-nos – não olhando para trás, mas recordando-nos que a verdadeira inovação nasce da coragem de desafiar as convenções”.

O nascimento de uma revolução

Menos de dois anos após a fundação da empresa, a Lamborghini continuava a ser um fabricante de nicho, mas o 350 GT tinha já demonstrado a sua ambição técnica. Ferruccio Lamborghini estava orgulhoso do primeiro automóvel do tipo GT, mas sonhava com um veículo ainda mais potente. A jovem equipa de engenheiros, liderada por Gian Paolo Dallara e por Paolo Stanzani, assumiu a tarefa de tornar esse sonho realidade. O coração do Miura era um motor V12 de 3929 cc montado transversalmente, com um ângulo de de 60 graus entre bancadas, equipado com quatro árvores de cames, válvulas à cabeça em forma de V, uma cambota com sete apoios, e quatro carburadores Weber 40 IDL 3L (mais tarde, IDL40 3C) com doze borboletas. Invulgarmente, a cambota rodava no sentido oposto aos dos ponteiros do relógio.

A partir de 1964, Dallara, Stanzani, e o piloto de testes neozelandês Bob Wallace, desenvolveram em conjunto a ideia de um novo superdesportivo inspirado no automobilismo. Seguidamente, construíram, fora do horário de trabalho, um châssis protótipo totalmente funcional, calibrado sem concessões para a performance. Na apresentação do projeto, Ferruccio Lamborghini de imediato reconheceu o potencial da ideia, e deu luz verde para o desenvolvimento do 400 TP enquanto Projeto L105.

A 3 de novembro de 1965, no Salão Automóvel de Turim, a Lamborghini apresentou o châssis em preto acetinado, com o motor montado transversalmente atrás do condutor. O modelo foi exibido lado a lado com os Lamborghini 350 GT e 350 GTS. Nunca antes, ou depois, um châssis despido tinha atraído tais atenções. A estrutura em aço, com uma espessura de parede de apenas 0,8 milímetros, e inúmeras perfurações, pesava somente 120 quilogramas, e as quatro ponteiras de escape brancas imediatamente captavam a atenção dos visitantes. Foi uma demostração de força, e um gesto radical por parte da jovem marca de automóveis desportivos de Sant’Agata Bolognese. Vários estúdios de design ofereceram os seus préstimos para revestir o châssis de acordo com as suas ideias.

Mas Lamborghini hesitou. Segundo conta a lenda, Nuccio Bertone apareceu no el stand da Lamborghini já perto do final do Salão, e foi último carroçador a por lá passar. Bertone examinou o châssis em exposição, e, com confiança, disse a Ferruccio Lamborghini que o seu estúdio desenharia “o sapato perfeito para este pé maravilhoso”. Se este diálogo, realmente, teve lugar dessa forma é algo que, hoje, não é possível provatr. Contudo, indiscutível é que esta história reflete, de forma impressionante, os imediatos entendimento mútuo e acordo criativo entre os dois empresários.

A primeira colaboração com a Carrozzeria Bertone, em que Marcello Gandini desempenhava, então, funções enquanto responsável de design, vestiu o châssis em aço, caracterizado por soleiras altas e largas, com uma carroçaria arrebatadora. Apenas algumas semanas após o primeiro encontro, no início de janeiro de 1966, o desenho de Bertone estava concluído, e, com a ajuda de 30 empregados da Bertone, em março, o protótipo estava terminado. Oferecia conforto e fiabilidade, juntamente com valores de performance muito impressionantes. O potente V12 combinava-se com uma carroçaria leve, ao passo que o desenho das jantes era totalmente novo.

Em março de 1966, no stand da Bertone do Salão Automóvel de Genebra, a Automobili Lamborghini apresentou um automóvel de cor laranja que ignorava as convenções então existentes. O conceito de motor central alterou de forma fundamental a distribuição do peso, e proporcionou uma experiência de condução sem pararelo à época. Tudo isto sendo complementado com o design incomparável e elegante da Bertone, de uma beleza deslumbrante.

Miura. Um nome escrito na lenda

A ligação entre a Lamborghini e o simbolismo do touro está profundamente enraizada na história da marca. Com o Miura, a Lamborghini, deliberadamente, utilizou o nome de uma famosa raça de touros espanhola pela primeira vez. O modelo recebeu o nome da poderosa raça de touros criada por Don Eduardo Miura Fernández.

