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  • A equipa ABT CUPRA XE está pronta para lutar pela vitória no Arctic X Prix e subir posições no campeonato
  • Mattias Ekström e Jutta Kleinschmidt correrão com o e-CUPRA ABT XE1 até ao final da temporada
  • A Extreme E torna-se a primeira prova de automobilismo a ser realizada na Gronelândia 

A Extreme E regressa à ação num dos lugares mais remotos do planeta e onde os efeitos das alterações climáticas são particularmente visíveis. O Arctic X Prix, a terceira prova da temporada, acontece em Kangerlussuaq (Gronelândia), uma localidade a norte do Círculo Polar Ártico onde Mattias Ekström e Jutta Kleinschmidt lutarão pela primeira vitória da equipa ABT CUPRA XE no campeonato.

O Arctic X Prix acontece exatamente três meses após o Ocean X Prix em Dakar (Senegal). Junto ao Lago Rosa, a histórica linha de chegada do Rally Dakar, Ekström e Kleinschmidt - na sua estreia - ficaram muito perto de chegar a uma final onde tinham como objetivo lutar pela primeira vitória do e-CUPRA ABT XE1, o SUV 100% elétrico com 400 kW (550 CV) de potência, preparado para enfrentar todos os tipos de pisos e condições.

Depois de Dakar, a Extreme E viaja agora para um lugar completamente diferente e sem precedentes para o automobilismo: a Gronelândia. A maior ilha do mundo, com 2.166 milhões de quilómetros quadrados, acolhe a terceira prova da temporada deste campeonato em Kangerlussuaq. Esta localidade, situada a 50 quilómetros do Círculo Polar Ártico, faz parte do município de Qeqqata e dispõe do aeroporto comercial mais importante da Gronelândia. Também em Kangerlussuaq fica localizado o glaciar Russell, pelo que competir ali é ideal para aumentar o nível de consciência sobre a velocidade a que o gelo do Ártico está a derreter.

A prova foi projetada em torno de uma planície grande e relativamente aberta junto ao glaciar Russell, nos arredores de Kangerlussuaq. O terreno tem uma mistura de vários tamanhos de rochas, desde grandes pedras até um fino sedimento glaciar e dunas de areia, criadas e moldadas pelo vento que sopra do vale e pelo degelo que vem do glaciar.

"Do deserto da Arábia Saudita, fomos até ao Lago Rosa de Dakar... e agora estamos a caminho da Gronelândia! A Extreme E leva ao limite a capacidade de adaptação de todos os participantes: não há duas corridas iguais", explica Mattias Ekström, piloto oficial da equipa ABT CUPRA XE. “Depois das duas primeiras provas da temporada, onde tínhamos velocidade, mas não alcançámos os resultados que merecíamos, só temos um objetivo em mente: vencer o Arctic X Prix e fazer história na Gronelândia!”.

No Arctic X Prix, Jutta Kleinschmidt, vencedora do Rally Dakar em 2001, fará a sua estreia como membro oficial da equipa ABT CUPRA XE, tendo sido confirmada como piloto feminina da equipa, em substituição de Claudia Hürtgen. A estreia de Jutta com o e-CUPRA ABT XE1 no Senegal, onde teve que assumir a condução do carro sem preparação prévia, foi surpreendente e agora não pensa noutra coisa senão em subir ao lugar mais alto do pódio neste novo campeonato. “O Senegal permitiu-me descobrir esta excitante competição por dentro e tirar todo o potencial elétrico do e-CUPRA ABT XE1. Durante os últimos meses preparei-me para o próximo desafio na Gronelândia e juntamente com Mattias lutarei pela primeira vitória do CUPRA na Extremo E."

A equipa ABT CUPRA XE está na sétima posição do campeonato, com 37 pontos. Conseguir um bom resultado na Gronelândia será fundamental para subir na classificação e chegar às primeiras posições: a terceira equipa tem apenas nove pontos de vantagem. 

O legado da Extreme E na Gronelândia

Os efeitos das alterações climáticas são particularmente visíveis nesta parte do mundo, já que o aquecimento global levou ao derretimento acelerado do gelo e à elevação do nível do mar, colocando em risco as populações e espécies locais. O Ártico também é fundamental para manter o equilíbrio do clima mundial, pois atua como um enorme refletor dos raios solares, regulando assim a temperatura dos oceanos.

A NASA estima que a massa de gelo no mês de setembro, no seu mínimo do verão, diminuiu em média 12,8% a cada década nos últimos 40 anos. Com menos gelo marinho, menos raios de sol são refletidos, fazendo com que o oceano absorva mais energia na forma de calor, acelerando ainda mais o aquecimento global.

Tal como no automobilismo, a CUPRA também mostra o seu compromisso com o meio ambiente nos seus automóveis citadinos. O CUPRA Born, o primeiro modelo 100% elétrico da marca, reinventa o design contemporâneo através da utilização de materiais reciclados, em colaboração com a empresa SEAQUAL INITIATIVE. Os bancos de série do CUPRA Born são produzidos com tecidos de fibra de polímero reciclado SEAQUAL® YARN, provenientes de material recolhido por pescadores e comunidades locais em oceanos, rios, estuários e mares como o Mediterrâneo.

Ao competir aqui, a Extreme E deixa um importante alerta ao mundo sobre a difícil situação do Ártico, mas está também a fazer a sua parte. Juntamente com a ajuda do especialista mundial Peter Wadhams, o campeonato contribuirá para a investigação sobre a proteção do gelo do Ártico, que é a chave para desacelerar o derretimento do gelo e cuidar do nosso planeta.

A Extreme E é a primeira competição automóvel baseada simultaneamente nos princípios da eletrificação, com SUV's elétricos; da sustentabilidade, por correr em locais já afetados pelas mudanças climáticas; e da igualdade, com as equipas compostas por um piloto masculino e outro feminino, competindo em absoluta igualdade.