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  • O TT da Ilha de Man, e as 24 Horas de Le Mans e de Nürbugring, realizam-se em semanas consecutivas
  • Três eventos que utilizam estradas públicas e desafiam os limites humanos e técnicos
  • Três eventos que fomentam a competição aberta de pneus para melhorar a performance
  • Um enorme desafio tanto técnico e logístico para a Dunlop

Os puristas dos desportos motorizados, recorrentemente, recordam com saudade os dias em que categorias como a Fórmula Um estavam por domesticar e eram mais imprevisíveis e autênticas. As regulamentações cada dia mais estritas foram-se introduzindo nos desportos motorizados modernos. Contudo, existem alguns eventos no calendário que continuam a desafiar os limites, e, este ano, três das corridas mais emblemáticas ocorrem com três semanas de diferença. As duas maratonas de resistência, com as 24 horas de Le Mans e de Nürburgring, assim como o desafiante TT da Ilha de Man, fazem de junho o mês da competição real. Como seria de esperar de uma marca nascida há mais de 130 anos com o propósito único de vencer, a Dunlop permanece no âmago destas três grandes corridas.

Durante estas três semanas, a Dunlop espera fornecer e prestar assistência às equipas que participam nestas três corridas com mais de 5000 pneus. Estes três eventos têm algo em comum: nas três competições, a escolha de pneus é aberta, o que significa que as equipas e os pilotos elegem, segundo a sua própria vontade, utilizar pneus Dunlop, em vez de ser uma opção de pneu obrigatória por via do regulamento. Este é o espírito da competição que leva a Dunlop a desenvolver pneus que podem ir mais além, com maior intensidade e mais rapidamente do que no ano anterior.

TT da Ilha de Man

O TT da Ilha de Man pouco mudou desde o seu início há mais de século. Em nenhuma outra competição o piloto, a moto e os pneus são levados a tal limite.

A ilha, situada no Mar da Irlanda, é orgulhosamente independente, o que significa que tem o seu próprio poder de decisão em assuntos tão importantes como não ter limites de velocidade em estradas rurais e públicas. Significa isto que a volta de 59 km revoluciona as pequenas aldeias sonolentas, ao lado dos rios, por que passam as motos, depois atravessando a charneca em redor da montanha de Snaefell. O TT conta com todo o tipo de curvas, mas, de um modo geral, o percurso é incrivelmente rápido, com o recorde da volta, estabelecido o ano passado por Peter Hickman, com pneus Dunlop, a registar uma velocidade média superior a 216 km/h. Os pilotos passam a maior parte da volta com o acelerador a fundo e nas quarta, quinta e sexta velocidades, passando pelo buraco da agulha em curvas extremamente rápidas com árvores, muros e candeeiros de ambos os lados da pista.

A escolha de pnes é fundamental no TT. As velocidades médias são muito elevadas, e há saltos que são realizados a mais de 240 km/h, o que gera uma enorme pressão tanto no composto como na construção. A Dunlop é a marca de pneus de maior sucesso na história do TT, com as treze últimas vitórias no Senior TT a ser alcançadas com pneus Dunlop, mas a natureza da competição aberta de pneus significa que todos os anos existe nova tecnología neste capítulo. Este ano, a Dunlop focou-se num composto que aquece mais aápidamente, essencial para aumentar a confiança do piloto numa manhã fría, antes de acelerar por Bray Hill após a largada.

A semana da corrida, precedida de vários dias de treinos, começa e termina com eventos para as Superbike de 1000 cc extremamente afinadas, com mais de 200 cv de potência e capazes de chegar aos 320 km/h nas zonas mais velozes do traçado. A maiora dos pilotos também compete nas outras duas categorias principais, para motos Supersport de 600 cc e Superstock de 1000 cc.

Desde o seu início, em 1907, a Dunlop competiu em todas as edições do TT, à exceção de duas ocasiões. Só nos últimos 15 anos, os pilotos escolheram a Dunlop para alcançar mais de 60 vitórias e 150 pódios em todas as categorias, incluindo Superbike, Supersport, Superstock e as corridas totalmente elétricas do TT Zero.