Esta história está, diretamente, refletida na nomenclatura dos modelos da Lamborghini. Nomes como Miura, Espada, Islero e, mais tarde, Murciélago, são referências deliberadas a touros lendários, e às suas características.

Design e estilo moldados pela velocidade, pela cor e pela expressão individual

A Lamborghini colaborou pela primeira vez, em termos de deisgn, com a Carrozzeria Bertone. O renomado estúdio de design criou uma carroçaria que estabeleceu novos padrões. Ao mesmo tempo baixo, largo, elegante e agressivo, o Miura parecia um depredador prestes a atacar. A silhueta era baixa; a altura total do automóvel era de cerca de apenas 105 centímetros. Os apelativos faróis escamoteáveis com “pestanas”, e as generosas tomadas de ar, caracterizam uma aparência que, ainda hoje, é considerada intemporal.

A Bertone inspirou-se nos carros de corridas: faróis escamoteáveis e planos, grelhas de radiador que canalizavam o ar para os travões, e superfícies com lâminas no capot dianteiro, que permitiam que o ar fosse escoado do radiador praticamente horizontal, colocado nesta posição apenas no protótipo. O ar era fornecido ao V12 através de entradas situadas atrás e por baixo das portas. As lamelas negras eram utilizadas enquanto coberturas, para proporcionar ventilação adicional, o que também estabeleceu uma poderosa tendência em termos de design. Ainda hoje, o Miura é uma magistral solução estilística para desviar com elegância o fluxo de ar da mecânica.

Os acabamentos anodizados em perto, utilizados em vez dos acabamentos cromados que, então, eram comuns, e a disposição do conjunto motor- transmissão, criaram uma tendência para os anos seguintes. O Miura não era apenas baixo, mas, também, compacto em comprimento, com somente 4,36 m, em parte devido à colocação do motor. Hoje, o seu design é considerado como um dos melhores da história do automóvel: um desportivo que combina, na perfeição, potência e elegância.

Consoante os requisitos do cliente, a carroçaria podia ser acabada em cores marcantes, tornando o Miura num dos primeiros superdesportivos a oferecer uma paleta de cores ousada e altamente personalizável. Os tons disponíveis incluíam o Azzurro Mexico Metallizzato (azul-claro metalizado), o Bianco Miura (branco), o Bleu Miura (azul), o Luci del Bosco Metallizzato (castanho metalizado), o Blu Notte (azul-escuro), o Blu Tahiti Metallizzato (azul metalizado), o Rosso Corsa (vermelho), o Nero Cangiante (preto), o Giallo Fly (amarelo), o Giallo Miura (amarelo), o Argento Indianapolis Metallizzato (prateado metalizado), o Rosso Granada Metallizzato (vermelho metalizado), o Azzurro Cielo (azul-claro), o Arancio Miura (laranja), o Oro Metallizzato (dourado metalizado), o Verde Rio Metallizzato (verde-metalizado), o Verde Scuro (verde), o Verde Miura (verde) e o Rosso Miura (vermelho). Esta notável variedade de cores demonstra como, há mais de sessenta anos, a Lamborghini tem oferecido veículos altamente personalizáveis, antecipando-se a uma abordagem à personalização que, hoje, representa um elemento fulcral do ADN da empresa.

O V12 Lamborghini. Coração, alma e legado

A história do V12 Lamborghini gira em torno deste motor: uma unidade de potência tecnicamente revolucionária, que moldou o ADN da marca ao longo que quase seis décadas. É uma expressão de arte, inovação e visão em termos de engenharia. Com o último V12 puro instalado no Aventador Ultimae, em 2022, a Lamborghini pôs fim a uma era que remontava à década de 1960. Em 2023, o V12 encetou um novo capítulo com o Revuelto, em que o emblemático motor foi combinado com um sistema híbrido, marcando a evolução do V12 para uma nova era eletrificada.

Dependendo da versão, P400 ou P400 S, o motor disponibilizava 350 cv ou 370 c√, fazendo do Miura um dos automóveis de produção mais rápidos do seu tempo. O Miura 400 acelerava de 0 a 100 km/h em 6,7 segundos, e era capaz de atingir velocidades de até 280 km/h. Naquele tempo, este superdesportivo era o automóvel de produção em série mais rápido do mundo. O motor do posterior P400 SV oferecia ainda mais potência, com 385 cv às 7850 rpm, e um binário máximo de 388 Nm às 5500 rpm, oferecendo uma ainda maior facilidade de condução. A potência era transmitida através de uma embraiagem a seco a uma caixa manual de cinco velocidades com grelha do seletor aberta.

