user_mobilelogo
  • O Grupo Renault anuncia a assinatura de duas importantes parcerias nas áreas do design e da produção de baterias para Veículos Elétricos:
    • O Grupo Renault entra numa parceria estratégica com a Envision AESC ao estabelecer uma gigafábrica em Douai, perto da Renault ElectriCity, para a apoiar o fabrico de baterias de última tecnologia, competitivas em termos de custos e com baixas emissões de carbono, para tornar a mobilidade elétrica mais acessível na Europa.
    • O Grupo Renault assinou um Memorandum de Entendimento com a start-up Verkor para co-desenvolver e, em seguida, produzir baterias de alto desempenho, tendo em vista deter uma participação superior a 20% na Verkor.
  • A combinação destas duas parcerias com o complexo industrial Renault ElectriCity irá criar cerca de 4.500 empregos diretos em França até 2030, enquanto desenvolve um ecossistema sólido de fabrico de baterias mesmo no coração da Europa.
  • Mais um novo passo no caminho do plano estratégico “Renaulution”, uma vez que o Grupo e os parceiros da Aliança reforçam a sua vantagem competitiva e a eficiência no mercado de VE. 

O Grupo Renault anuncia a sua estratégia para a conceção e produção de baterias para Veículos Elétricos (EV) em França.

Marco importante no roteiro 'Renaulution', a estratégia do Grupo para as baterias ganha vida através da assinatura de duas grandes parcerias: com a Envision AESC - um protagonista à escala global na tecnologia de baterias e líder mundial nas fábricas de baterias inteligentes, digitalizadas e com baixo teor de carbono, e um parceiro de longa data da Nissan - e a Verkor, a start-up sedeada em Grenoble, especializada no desenvolvimento de células de baterias EV. Esta estratégia ajudará o Grupo Renault a tornar-se um protagonista ainda mais competitivo e eficiente no campo dos EV, a acelerar a sua transformação industrial e a atingir os objetivos de transição ecológica.

Estas duas recentes parcerias estão alinhadas com os programas já existentes no seio do Grupo Renault, em especial com o acordo histórico com a LG Chem que, atualmente, fornece módulos de bateria para a gama de modelos elétricos da Renault e para o próximo MéganE. Paralelamente, estão em curso discussões com a ACC para uma potencial adesão ao ecossistema a partir de 2027. A investigação também continua no seio da Aliança para o lançamento da tecnologia de baterias sólidas a partir de 2030, com o projecto ASSB (All Solid-State Battery technology).

"A nossa estratégia para as baterias baseia-se na experiência de dez anos do Grupo Renault e no seu investimento na cadeia de valor da mobilidade elétrica. As mais recentes parcerias estratégicas com a Envision AESC e Verkor reforçam muito a nossa posição, uma vez que asseguramos a produção de um milhão de veículos elétricos na Europa em 2030. Isto representa um marco decisivo, já que reforçarmos a nossa vantagem competitiva, enraizando o nosso Grupo na dinâmica atual da indústria francesa e no esforço para alcançar os nossos objetivos de neutralidade de carbono. O Grupo reafirma assim a sua vontade de produzir automóveis elétricos populares, acessíveis e económicos em França", afirmou Luca de Meo, CEO do Renault Group. 

Envision AESC: Uma gigafábrica em Douai para modelos elétricos acessíveis e produzidos na Europa

Como parte da sua estratégia para os Veículos Elétricos, o Grupo Renault aliou-se à Envision AESC que irá desenvolver uma gigafábrica em Douai com uma capacidade de 9 GWh em 2024 e com o objetivo de chegar aos 24 GWh até 2030. Como ramo dedicado às baterias da companhia global de tecnologia “verde” Envision Group, a empresa irá investir até 2 mil milhões de euros para produzir a mais recente tecnologia de baterias com custos competitivos, baixas emissões de carbono e seguras para modelos elétricos, incluindo o futuro R5. Graças a esta parceria, a Envision AESC prevê criar até 2.500 novos empregos até 2030.

