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  • O arranque da temporada de 2020, não correu como esperado mas o Citroën Vodafone Team somou os primeiros pontos
  • Quarto lugar não satisfaz, mas representa um prémio para a dupla José Pedro Fontes/Inês Ponte que nunca baixou os braços numa prova exigente e onde a concorrência se apresentou bestialmente combativa
  • O campeonato prossegue no final de Março nos Açores

O Citroën Vodafone Team regressou este fim-de-semana à actividade para disputar o Rallye Serras de Fafe e Felgueiras, prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralis. Disputado nos mais afamados pisos de terra do país, desenhados na região de Fafe, este rali que marcou o arranque da temporada terminou com o quarto lugar e a conquista dos primeiros 16 pontos por parte da dupla José Pedro Fontes/Inês Ponte.

Foi tudo menos fácil a tarefa da equipa que tripula o Citroën C3 R5, que desde o início do rali se debateu com dificuldades em manter um ritmo que lhes permitisse assegurar um lugar entre os mais rápidos. No final do primeiro dia (três especiais) Fontes ocupava a sexta posição à geral – quinto em termos de CPR – mas revela-se visivelmente frustrado com o seu andamento, afirmando a necessidade de na etapa seguinte (hoje), recuperar parte do fosso para os principais rivais.

A verdade é que a vontade estava lá, o esforço foi bem visível e só assim a formação conseguiu chegar hoje a Fafe no quarto lugar e com um interessante pecúlio em termos pontos no campeonato. Todavia, e sem nunca ter conseguido impôr o “seu” ritmo, o piloto do Porto esclarecia no final da prova que “este quarto lugar final não era o resultado que esperávamos nesta prova. Nunca consegui rodar no meu ritmo e acumulei atraso em cima de atraso para os meus rivais. Reconheço que o quarto lugar acaba por premiar o facto de nunca termos perdido o foco e não termos cometido erros e isso valeu-nos somar importantes pontos no campeonato. Porém, nem eu nem os restantes elementos da equipa estão satisfeitos e, portanto, há que arregaçar as mangas e começar a trabalhar na preparação da próxima prova.”

Disputada a prova organizada pela Demoporto, o campeonato sofre agora uma paragem de aproximadamente um mês, para regressar entre os dias 26 e 28 de Março na ilha de São Miguel nos Açores, para o segundo evento do ano, igualmente em pisos de terras, o Azores Airlines Rally.

Classificação Final:

1º Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda), 1h36m43,7s

2º Bruno Magalhães/Carlos Magalhães (Hyundai), a 1m26s

3º Ricardo Teodósio/José Teixeira (Skoda), a 1m30,5s

4º Citroën Vodafone Team – José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroën C3 R5), a 3m22s

5º Pedro Heller/Marc Marti (VW), a 4m17,5s

O C3 R5 DO CITROËN VODAFONE TEAM

Integrando grande parte das mais recentes evoluções disponibilizadas pela Citroën Racing, no âmbito do seu programa de ralis direcionado para as estruturas privadas, nomeadamente as que assentam os seus projetos no C3 R5, a unidade do Citroën Vodafone Team está apta a enfrentar os diferentes desafios postos pelo CPR 2020, calendário uma vez mais composto por ralis em terra e asfalto, pisos que estão equitativamente divididos, numa época que este ano tem 10 provas.

Recorde-se que depois das duas vitórias alcançadas no seu ano de estreia, em 2018, em Portugal, o C3 R5 do Citroën Vodafone Team esteve em luta pelas vitórias em praticamente todas as provas do CPR 2019, tendo somado duas novas vitórias absolutas, no Rali Terras d’Aboboreira e no Rali Vidreiro/Centro de Portugal, entre outros resultados de relevo alcançados pela dupla José Pedro Fontes/Inês Ponte, como o 2º lugar no Rali Vinho Madeira.

Internacionalmente, o C3 R5 tem tido uma carreira de enorme sucesso: em 2018, época em que se estreou oficialmente, garantiu 12 vitórias absolutas e subiu por 19 vezes ao pódio, no conjunto de 68 viaturas que alinharam em 40 provas, vencendo 103 classificativas; em 2019 o número de inscrições de unidades C3 R5 ascendeu a 308 unidades, em 198 ralis, tendo o modelo garantido 38 vitórias absolutas, 98 presenças no pódio e mostrando-se o mais rápido em 389 especiais. Já este ano, o modelo conta com 1 vitória absoluta e um 2º lugar (em duas provas norueguesas), a vitória nas categorias WRC2 e WRC3 do Rali de Monte-Carlo, prova em que o C3 R5 ocupou o top-5 dos modelos ‘R5’, e a vitória na categoria WRC2 no Rali da Suécia, naquela que já é vista como uma das melhores propostas do mundo dos ralis nesse segmento.

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