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João Barros e Carlos Magalhães foram os grandes vencedores do Rali de Paredes, que levou até ao sul do concelho a emoção das provas de estrada do Campeonato Norte de Ralis. Um ‘filho da terra’ que não deu hipóteses à concorrência, num fim-de-semana marcado pela intempérie.

Depois de na véspera ter conseguido uma ligeira vantagem sobre Luís Delgado, João Barros atacou forte nas primeiras especiais deste segundo dia de prova, onde a aparição do sol permitiu que as primeiras passagens pelas especiais de Baltar (8,42 km) e Alvre (10,15 km) fossem percorridas com o asfalto seco.

A maioria dos concorrentes tinham os seus carros preparados para essas condições, e foi aí que Barros tirou bom partido do seu Skoda Fabia R5 para alargar a sua vantagem sobre o segundo classificado para mais de 24 segundos. Nessa fase matinal era Vítor Ribeiro quem mais fazia frente ao piloto de Paredes, antes do piloto do DS3 R5 ter problemas ao nível dos pneus e começar a perder tempo.

Enquanto João Barros cimentava a sua liderança, terminado a segunda passagem pelas duas especiais do dia com mais de 52 segundos de vantagem, Vítor Ribeiro perdia o segundo posto para Luís Delgado. Posição que o piloto de Chaves mais não largaria, ainda que terminando o rali a mais de 1m39s do vencedor.

No final da prova João Barros mostrava-se satisfeito com o desenrolar do rali e pela forma como tudo decorreu: “Entramos para o fim do rali com pneus intermédios e de facto choveu imenso, por isso não arriscamos nada. Já tínhamos uma vantagem significativa para o segundo classificado, pelo que a prioridade foi gerir. Conseguimos aquilo a que nos tínhamos proposto, que foi vencer e dar uma alegria a todos os paredenses, a quem dedico este triunfo”.

Luís Delgado também considerou a sua exibição positiva, mesmo atendendo ao facto de que não tinha traçado ambições muito grandes para esta prova: “Sabíamos que dificilmente nos poderíamos bater com o João Barros. Por isso fomos mantendo o andamento que podíamos. Também não tínhamos os pneus mais adequados para o tempo que se fez sentir nas duas últimas classificativas, por isso jogamos pelo seguro. Ainda não fizemos os quilómetros que queríamos com o DS3 R5. Preciso de mais adaptação para me sentir à vontade com ele. Mas este resultado acaba por ser um bom indicador”.

Já Vítor Ribeiro não concluiu a prova do CAMI Motorsport, para gáudio de André Cabeças, que fazendo uma melhor escolha de pneus para as duas últimas especiais – onde a chuva fez o seu regresso – conseguiu chegar ao último lugar do pódio. O piloto de Cascais conseguia assim um grande resultado, depois de ter dominado por completo a categoria X1.

“Admito que este resultado só remotamente estava nos nossos planos. Com quatro R5 em prova seria difícil conseguir bater algum deles. O rali até nem me começou bem. Para dar espetáculo fiz um pião no Kartódromo. Hoje já correu melhor. O Mitsubishi estava afinado para o piso seco. Atacamos e tivemos também alguma sorte. Quando estávamos para partir para a última ronda fomos avisados de que estava a chover, e metemos os pneus mais adequados. Um grande resultado, e só foi pena que o tempo não colaborasse”, explicou no final um radiante André Cabeças.

O triunfo na derradeira especial do rali permitiu a Alfredo Barros concluir a prova na quarta posição, ficando a seis segundos de fazer companhia ao seu sobrinho no pódio final. Tal como sucedeu com André Cabeças o piloto de Paredes tirou partido de uma escolha de pneus mais adequada para as condições de chuva que se faziam sentir nas duas últimas especiais.

Na prova do CAMI Motorsport também merece destaque a exibição de Paulo Antunes. O piloto de Fafe deslocou-se a Paredes para trabalhar com o Peugeot 208 R2 com os pneus da Pirelli pensando já em 2019. Cedo se apoderou da liderança das duas rodas motrizes e da categoria P1, comando que manteve até final, ainda que nas duas últimas classificativas tenha perdido algum tempo, porque não tinha o carro acertado e com os melhores pneus para piso molhado.

A prova que o CAMI levou a efeito este fim de semana pode não ter a ajuda do São Pedro, mas a organização conseguiu levar a ‘bom porto’ a prova, com o único incidente a ser a saída de estrada de Sérgio Ramalho na segunda passagem pelo troço de Baltar, que foi resolvido sem que daí resultasse um grande atraso no programa.

(Foto: Zoom Motorsport).
 
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