O motor, a transmissão e o diferencial partilhavam um alojamento e um sistema de lubrificação comuns, algo excecional para a época. Tratava-se de uma solução arrojada, que poupava espaço, e tecnicamente desafiante. Durante a produção, a Lamborghini desenvolveu um sistema de lubrificação separado para o motor e para a transmissão, uma alteração tecnicamente significativa. As suas prestações, combinadas com a inovadora colocação do motor V12 em posição central, definiram o Miura como um automóvel tecnicamente radical, e tornaram-no num pioneiro dos superdesportivos.

O engenheiro Paolo Stanzani desempenhou um papel central nesta história de sucesso. Desenvolveu o V12, que foi, originalmente, concebido por Giotto Bizzarrini, para que fosse adequado para a estrada, e assegurou que estaria pronto para a produção em série. Juntamente com a equipa, desenvolveu as modernas soluções técnicas modernas que distinguem o Miura de outros automóveis desportivos da época. Stanzani também esteve significativamente envolvido na conceção de outros ícones da Lamborghini, como o Countach, o Espada e o Urraco. O V12 não só proporcionava performance, como também definia o carácter do Miura. A sua sonoridade é inconfundível. O V12 é uma das razões pelas quais o Miura desempenhou um papel de protagonista no cinema, incluindo a lendária cena inicial de The Italian Job (1969). O motor era a estrela, com a sua sonoridade inextricavelmente ligada à linguagem visual da cena.

O Miura surgiu em inúmeras capas de revistas, e em inúmeros artigos editoriais, o que ajudou a dar forma à própria ideia do automóvel superdesportivo. Porque o V12 do Miura é mais do que um simples motor. É o coração da marca Lamborghini, a mais pura encarnação da paixão, da inovação e da performance.

Como convém a um superdesportivo, o Lamborghini Miura era um automóvel sem compromissos em termos de condução. Sem direção assistida, sem sistemas de assistência eletrónicos, e com um feedback mecânico direta, continua a exigir, ainda hoje, a máxima concentração por parte do condutor. Ao mesmo tempo, recompensa quem o conduz com uma experiência de condução sem adulterações e emocional. O V12 oferece uma potência abundante, e uma sonoridade inconfundível, que, ainda hoje, é considerada uma referência. O châssis consiste numa estrutura tubular em aço, que liga de forma muito próxima o motor e a suspensão. Esta conceção compacta permitiu criar o emblemático design exterior, e, também, oferecer um excecional desempenho dinâmico. Os duplos triângulos sobrepostos, e as molas helicoidais, à frente e atrás, asseguravam um comportamento desportivo, firme e preciso para a sua época.

O Lamborghini Miura: produção e versões especiais

Entre 1966 e 1973, de acordo com os registos oficiais, foram produzidos 763 exemplares do Lamborghini Miura na fábrica da Lamborghini em Sant’Agata Bolognese (Itália). O primeiro Miura de produção em série foi entregue em Milão, a 29 de dezembro de 1966, a que se seguiram 107 unidades durante o primeiro ano de fabrico. Em 1968, a Lamborghini já tinha vendido 184 exemplares Miura, uma média de quase quatro automóveis por semana, uma cifra excecional para um superdesportivo de altas prestações daquela época.

Antes de ter tido início a produção em série, apenas um protótipo oficial foi construído. Estes veículos experimentais não estão incluídos nos números de produção oficiais. Adicionalmente, um pequeno número de automóveis produzidos para mercados específicos, como os EUA, ou o Médio Oriente, apresentava pequenas adaptações técnicas ou normativas, e, por vezes, é contabilizado separadamente em fontes históricas. A Lamborghini produziu, também, os exemplares iniciais de transição do Miura P400 S, combinando características tanto do P400, como do posterior P400 S.

Pelo menos 10 exemplares do Miura são considerados peças únicas, projetos especiales, ou automóveis de exposição. Entre os mais célebres encontra-se o. Miura Roadster, de 1968, uma versão descapotável única, concebida e criada pela Carrozzeria Bertone. Pintado em azul-céu lamé, com interior em pele branca, e alcatifa vermelha, apresentava elementos distintivos como tomadas de ar nas portas de maiores dimensões, aproximadamente 120 reforços estruturais, um para-brisas, e farolins traseiros únicos, claramente diferenciando-se do Coupé.