As altas velocidades alcançadas no traçado do TT ajudaram a criar a tecnologia "JLB" da Dunlop. A construção da banda de rolamento sem juntas reduz o crescimento dos pneus, causado pelas forças centrífugas a alta velocidade, de 15 mm para 3 mm. Esta tecnologia resulta num comportamento mais suave, com estabilidade em linha reta e um reduzido efeito de "trama", um grande avanço para os pilotos da Dunlop.

24 Horas de Le Mans

A Dunlop é detentora de uma história sem igual em Le Mans. Desde a primeira vitória da marca, em 1924, os carros equipados com pneus Dunlop visitaram o lugar mais alto do pódio em 34 ocasiões, mais do que qualquer outro fabricante de pneus.

Desde as vitórias da Bentley na década de 1920, passando pela era do Jaguar D-Type dos anos de 1950, e pelas épicas batalhas entre Porsche e Ferrari dos anos de 1960, a Dunlop faz parte da alma de Le Mans. A década de 1980, os anos de glória dos Porsche 956/962 e do Jaguar XJR, trouxe ainda mais vitórias absolutas para a Dunlop.

Nos últimos anos, a Dunlop centrou-se na ultracompetitiva classe LMP2, dado que a igualdade entre os carros faz com que a performance dos pneus seja o verdadeiro ponto de referência. Em 2018, a Dunlop alcançou a oitava vitória consecutiva nesta categoria, mais ainda podem conseguir-se muitas mais, como explica o Diretor de Motorsport, Ben Crawley: "Disfrutamos da competição. Leva a nossa equipa a desenvolver novos pneus a cada ano, e, este ano, introduzimos uma especificação melhorada em Le Mans. Foi utilizada para vencer em Sebring, no Campeonato do Mundo de Resistência da FIA, e usada por Jean-Eric Vergne para alcançar a pole em Spa. Vergne foi 1,8 segundos mais rápido do que em 2018, o que demonstra que o desenvolvimento conduz à performance”.

A classe LMP2 constitui a maior parte da grelha de 62 carros, com 20 inscritos nesta categoria para a corrida deste ano, a disputar a 15 e 16 de junho. Destes, metade escolheu pneus Dunlop. O regulamento permite três especificações de pneus slick, e duas para condições de piso molhado, que necessitam de satisfazer as necessidades de todas as equipas Dunlop. As mesmas especificações dos pneus utilizados nas 24 Horas de Le Mans têm que funcionar em todos os circuitos do Campeonato do Mundo de Resistência da FIA e nas European Le Mans Series, enfrentando temperaturas de pista inferiores a 10º C (como em Spa este ano) e superiores a 40º C.

Crawley explica o trabalho de equipa envolvido: “Tendo evoluído os desenhos durante a pré-temporada, trabalhamos com as equipas nos testes antes de definirmos os compostos e as construções para a temporada. Os engenheiros da Dunlop e as equipas trabalham estreitamente para ajustar as afinações, de modo conseguir a melhor performance possível para cada combinação individual de carro e piloto. O ajuste da suspensão e a pressão dos pneus afetam diretamente a performance em termos de velocidade e durabilidade. Os tempos por volta nas 24 Horas são cada vez mais rápidos, ano após ano, mas a velocidade é só um dos requisitos para os pneus. A Dunlop concebe borrachas para vários turnos, e esta comunicação, colaboração e experiência entre pilotos, engenheiros e a nossa equipa técnica é determinante para vencer. Deve-se tanto à performance humana e ao trabalho de equipa, como ao desenvolvimento de produto".

24 Horas de Nürburgring

Demasiado perigoso e demasiado rápido para a Fórmula 1. Foi o que disseram os pilotos acerca do traçado do Nürburgring Nordschleife em 1976. Porém, mais de 40 anos volvidos, é utilizado para a mais dura maratona dos desportos motorizados do mundo.

