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Foi um dos ralis mais competitivos de sempre em 44 anos de história a organizar ralis do C. S. Marítimo, com Miguel Nunes/João Paulo a vencer com apenas uma vantagem escassa de 5 décimas de segundo para Alexandre Camacho/Pedro Calado ambos aos comandos do Skoda Fabia Rally2 EVO.
A primeira classificativa na Matur deu o mote com Alexandre Camacho e Pedro Calado a ser os mais velozes com o mesmo tempo e Miguel Nunes apenas 4 décimas mais lento, aqui sabíamos e tínhamos a certeza que ia ser mesmo um grande rali disputado até ao final.
Miguel Nunes/João Paulo repetiram a vitória que obtiveram em 2019 no Rali Marítimo Município de Machico 2021, fizeram uma prova com um desempenho tal, como disse o piloto no final "que quase ultrapassa a realidade", sempre ao ataque de inicio ao fim sem abrandar o ritmo e sempre a arriscar.
A segunda passagem pela Matur foi a chave de todo este rali, aqui Miguel entrou com tudo e conseguiu retirar 2,5 segundos ao Alexandre Camacho e saltou para a liderança da prova de onde nunca mais saiu até ao final.
Nesta prova e após a vitória na Ribeira Brava aos comandos do Citroën C3 R5, Alexandre Camacho voltou aos comandos do Skoda Fabia neste caso o Rally2 Evo, fez uma prova tal como Miguel Nunes de "extra terrestres", um ritmo infernal de inicio ao fim. Mas, uma ida à assistência e uma afinação equivocada para a segunda passagem na Matur fê-los perder cerca de 2,5s para Miguel Nunes que mesmo apesar de arriscar na ultima classificativa onde bateu o recorde, não foi suficiente e terminou a apenas meio segundo do vencedor.
Fechando o pódio terminou José Pedro Fontes, que voltou após vários anos a ter ao seu lado o Fernando Prata como navegador, aos comandos do Citroën C3 Rally2. Esta dupla que habitualmente compete o Campeonato Portugal de Ralis veio empenhada a preparar o Rali Vinho Madeira prova que conta para o seu campeonato, mas desde cedo começou a perder terreno para os mais rápidos regionais chegando a terminar o rali com uma diferença de 1 minuto 2,3s do vencedor, o que fará José Pedro Fontes repensar a estratégia para a prova rainha do automobilismo regional.
Rui Pinto e Luís Rodrigues foram os quartos classificados, terceiros do Campeonato de Ralis Coral da Madeira, durante cerca de metade da prova sofreram problemas de travagem no Ford Focus WRC e com isso perderam muito tempo, mas foram bafejados com a sorte, a desistência de Filipe Freitas e os problemas elétricos de Pedro Meireles e o furo de Pedro Paixão contribuíram para o quarto lugar final.
No quinto posto terminou Pedro Meireles/Mário Castro em Volkswagen Polo R5, que tal como José Pedro Fontes, veio treinar o Rali Vinho Madeira. Foi uma prova onde na segunda passagem pela Portela e terceira da Matur teve um problema elétrico que fazia o carro desligar-se perdendo muito tempo e caindo na classificação final.
A dupla Pedro Paixão/Jorge Henriques voltaram a ter muito azar nesta prova do CS Marítimo, após logo na primeira passagem pela Matur fazer um excelente tempo e na segunda passagem pelo Porto da Cruz bater o recorde, entrar na luta pela vitória, teve um grande azar na Portela onde um pequeno toque furou fazendo-o parar no troço e aí perder a possibilidade uma vez mais de lutar pela vitória, tal como aconteceu em 2019.
No sétimo terminou José Camacho/Nicodemo Câmara que está cada vez mais habituado ao Peugeot 208 R5 e começa a melhorar os seus tempos a cada segunda passagem.
Paulo Mendes/Marco Sousa em Prosche 911 GT3 Cup foram os vencedores RGT, fizeram uma grande prova num duelo com Filipe Freitas que desistiu no Porto da Cruz com problemas mecânicos.
Rui Jorge Fernandes/João Pedro Freitas em Renault Clio R3T deram mais um "passeio" dominaram a RC3 vencendo a prova com uma vantagem de 1 m e 11s para Dinarte Baptista/Rui Madeira em Renault Clio R3, 10º classificados.
João Ferreira/João Camacho estrearam o Citroën DS3 R3T, foi um rali para aprender a nova montada mas mesmo assim deixaram boas impressões. Américo Gouveia/João Sousa em Peugeot 208 Rally4 foram os melhores da RC4, venceram todas as classificativas e terminaram com uma vantagem de 33,2s para Ernesto Cunha/Nuno Ribeiro em viatura idêntica, dupla que habitualmente disputa o Campeonato Portugal de Ralis.
Na RC4B, Pedro Macedo/Énio Andrade em Peugeot 208 R2 foram os vencedores e terminaram na 12ª posição com uma excelente prestação. Carlos Silva/Ricardo Abreu voa com o Toyota Starlet e anda sempre em lutas contra viaturas muito superiores á sua, começa a pedir um carro muito melhor.
Em 16º terminou Claudio Nóbrega/Alípio Nóbrega em Datusn 1200, foram os reis do espetáculo tal como habitualmente. Miguel Caires/João Miguel Sousa tiveram uma prova para esquecer, um atraso na entrega das peças que atrasaram a preparação do Ford Fiesta, passaram toda a prova a "descobrir" problemas o que prejudicou e de que maneira o resultado final.
A dupla Miguel Gouveia/Tiago Fernandes levaram o seu BMW E36 até ao 17º posto final seguidos de Rodrigo Jasmins/Tiago Rocha em Citroën DS3 R1 que tem vindo a evoluir neste ano de estreia. Tiago Neves/Mariano Freitas foram os únicos Toyota Yaris em competição terminou em 20º e fechando a classificação ficou Ricardo Gonçalves/Daniel Capelo em Citroën Saxo que finalmente voltaram a terminar uma prova.
Nas desistências de destacar a desistência prematura do piloto canário Francisco Castro/Pedro Bettancour com problemas mecânicos no Opel Corsa B Kit-Car logo no inicio da Matur 1, o mesmo aconteceu novamente esta época com Nuno Ferreira/Vítor Henriques que um problema elétrico no Renault Clio R3T logo na zona da Matur fê-los desistir, é mesmo uma época de azar para esta dupla. Filipe Freitas/Daniel Figueiroa em Porsche 911, Paulo Nunes/Gonçalo Nunes e Pedro Faria/Nuno Rodrigues ambos em Citroën Saxo desistiram todos também com problemas mecânicos.
Está assim dado o mote para o Rali Vinho Madeira, próxima prova do Campeonato de Ralis Coral da Madeira que vai para a estrada em agosto.