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Depois da fase de confinamento a que o mundo se viu obrigado, devido à pandemia da COVID-19, a normalidade está a regressar timidamente, ainda que numa realidade diferente, e as corridas estão ao virar da esquina. Álvaro Parente, que reinicia a sua temporada dentro de pouco mais de uma semana, revela como passou os últimos meses e perspectiva uma temporada desafiante.

Como foi que atravessaste esta fase de confinamento a que todos fomos obrigados?
Álvaro Parente: “Foi uma situação estranha que exigiu muito de todos nós. Porém, eu tive o aliciante de ter sido pai no início do ano e pude acompanhar esta fase de crescimento do meu filho. Aproveitei o tempo para estar junto da minha mulher e do meu filho e isto tornou este período muito mais suportável.
É claro que senti a falta da competição, mas usei muitos vídeos ‘onboard’ para manter tudo fresco na cabeça.
No campo físico montei um pequeno ginásio na garagem e todos os dias treinava intensamente. Agora, com esta nova normalidade, pude também começar a praticar desportos de que gosto, como o surf e o padel.”
 
Apesar de toda a confusão lançada pela pandemia da COVID-19, manténs para este ano as duas competições que já tinhas assegurado. Como será a conjugação das temporadas do World GT Challenge Europe Endurance Cup e do IMSA SportsCar Championship?
Álvaro Parente: “Esse será um grande desafio, muito embora, para a primeira prova, que se realiza em Daytona, Florida, não terei de realizar qualquer quarentena, o que é um alívio, dado que, em caso contrário, teria de ir para os Estados Unidos com catorze dias de antecedência.
Mas este ano haverá menos voos e será mais complicado viajar. Vamos ver. Espero que a situação melhore progressivamente
Para além disso, com as modificações dos calendários, existem duas provas coincidentes e para cumprir os meus contratos da melhor forma possível foi acordado com as equipas falhar uma de cada campeonato.”
 
No campo desportivo, a tua primeira corrida do IMSA SportsCar Championship está agendada para os dias 3 a 5 de Julho, em Daytona, e a do GT World Challenge Europe Endurance Cup para 25 e 26 de Julho. Quais são os teus objectivos para este ano?
Álvaro Parente: “Nos Estados Unidos da América passa por obter bons resultados. Tenho um colega de equipa novo, o Misha Goikhberg, que está na sua primeira época de GT e ainda tem de aprender algumas coisas, mas penso que poderá adaptar-se bem, uma vez que trabalha afincadamente.
O início, as 24 Horas de Daytona, não correu muito bem e sabemos que teremos uma temporada muito dura, mas vamos lutar por bons resultados com o Acura NSX GT3 da Heinricher Racing.
No GT World Challenge Europe Endurance Cup, estarei aos comandos de um Bentley Continental GT3 da K-PAX Racing juntamente com Andy Soucek e Jordan Pepper, e acredito que formamos um conjunto muito forte.
Nesta competição o nível é muito elevado, mas creio que, em algumas pistas, vamos lutar pela vitória.
Infelizmente, dado ter de faltar a uma prova de cada competição, não terei qualquer possibilidade de me sagrar campeão este ano. Mas vou trabalhar para poder vencer o máximo de corridas possível e ajudar os meus colegas na luta pelos ceptros.”

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