Longo, estreito, rápido e perigoso, o traçado de 25 quilómetros é o derradeiro circuito indómito em que ainda é permitido realizar uma corrida de automóveis deste nível.

"A pista é muito antiga, muito exigente," explica Crawley. “A corrida tornou-se numa batalha para os grandes fabricantes. As melhores equipas, incluindo a equipa Phoenix Audi, escolheram a Dunlop para ajudá-las a conquistar a vitória, mas também fornecemos pneus em muitas das classes que compõem uma grelha tão diversificada, incluindo todos os carros da classe TCR de Turismos".

Existem poucos eventos em cuja grelha estejam presentes tantos fabricantes de pneus, pelo que a Dunlop enfrenta quase todos os seus possíveis rivais da indústria.

Aos pilotos, o Nordschleife submete-os a uma pressão permanente. Mudar de trajetória, com os níveis de aderência disponíveis, e o tráfego no circuito, especialmente com as diferenças de velocidade entre as várias classes, é algo difícil de realizar, para mais com as várias inclinações, alterações de altitude e variações de asfalto. A enorme grelha divide-se em várias classes, com os carros mais rápidos, como os GT3, na dianteira. Os GT regulares e os Turismos também são acomodados, com a maioria das equipas a participar regularmente na série de resistência VLN, levada a cabo no circuito de Eifel durante todo o ano. Historicamente, a corrida tem sido um território grato para a Dunlop, com 18 vitórias à geral. A Dunlop triunfou nas primeras quatro consecutivas, com Hans Stuck (1970), Helmut Kelleners (1972) e Niki Lauda (1973) entre os pilotos vencedores. De facto, nenhum outro fabricante de pneus subiu ao lugar mais alto do pódio durante essa década. O êxito mais recente da Dunlop foi em 2017, quando Connor De Phillippi, Kelvin van der Linde, Markus Winkelhock e Christopher Mies alcançaram a vitória a somente duas voltas do fim.

Além da corrida de 24 Horas, a Dunlop possui um invejável historiak no traçado do Nordschleife. O recorde oficial da volta em corrida (na pista de Nordschleife sem a ampliação utilizada para las 24 Horas) ainda se mantém desde 1983, quando o falecido Stefan Bellof levou o temível Porsche 956, com pneus Dunlop, a um recorde de 6m11s13. Os especialistas do automobilismo ainda consideram esta como uma das melhores voltas da história da modalidade.

O trablho de equipa conduz ao sucesso

Os pneus de competição Dunlop são desenvolvidos por uma equipa multinacional. Com especialistas de design em Birmingham (Reino Unido), Colmar-Berg (Luxemburgo), Montlucon (França) e Hanau (Alemanha), é feito um enorme esforço transfronteiriço para competir. Os pneus para cada uma das três corridas são enviados para cada evento no caraterístico comboio amarelo de camiões da Dunlop, e os paddocks de cada circuito transformam-se, durante o mês de junho, em três das oficinas de montagem rápida de pneus mais concorridas do mundo.

A épica "Trilogia" de junho pode ser o ponto alto da temporada de competição da Dunlop, mas são apenas três das mais de 300 corridas em que a Dunlop está presente por ano, tanto no automobilismo como no motociclismo. De janeiro a dezembro, é uma corrida que nunca termina.

Sobre a Dunlop

A Dunlop Europa é um dos principais fabricantes mundiais de pneus, detendo um impressionante palmarés de sucessos nos desportos motorizados. A Dunlop Europa é partner técnico da Suzuki Endurance Race Team e da Honda Racing no Campeonato do Mundo de Resistência de Motociclismo, e fornecedor oficial de pneus para os Campeonatos do Mundo de Moto2 e Moto3 da FIM, assim como a marca de pneus com mais êxitos na história do TT da Ilha de Man TT. Fora do asfalto, a Dunlop é a escolha dos vencedoras e campeões de corridas de MXGP. Nas quatro rodas, a Dunlop é o fabricante mas bem sucedido da história das 24 Horas de Le Mans.

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