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  • Azinheiras e sobreiros para ‘Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés’

Palco do mais dramático incêndio dos muitos que assolaram o País no verão passado prolongando-se mesmo pelo outono mais seco e quente dos últimos anos, Pedrógão Grande recebe, na sexta-feira, dia 16, centenas de azinheiras e sobreiros para acabar com o negrume da paisagem, devolvendo o desejado verde à vila beirã.

Segundo capítulo da campanha de sensibilização “Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés”, a entrega das 400 árvores autóctones à Câmara Municipal de Pedrógão Grande acontecerá às 15 horas, no Largo da Devesa, sendo de imediato redistribuídas pelos habitantes, cumprindo assim a promessa feita pela Federação de Motociclismo de Portugal em finais de setembro. Altura em que centenas de motociclistas levaram a cabo o 3.º Portugal de Lés-a-Lés Off-Road, vendo bem de perto as marcas dos muitos incêndios que devastaram a grande parte floresta nacional, mas também muitas aldeias e vilas ao longo de todo o País.

As duas árvores então plantadas simbolicamente no Parque da Adega, mesmo ao lado do IC8, serão agora acompanhadas por muito mais azinheiras e sobreiros para recuperar a floresta ardida de forma sustentável, duas espécies autóctones oferecedoras de inúmeras vantagens face às árvores não naturais da região. Da maior resistência aos incêndios bem como às pragas e doenças, ao contributo para a maior fertilidade do espaço rural e equilíbrio ecológico das paisagens; da ajuda na regulação do ciclo da água e da sua qualidade, ao contributo para a redução do efeito de estufa, fixando o carbono atmosférico; do aumento do valor turístico e paisagístico, ao fornecimento de frutos (castanha, bolota, etc), matérias-primas (cortiça e lenha) e madeiras de superior qualidade para a indústria (castanho ou carvalho, p.e.).

Vantagens que levaram à opção por espécies locais, explicadas em folhetos entregues aos habitantes, escolhidas com o apoio do biólogo Nuno Gomes Oliveira e a parceria do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), e que vão desde os carvalhos-negrais, sobreiros e azinheiras, aos medronheiros e pinheiros-mansos, passando pelos choupos-brancos, cerejeiras-bravas, bordos e carvalhos-robles. Árvores que serão doadas, durante o mês de fevereiro, a oito concelhos fortemente flagelados por incêndios florestais nos últimos anos, de Trás-os-Montes ao Algarve. Depois de Góis, que ‘abriu’ a segunda parte da campanha de sensibilização levada a cabo pela FMP, é agora a vez de Pedrógão Grande, Mação, Covilhã e Belmonte, seguindo-se Silves, Boticas e Vila Pouca de Aguiar, aproveitando as melhores condições de clima e dos solos depois de um final de 2017 anormalmente seco.

Capa Folheto Reflorestar de Lés a Lés pq