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  • O atual compromisso com a eletrificação da SEAT tem as suas raízes na história da empresa, com modelos emblemáticos como o SEAT Todelo elétrico usado nos Jogos Olímpicos de 1992
  • Conduzimos o automóvel da Maratona em volta da Montanha Olímpica de Barcelona ao lado do atual carro elétrico da marca, o SEAT Mii
  • Com quase três décadas de diferença, e autonomias e potências distintas, partilham o mesmo espírito zero emissões 

Há 28 anos, em pleno agosto de 1992, um carro elétrico liderou a Maratona dos Jogos Olímpicos de Barcelona. Era um SEAT Toledo especialmente desenvolvido para a ocasião histórica. Mas este marco significa muito mais: mostra a profundidade das raízes históricas da aposta elétrica da SEAT. Uma ofensiva que conta atualmente com o SEAT Mii elétrico, as versões híbridas do SEAT Leon e o SEAT Tarraco, além do CUPRA Leon eHybrid, o futuro CUPRA Formentor e o CUPRA el-Born que será 100% elétrico. Efetivamente, a empresa anunciou investimentos no valor de 5.000 milhões de euros nos próximos 5 anos, com a eletrificação como foco principal.

Hoje, juntamos o atual modelo elétrico da SEAT, o Mii electric, com um modelo olímpico que, há já quase três décadas atrás, visava a sustentabilidade. O seu desafio, guiar os 42 quilómetros da Maratona com apenas 55 quilómetros de autonomia em ciclo urbano.

Um pouco de história. O primeiro SEAT elétrico nasceu em 1992. Os regulamentos da Maratona indicam que o veículo que deve abrir a corrida deve ter zero emissões. Por isso, a SEAT aproveitou o seu recém-lançado Toledo para desenvolver uma versão totalmente elétrica. Em pouco mais de três meses, o automóvel estava pronto. Para Thomas Kurz, engenheiro do grupo que participou na conversão elétrica do Toledo, foi uma grande experiência: “Naquela época, fabricar um carro elétrico era completamente novo, por isso foi muito emocionante. Era tal a novidade que, quando terminámos, tivemos de o registar primeiro na Alemanha, porque não sabíamos como registar um carro elétrico em Espanha”.

De uma a seis maratonas. O objetivo principal era que sua bateria de 500 quilos tivesse energia suficiente para aguentar toda a Maratona. No total, pouco mais de 42 quilómetros. E conseguiu. "Naquela época, o carro elétrico não era considerado algo para consumo. O peso das suas baterias, as baixas potências e autonomias não o tornavam viável para um carro de série. Tinha apenas alcance suficiente para a maratona, tendo em conta que havia subidas íngremes que fizeram o Toledo elétrico consumir mais”, afirma Thomas Kurz.

Por outro lado, com a bateria do SEAT Mii, de 250 quilos, poderiam ser feitas 6 maratonas, uma vez que possui uma autonomia de 260 km. "Os elétricos consomem menos em cidade e, ao travar, recuperam energia, por esse motivo, o Mii electric tem uma autonomia de até 260km em ciclo combinado, e até 360km com 100% de uso em cidade", comenta Santi Castellá, Responsável da Electromobilidade da SEAT.

Com quase nenhuma modificação na carroçaria. Apesar de uma diferença de idade de 28 anos, os dois modelos têm algo em comum: as poucas modificações que foram feitas na carroçaria para adaptá-los à sua versão elétrica. No caso do Toledo, quase não houve mudanças: uma espécie de banheira foi colocada no porta-bagagens para alojar a bateria, e os travões tinham um tambor de grandes dimensões para compensar o peso do carro na travagem. "Quando passamos pela Inspeção Técnica de Veículos, tivemos que demonstrar que a sua velocidade era de 50 km/h e que poderia travar nessa velocidade numa determinada distância ", comenta Thomas Kurz. No caso do SEAT Mii, a sua carroçaria também não sofreu praticamente nenhuma modificação. Atualmente, os novos modelos elétricos moldam o seu design ao formato das baterias, que ocupam a parte inferior do veículo. Por outro lado, na sua conversão elétrica, o Mii não sofreu nenhuma alteração na sua estrutura ou espaço interior, uma vez que as baterias são fabricadas expressamente para este modelo. 

De 16 a 61 kW de potência. Há quase três décadas atrás, 16 kW (22 CV) de potência eram mais do que suficiente para a sua finalidade. O Toledo elétrico teve de acompanhar o ritmo da Maratona, que não excedeu os 30 km/h. Naquela época, foi complicado testar a rota para ver se o automóvel alcançaria a meta nessa velocidade. "Não podíamos testar o SEAT Toledo elétrico no percurso real, pois teríamos de cortar ruas, conduzir na direção oposta… por isso, testámos na pista de ensaio com os parâmetros que recolhido com outro modelo. E sim, verificámos que ele conseguiria, e conseguiu, tanto nesse teste como algumas semanas depois nos Jogos Paraolímpicos” assegura Thomas Kurz.

Com 61 kW de potência (83 CV), o SEAT Mii elétrico acompanhou o SEAT Toledo elétrico em volta do estádio de Montjuic, agora já remodelado e em perfeitas condições, depois de passar pelas mãos da equipa de restauração do Museu SEAT com Isidre López, responsável de carros históricos da SEAT, no comando. “O SEAT Toledo elétrico é uma das joias que temos no museu. Os nossos veículos não são apenas peças de exposição, queremos que eles funcionem, para preservar a sua alma. Substituímos as baterias antigas de chumbo-gel e atualizámos o sistema elétrico. Foi feito um ótimo trabalho em 1992 e o automóvel funciona perfeitamente e agora, sim, eu poderia fazer mais uma maratona”, conclui Isidre López. 

O SEAT Toledo elétrico de 1992

16 baterias de chumbo-gel

Potência máxima 16kW (22 CV)

Velocidade máxima 100 km/h

Aceleração de 0 a 70 km/h em 28 segundos

Autonomia em ciclo urbano de 50 km

O SEAT Mii elétrico

14 baterias de iões de lítio

Potência máxima de 61 kW (83 CV)

Velocidade máxima 130km/h

Aceleração de 0 a 50 km/h em 3,9 segundos

Autonomia de 260 km em ciclo combinado e de 360 km com utilização 100% urbano.

01 Carros Elétricos no Olimpo