A proximidade da gigafábrica da Envision AESC com as unidades de produção da Renault ElectriCity em Douai, Maubeuge e Ruitz, traduz-se na criação de 700 postos de trabalho adicionais na região de Hauts-de-France, o que significa que o Grupo Renault pode aumentar significativamente a sua vantagem competitiva e melhorar muito a eficiência da sua cadeia de produção de Veículos Elétricos.

A gigafábrica de Douai abre caminho para a produção de baterias de baixo teor de carbono como parte dos objetivos delineados no Acordo Verde Europeu (Green Deal) e para o desenvolvimento de soluções de reciclagem em circuito fechado para os resíduos de produção e para as baterias em fim de vida. De acordo com os compromissos assumidos pelo Grupo Renault, isto contribuirá significativamente para alcançar a neutralidade de carbono na Europa até 2040 e a nível mundial até 2050, com as vendas de Veículos Elétricos (EV) a representarem 90% de todas as vendas da marca Renault até 2030.

“A missão do Grupo Envision é ser o parceiro de tecnologia de neutralidade carbónica de eleição para empresas globais, governos e cidades. Por isso mesmo, estamos entusiasmados por o Grupo Renault ter escolhido as baterias Envision AESC para a sua próxima geração de Veículos Elétricos. Ao investirmos na construção de uma nova gigafábrica no norte de França, o nosso objetivo é apoiar a transição para a neutralidade de carbono, tornando as baterias de alto desempenho, de longo alcance e os Veículos Elétricos mais acessíveis e disponíveis a milhões de automobilistas. Esta primeira fase de desenvolvimento irá alicerçar futuros investimentos em larga escala para fazer crescer a cadeia de abastecimento local e desenvolver todo o ciclo de vida das baterias, incluindo armazenamento de energia, reutilização de baterias, carregamento inteligente e reciclagem em circuito fechado. O que também tem o potencial de criar milhares de novos empregos ecológicos de alto valor como parte de um ecossistema de baterias de “ponta a ponta” na região", afirmou Lei Zhang, fundador e CEO do Grupo Envision.

Grupo Renault e Verkor: uma linha piloto de produção de baterias de alto desempenho até 2022 e gigafábrica de excelência até 2026

Além da parceria com a Envision AESC, o Grupo Renault assinou um Memorandum de Entendimento para adquirir uma participação na Verkor através de uma participação superior a 20%, planeando juntar-se ao consórcio criado em 2020 desta startup francesa, com o objetivo de responder aos desafios de digitalização, descarbonização e reindustrialização de França e da Europa no setor.

Juntos, o Grupo Renault e a Verkor, pretendem desenvolver uma bateria de alto desempenho adequada aos segmentos C e superiores da gama Renault, bem como aos modelos Alpine, e, através do consórcio, criar mais de 1.200 empregos diretos, a médio prazo.

Esta parceria materializar-se-á, em primeiro lugar, com o financiamento de um centro de P&D (Verkor Innovation Center) e uma linha piloto para a prototipagem e produção de células e módulos de bateria, em França, a partir de 2022. Em segundo lugar, a Verkor implementará um plano para criar a primeira gigafábrica de baterias de alto desempenho para o Grupo Renault a partir de 2026, em França, com capacidade inicial de 10 GWh e que poderá atingir a capacidade de 20 GWh até 2030.

A cooperação do Grupo Renault e da Verkor será baseada na concretização do objetivo comum de reduzir 75% as emissões de carbono no processo de fabricação de baterias, comparativamente com os processos atuais, e estabelecer uma cadeia de abastecimento que permita rastreabilidade e garanta a segurança das matérias-primas destinadas aos veículos elétricos.

“Estamos orgulhosos de estar associados ao Grupo Renault e esperamos concretizar, através desta parceria, a nossa visão comum de implantar a mobilidade elétrica em grande escala. Este é um importante acordo que demonstra o nosso progresso na nossa agenda para produzir até 50 GWh de células de bateria até 2030 – uma pedra angular na implantação de uma cadeia de fornecimento de baterias competitiva, soberana e sustentável na Europa”, referiu Benoit Lemaignan, CEO da Verkor.

A concretização desta aquisição de participação no capital da Verkor está sujeita às condições normalmente aplicáveis ​​a este tipo de situações, nomeadamente à apresentação a órgãos representativos dos trabalhadores de acordo com a regulamentação em vigor.