Para celebrar o legado do Miura, a Lamborghini apresentou o Miura Concept, em 2006, por ocsião do 40º. aniversário do modelo. Apresentado no Salão Automóvel de Genebra, o protótipo prestava homenagem a um dos superdesportivos mais influentes da história do automóvel. Desenhado por Walter De Silva, o Miura Concept reinterpretou, numa linguagem contemporânea, a silhueta plana, os ombros traseiros largos, e as curtas projeções, do original, evitando, deliberadamente, o estilo retro. Concebido unicamente como um estudo de design, permaneceu como um conceito técnico, mais do que como uma proposta de produção.

Miura j+hoje

Acima de tudo, entre 1966 e 1973, o Lamborghini Miura estabeleceu um ADN claro, que a Lamborghini continua a perseguir até aos dias de hoje. Modelos como o Countach, o Diablo, o Murciélago, o Aventador e o Revuelto dão continuidade ao seu legado. O Miura transformou a Lamborghini num verdadeiro construtor de produção em série.

Hoje, o Lamborghini Miura continua a ser uma referência em matéria de design automóvel e de relevância cultural. Sessenta anos depois da sua apresentação, não envelhece, amadurece. Ao longo dos anos, diversos exemplares do Miura conquistaram prestigiados prémios nos principais Concours d’Elegance, como Villa d’Este, Pebble Beach Concours d’Elegance, Salon Privé e Hampton Court Palace, recebendo prémios de Melhor da Classe e prémios especiais do júri, que celebram a excelência do design, a autenticidade, e a relevância histórica. Muitos destes automóveis premiados foram restaurados ou certificados prlo Lamborghini Polo Storico, o departamento oficial responsável por preservar o património histórico da Lamborghini através da investigação de arquivos, da certificação, do restauro, e da participação nos principais eventos internacionais relacionados com o património.

Lamborghini Miura P400 (1966-1969)

Primeira apresentação: Salão Automóvel de Genebra, 1966
Motor: V12 de 3,9 litros, 350 cv às 7000 rpm, 355 Nm às 5000 rpm
Transmissão: caixa manual de 5 velocidades, motor montado transversalmente
Velocidade máxima: aprox. 280 km/h
0–100 km/h: aprox. 6,7 s
Peso em vazio: 985 kg
Características distintivas: primeiro automóvel de produção em série com conceito de motor central no segmento dos veículos de estrada
Chassis tubular em aço. Carroçaria baixa e elegante, da autoria de Marcello Gandini/Bertone.
Faróis com “pestanas”, que conferem ao Miura a sua face característica. O P400 é o Miura original, sem compromissos e purista, hoje extremamente raro.
Preço: 7 700 000 liras

Lamborghini Miura P400 S (1968-1971)

Motor: V12 de 3,9 litros, 370 cv às 7500 rpm, 390 Nm às 5500 rpm
Velocidade máxima: aprox. 280 km/h
0–100 km/h: 6,4 s
Peso em vazio: 1180 kg

Melhoramentos: vias mais largas, afinação de chassis modernizada com amortecedores Koni, vidros elétricos, interior de maior qualidade (opções mais luxuosas), maior conforto face ao P400, discos de travão ventilados à frente e atrás a partir do chassis n.º 501
Carroçaria: ligeiras alterações nas entradas de ar, nos bancos, e no painel de bordo; molduras das janelas cromadas em substituição do preto anodizado; ar condicionado disponível em opção
Características distintivas: mantinha um carácter extremamente desportivo, mas mais adequado a uma utilização quotidiana. O P400 S combina a força bruta do Miura original com um toque adicional de luxo.
Preço: 7 850 000 liras + 350 000 liras para o sistema de ar condicionado.

Lamborghini Miura P400 SV (1971-1973)

Motor: V12 de 3,9 litros, 385 cv às 7850 rpm, 388 Nm às 5500 rpm
Velocidade máxima: mais de 290 km/h
0–100 km/h: 5,5 s
Peso em vazio: 1245 kg|
Melhoramentos: sistema de lubrificação separado para motor e transmissão, eixo traseiro mais largo para melhor tração, suspensão traseira modificada, prestações melhoradas, comportamento mais rápido e mais controlável, algumas unidades equipadas com diferencial autoblocante
Características distintivas: versão final da série Miura, sem “pestanas” nos faróis, visual moderno, as melhores prestações e a maior aptidão para uma utilização em estrada de toda a gama.
Preço: 8 600 000 liras

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