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Henrique Chaves inicia a sua temporada deste ano do International GT Open dentro de uma semana e meia em Hungaroring. O português, apesar de um longo período de inactividade, cortesia da COVID-19, mostra-se ainda mais entusiasmado e pronto para a disputa do ceptro do Campeonato da Europa de GT.

Como foi regressar aos comandos do McLaren 720S depois de tantos meses longe de um carro de corridas?
Henrique Chaves: “Acima de tudo, foi importante voltar aos comandos do McLaren para recuperar sensações e ritmo. Obviamente que houve muito simulador nesta longa pausa, mas nada se assemelha ao real. Num registo menos profissional a sensação foi incrível, sentir aquela potência toda novamente. O som do carro e a adrenalina de um jogo de pneus novos com deposito vazio é algo indescritível.”
 
Com este longo período de inactividade como foi voltar a trabalhar com a Teo Martín Motorsport?
Henrique Chaves: “Houve sempre contacto com a equipa durante a quarentena até porque no virtual a Teo Martin Motorsport foi muito prestável visto que têm uma excelente equipa para os e-sports.
Mas o relacionamento foi óptimo. Alguns elementos saíram, outros entraram, mas os objectivos de todos é ganhar e isso está bem presente na forma de trabalhar de todos.
 
Os testes correram bem? Sentiste evoluções relativamente a 2019?
Henrique Chaves: “Os testes correram super-bem. Obviamente que não havia grandes referências, mas comparando com tempos de outros anos, e tendo em conta as condições de pista, podemos ter uma ideia e essa foi bastante positiva. Só falta comprovar em Budapeste daqui a uma semana.
Mudei de engenheiro e entre um e outro existe uma filosofia de set-up bastante diferente, mas sim houve algumas evoluções desde 2019 o que é sempre bom, contudo, há algumas coisas que queremos melhorar, nomeadamente, o controlo de tracção.”
 
Como tem corrido o trabalho com o Miguel Ramos, uma vez que este ano será o teu colega de equipa?
Henrique Chaves: “O Miguel é muito experiente e sente muito bem o que o carro transmite. Tem também uma relação de trabalho mais longa com o engenheiro para este ano, o que faz com que o seu feedback seja muito bom para a evolução do carro. Por isso, é aprender ao máximo com ele, e naquilo em que eu for melhor, passar-lhe esse conhecimento e levarmos o carro o mais para a frente possível.”
 
Depois dos testes que realizaram em Portugal sentes-te preparado para o início da temporada, que está marcado para Hungaroring dentro de uma semana e meia?
Henrique Chaves: “Preparados a 100% nunca vamos estar, mas acredito que o trabalho que desempenhamos nestes quatro dias de testes em Portugal foram muito positivos e podem ajudar a que estejamos no topo da tabela logo desde início.”

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